Donald Trump, durante reunião do Conselho da Paz: presença de ditadores e do presidente do Banco Mundial expõe os verdadeiros objetivos do conselho na Faixa de Gaza - e eles nada têm a ver com a segurança do povo Palestino.
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Presença do presidente do Banco Mundial no Conselho da Paz e escancara a perniciosidade da relação dos EUA com a instituição
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (centro) em reunião com o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, para o Oriente Médio, Steve Witkoff (esquerda) e o genro do presidente, Jared Kushner (direita), em Jerusalém, em 9 de outubro.
Israel government press office/EPA
Esses tipos de cessar-fogo são acordos altamente coercitivos que permitem que a parte mais poderosa force a parte mais fraca a concordar com o que quiser.
Um homem caminha com uma bandeira palestina em frente ao muro de separação israelense perto de Hebron, na Cisjordânia.
Abed Al Hashlamoun/EPA
Um futuro Estado é complicado devido ao grande número de colonos israelenses nos territórios ocupados e às barreiras que Israel construiu para separar os palestinos.
Rebeldes houthis no Iêmem comemoram o afundamento de um navio cargueiro que seguia pelo Mar Vermelho em direção a Israel. Imagens do ataque foram exibidas num telão, durante um protesto em praça pública, na cidade de Sanaa.
Reuters/Folhapress
O aumento dos ataques pode ser explicado pelo agravamento do conflito entre Israel e Palestina na faixa de Gaza. Os Houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, miram em navios com alguma ligação com Israel ou aliados, e justificam seus atos como apoio aos palestinos.
O veleiro Madleen, dias antes de ser interceptado pela marinha israelense sob alegação de que estaria infringindo o bloqueio naval imposto pelo país ao litoral da Faixa de Gaza.
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Os bloqueios podem ser utilizados em tempo de guerra, mas apenas se cumprirem cinco condições legais
Palestinos esperam na fila para receber refeições no campo de refugiados de Jabalia, na Cidade de Gaza, Gaza, em 17 de maio de 2025.
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Antes de 7 de outubro de 2023, o sistema alimentar de Gaza já estava em um ponto de ruptura. Agora, 18 meses de guerra e cerco israelense ajudaram a criar as condições para a fome em massa.
Netanyahu parece ter apostado que mais guerra é sua melhor chance de permanecer no poder e concluir seu plano de transformar o sistema político do país. Israel enfrenta uma situação sem precedentes, na qual seu primeiro-ministro se tornou a maior ameaça à estabilidade do país.
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Enfrentando pressão legal e política em seu país, a decisão do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de retomar os ataques aéreos incentivou os aliados de direita a voltarem ao grupo.
Engarrafamento do retorno das famílias ao Norte de Gaza, que está inteiramente destruído: apesar do alívio com o cessar-fogo, objetivos que incluem a paz permanente, o retorno de todos os reféns israelenses, a retirada definitiva do exército de Israel e a reconstrução completa de Gaza devem levar muitos anos para serem alcançados.
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Apesar do alívio, objetivos que incluem o cessar-fogo permanente, o retorno de todos os reféns israelenses, a retirada definitiva do exército de Israel e a reconstrução completa de Gaza devem levar muitos anos para serem alcançados
De acordo com dados levantados pela Al Jazeera junto a ONU e ao governo palestino, os ataques israelenses destruíram ou danificaram 69% de toda a estrutura de Gaza, o que totaliza 92% das residências, 80% dos prédios comerciais, 88% de edifícios escolares, pelo menos 50% dos centros de saúde da região, 68% da infraestrutura rodoviária e 65% das áreas de plantio.
AP Photo/Ariel Schalit
É preciso garantir que os quase dois milhões de deslocados internos tenham condições de voltar a viver nos lugares que viviam, que suas casas sejam reconstruídas e que tenham acesso à saúde, educação, água e tantos outros direitos básicos
Os palestinos na Cisjordânia ocupada lamentam a morte do líder político militante do Hamas, Ismail Haniyeh, em 31 de julho de 2024.
Mosab Shawer/AFP via Getty Images)
Uma guerra total entre Israel e o Hezbollah provavelmente incendiaria toda a região, envolvendo o Irã e seus representantes, e poderia arrastar os EUA para um confronto direto com Teerã.
Organizado pela sociedade civil, encontro promoveu falas de israelenses que perderam familiares durante os ataques do Hamas no dia 07 de Outubro de 2023, e palestinos que perderam entes queridos nos últimos meses de ataques em Gaza.
Tamar Matsafach / Jerusalem Post
Evento público realizado no dia 1 de julho pediu o retorno seguro dos reféns e o fim imediato da guerra, e foi organizado conjuntamente por grupos de palestinos e israelenses
Simon Mabon, especialista em Oriente Médio, responde às nossas perguntas sobre o que esse importante desenvolvimento pode significar para as perspectivas de paz na região.
A simples sobrevivência já pode ser considerada uma vitória para o Hamas? Os avanços aquém do esperado são uma derrota para Israel? Difícil dizer. Nesta guerra em que todos perdem, os maiores fracassados parecem ser a irrelevância da ONU e a fraqueza dos EUA nas suas tentativas de controlar o conflito.
Fatima Shbair/AP
Israel obteve sucesso limitado em seus principais objetivos de guerra, enquanto o Hamas pode reivindicar uma vitória parcial porque ainda está de pé. Mas conflito pode caminhar para um impasse.
Nuvens negras sobre as Nações Unidas em Nova York. Votação pela trégua humanitária em Gaza mostrou a profunda divisão entre o Ocidente e as novas forças emergentes do Sul Global.
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Na ONU e em outros lugares, a resposta dos EUA e da Europa Ocidental aos acontecimentos em Israel e em Gaza não tem sido compatível com a dos governos da África, da América do Sul e da Ásia.
Crianças sentadas perto de suas casas no campo de refugiados palestinos de al-Shati, na região central da Faixa de Gaza, em 20 de junho de 2020.
Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images
Um acadêmico que estuda os refugiados palestinos há 20 anos explica a história de seu deslocamento e os riscos envolvidos para aqueles que vivem em um exílio indefinido.
Israel sofreu uma grave derrota há três semana e, com razão, recebeu um enorme apoio inicial, mas isso já está desaparecendo.
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A história está repleta de exemplos que mostram por que uma guerra terrestre em Gaza é uma má ideia - mas será que o governo de Netanyahu está ouvindo?
Tanto as crianças palestinas em Gaza, como mostrado à esquerda, quanto as crianças israelenses, como visto à direita, foram feridas, mortas e sequestradas na guerra entre Israel e Hamas.
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Para os judeus, a violência do Hamas contra as crianças lembra o Holocausto. Para os palestinos, a morte de seus filhos pela Força de Defesa de Israel também os faz lembrar de um passado doloroso.
Israel segue bombardeando a Faixa de Gaza, mas elite política e militar continua dividida sobre como seria uma invasão terrestre e quais seriam os objetivos políticos de longo prazo.
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Joe Biden sabe muito bem, com base na história dos EUA do século XXI, como é difícil para um país se livrar de uma invasão terrestre
O presidente dos EUA, Joe Biden, em reunião bilateral com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante sua estada em Tel Aviv em 18 de outubro.
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A atual guerra em Gaza é um argumento a favor de um mundo multipolar, no qual os EUA têm menos influência e outras potências podem atuar como forças de compensação.
Alimentos da ONU distribuídos aos refugiados, 2009. Muitos habitantes de Gaza dependem da ajuda alimentar, restrita por Israel, há anos.
EPA/Ali Ali
Bacharel em Relações Internacionais e Economia, Doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa de Pós Graduação San Tiago Dantas e pesquisadora no Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (Gedes), Universidade Estadual Paulista (Unesp)