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A decisão do STF deve ser entendida como um gesto de contenção institucional frente ao poder dos algoritmos de recomendação das plataformas, que passaram a organizar o espaço informacional por meio de uma curadoria opaca. Imagem: Freepik

Mais do que um artigo de lei, o que está em disputa é o modelo institucional do espaço público digital no país

A decisão do STF deve ser entendida como um gesto de contenção institucional frente ao poder dos algoritmos de recomendação das plataformas, que passaram a organizar o espaço informacional por meio de uma curadoria opaca
O plenário do Supremo, no dia do julgamento da constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet. AP Photo / Eraldo Peres

Após STF responsabilizar plataformas, o que muda com a nova interpretação do Marco Civil da Internet

Decisão do Supremo Tribunal Federal aproxima o Brasil de legislações internacionais e obriga redes sociais a removerem conteúdos ilícitos de forma proativa. Congresso, no entanto, se mantém ausente do debate
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) com estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti. Novo entendimento da Corte transfere para entes privados o ônus de uma decisão essencialmente jurídica – sem que tenha havido qualquer processo com contraditório, análise de dolo ou garantia de ampla defesa da parte afetada. Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Análise: Liberdade de expressão e responsabilidade nas plataformas

Responsabilizar as plataformas digitais pelo conteúdo de terceiros abre um precedente perigoso, pois aproxima-se de punir o mensageiro em vez do emissor, e cria uma lógica que, com algumas adaptações, poderia ser estendida indevidamente à imprensa.
No STF, o julgamento da constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet revisitou e alterou o paradigma, defendido pelas Big Techs, de que as plataformas digitais apenas hospedam as opiniões de terceiros, e não são responsáveis por elas. AP Photo / Eraldo Peres

Responsabilização das plataformas digitais sobre conteúdo que publicam no Brasil é batalha vencida em guerra longe de acabar

A flexibilização do Artigo 19 não é um ataque à liberdade de expressão, como insistem as plataformas. O objetivo não é censurar, mas sim estabelecer um regime de responsabilidade proporcional
Discussão sobre quem deve ser responsabilizado por conteúdos danosos que circulam na internet segue judicializado no STF, num debate intensificado pela pressão crescente das empresas que controlam as redes sociais.

Necessidade de regulação das plataformas digitais intensifica debate sobre quem deve ser responsabilizado pelo que é publicado na internet

A ausência ou demora na colaboração de algumas plataformas digitais com processos de responsabilização por danos causados por conteúdos publicados em redes sociais tem intensificado o debate público sobre o assunto

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