Nobel de Medicina de 2026 premia a optogenética, técnica que permite ligar e desligar neurônios com luz. E tudo começou com uma pergunta que parecia não servir para nada
Capacidade do cérebro de manter a atenção e compreensão em uma conversa em meio a uma festa barulhenta tem intrigado os cientistas especializados em audição desde a década de 1950.
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Entender como o cérebro é tão bom em se concentrar em uma única conversa em meio a uma festa barulhenta tem mantido os neurocientistas especializados em audição ocupados desde a década de 1950
Visitantes em uma projeção imersiva da pintura “O Grito”, de Edvard Munch, em Londres: estudo mostra que a experiência estética tem uma estrutura mensurável no cérebro comum a todas as pessoas, em achado com implicações que vão além da cultura e podem informar e influenciar até práticas clínicas.
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Um estudo usando ressonância magnética se concentrou nas redes cerebrais que estão na base da apreciação coletiva da arte
A cor que acreditamos perceber e o efeito fisiológico da luz não são exatamente a mesma coisa: enquanto nosso cérebro decide se algo é azul, verde ou vermelho, outros circuitos tentam responder se é dia ou é noite.
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Jérémie Naudé, Centre national de la recherche scientifique (CNRS)
Ao contrário do que afirmam muitos influenciadores, não é possível fazer uma “desintoxicação de dopamina” para “reiniciar o sistema de recompensa”, que supostamente seria prejudicado pelo nosso uso de telas.
Nas últimas duas décadas, estudos observaram que pessoas que usam medicamentos para dormir apresentam maior frequência de doença de Alzheimer anos depois. À primeira vista, a conclusão parece ser que o medicamento aumenta o risco. Mas nem sempre uma associação significa que uma coisa causa a outra.
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Ainda não há uma resposta conclusiva a essa pergunta. Mas certamente o uso prolongado desses medicamentos está associado a diversos efeitos adversos sobre a cognição e a saúde
Neurociência cognitiva moderna revisita visão psicanalítica de Sigmund Freud sobre a estrutura da mente, mas com especial atenção aos processos desta interação.
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O consenso científico atual é que o inconsciente é que faz o trabalho pesado da mente no dia a dia
Dispositivo recebeu autorização do órgão regulador chinês para uso em pessoas com tetraplegia causada por lesão medular no pescoço e se tornou o primeiro a cruzar a ponte dos laboratórios para a prática clínica.
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Pela primeira vez um implante cerebral invasivo sai do laboratório para se tornar um tratamento clínico, abrindo caminho para uma nova etapa na medicina e na ética
Não herdamos as memórias traumáticas de nossos antepassados, mas podemos receber alterações que influenciam nossa sensibilidade ao estresse, assim como também é real nossa capacidade de adaptação e de modificar os circuitos do medo.
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A biologia oferece possibilidades, não condenações a um destino.
Aplicativos e sites que estimulam a produção de dopamina são relativamente novos e ainda não há pesquisas específicas sobre até que ponto eles podem servir como “porta de entrada” para comportamentos mais arriscados. Mas estudos com outros tipos de sites apontam que isso é provável, como já foi observado com as apostas online.
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Mesmo quando um aplicativo é gratuito há desvantagens a serem consideradas, incluindo o fato de que suas escolhas podem ajudar os anunciantes a direcionar melhor suas campanhas para você na vida real
A dimetiltriptamina (ou DMT) é um psicodélico de ação rápida, conhecido por produzir alterações profundas da percepção, é o principal componente psicodélico da ayahuasca, cuja história antecede em muitos séculos a investigação científica moderna e é utilizada por diferentes povos originários da Amazônia em contextos cerimoniais, espirituais e terapêuticos.
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Stevens Rehen, Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) and José Alexandre Salerno, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Séries de estudos têm evidenciado que a dimetiltriptamina, ou DMT, deixa as células cerebrais mais dispostas a se multiplicar sem alterar o rumo de sua maturação, o que pode derrubar a crença de que o cérebro adulto não se regenera
Estudos recentes identificaram em golfinhos lesões cerebrais em golfinhos similares às causadas pela doença de Alzheimer em humanos.
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Lesões semelhantes às do Alzheimer foram encontradas em golfinhos e outros cetáceos. Comparar seus cérebros com os de humanos abre novos caminhos na neurociência e conecta a saúde do oceano com a nossa.
Pesquisas sugerem que práticas espirituais muito diferentes podem compartilhar um mesmo mecanismo neurobiológico fundamental, em uma espiral de atenção, excitação e liberação que possibilita a renovação.
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A meditação budista e o falar em línguas pentecostal dificilmente poderiam parecer mais diferentes, mas não para o cérebro
Conceito de “reserva tecnológica” está alinhado com o de reserva cognitiva, segundo o qual certas experiências ajudam o cérebro a resistir melhor ao envelhecimento e aos danos a ele associados.
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Assim como ocorre com atividades como a leitura ou o aprendizado de idiomas, o uso da tecnologia poderia favorecer um desempenho cognitivo melhor do que o esperado para a idade ou o estado de saúde
Com tecnologias cada vez mais complexas, a neurociência computacional busca restaurar movimentos, detectar sintomas de doenças mentais ou degenerativas e entender como pensamos.
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Com a neurociência computacional, surgem tecnologias capazes de prever crises epilépticas e restaurar movimentos em pessoas paralisadas.
Não basta só coordenação motora: movimentos derivam de um processo que combina emoção e cognição para realizar cálculos precisos, mas que também interage com aspectos motivacionais e sociais.
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Com a Copa do Mundo de 2026 servindo de vitrine para o talento, a neurociência revela as interações que o sustentam, uma combinação que une emoção e cognição
Numa época em que recorremos à IA para conversar ou buscar apoio, o benefício também é humano, com as plantas oferecendo uma vantagem insuperável em relação aos algoritmos: um gerânio nunca lhe dará um conselho errado.
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Ao interagir com suas plantas, você pode acabar dando a elas a atenção de que precisam para crescerem melhor e mais saudáveis
A universalidade histórica do suicídio sugere que os circuitos neurais que o permitem podem não ser apenas alterações patológicas da neuroquímica cerebral. Eles podem também corresponder a um comportamento evolutivo preservado na espécie e posteriormente deturpado pelos estressores modernos, mesmo contrariando os princípios da evolução.
Para a biologia evolutiva, o suicídio traz um paradoxo intrigante: se a seleção natural favorece a sobrevivência e a reprodução, conforme a teoria de Darwin (1859), por que o cérebro humano manteve mecanismos capazes de permitir que o indivíduo se autodestrua?
Mundo interior é sustentado pela “rede de modo padrão” do cérebro, que conecta várias áreas e entrelaça memórias, objetivos, crenças e emoções em um senso contínuo de identidade.
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Existe um lado mais profundo do cérebro que entrelaça suas memórias, objetivos, crenças e emoções, formando uma percepção contínua de si mesmo
Ausência de uma memória raramente é evidência de um sistema lotado, e é mais frequentemente traço de um momento que nunca foi totalmente armazenado, ou que simplesmente nunca foi evocado.
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Seu cérebro não fica sem espaço – ele fica sem atenção. A ciência por trás do motivo pelo qual duas pessoas podem viver o mesmo momento e se lembrar dele de maneiras muito diferentes