Articles on Imperialismo

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Segundo a teoria gramsciana, a hegemonia de uma potência como os EUA não se sustenta apenas pela força, mas por uma combinação entre consenso e coerção. Seja no plano doméstico ou internacional, a hegemonia depende tanto da capacidade de imposição violenta de regras quanto da produção de aceitação social por meio de instituições, normas e valores compartilhados. Nesse contexto, a violência é um elemento fundamental. AP Photo/John Minchillo

Violência nos EUA de Trump: pacificação e militarismo em tempos de declínio

O segundo governo Trump insere-se em um momento de aprofundamento de crise hegemônica, onde o uso recorrente de dispositivos de coerção deve ser interpretado como reação defensiva diante de um processo de declínio
Na alegoria de um desfile de carnaval deste ano na Alemanha, Donald Trump aparece dançando - no seu melhor estilo “intervencionista” - com uma Estátua da Liberdade que mais parece uma menina acuada, silenciada pela mordaça que pede “Make America Great Again”: retrato bem-humorado de um presidente que está pondo abaixo os alicerces de liberdade e democracia que sempre marcaram o discurso de todos os seus antecessores. AP Photo / Michael Probst

Adeus à ‘cidade na colina’: como a Era Trump ataca os fundamentos históricos da política externa dos EUA

A única superpotência restante no mundo demonstra não ter compromisso sequer com a construção de uma nova governança global que procure enfrentar os desafios ambientais e sanitários do presente
A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl ofuscou o jogo e atraiu a atenção do mundo para a autencidade da cultura dos povos das Américas Central, do Norte e do Sul, e dos imigrantes dessas regiões que vivem nos EUA. AP / Alamy

Autenticidade em três dimensões: como Bad Bunny levou ativismo anticolonial ao coração da cultura dos EUA

A apresentação de Bad Bunny demonstrou como a autenticidade pode ser produzida por meio do ativismo anticolonial
Poucos dias após o discurso de Mark Carney no Fórum Econômico Mundial em Davos, (foto) Donald Trump ameaçou impor tarifas de 100% sobre produtos canadenses caso o país avançasse em um acordo de livre comércio com a China. AP Photo / Markus Schreiber

O discurso histórico de Mark Carney em Davos e o dilema do Canadá sob as ameaças imperiais dos EUA

Autonomia, integração e a longa história de tensões nas relações Canadá–EUA
A empresa petrolífera estatal venezuelana enfrenta problemas relacionados com o envelhecimento das infraestruturas. Michael Robinson Chavez/The Washington Post via Getty Images

Indústria petrolífera da Venezuela sofre sob controle estatal – mas México e Brasil provam ser possível nacionalizar com sucesso

As empresas petrolíferas americanas nunca deixaram de investir e operar na indústria petrolífera da Venezuela, apesar das muitas mudanças nos termos do seu envolvimento
No Canal do Panamá, os Portos de Balboa (foto), do lado do Pacífico, e Cristóbal, do lado do do Golfo do México, movimentam cerca de 6% do comércio marítimo global. A presença chinesa nesses locais, administrados pela Hutchison Ports de Hong Kong, gera inquietação em Washington, que percebe esses contratos de longa duração como uma potencial influência econômica e estratégica externa. Em discurso público, Trump chegou a mencionar a necessidade de “recuperar” o controle do canal, o que evidencia o uso da retórica histórica para legitimar projeções de poder. AP Photo/Noah Berger

Tabuleiro molhado: a “Doutrina Donroe” e o mar que os EUA não deixam de vigiar

O Canal do Panamá, os portos do Caribe e rotas próximas ao Atlântico Norte e Sul não são apenas pontos de trânsito de mercadorias: são nós críticos que conectam flutuações econômicas globais à presença militar
“Colonialismo de dados”: A colaboração direta entre a administração Trump e os titãs da tecnologia já foi descrita como um “sistema de negacionismo tecnorregulatório”. A expressão deixa claro que a estratégia não apenas despreza as leis democráticas, mas também implementa outros tipos de leis, orientadas pelas lógicas embutidas nas tecnologias. Imagem gerada por IA, via EnvatoLabs

Nova diplomacia tarifária: O neoimperialismo de dados de Trump contra a soberania digital

Plataformas americanas usam Washington para garantir ganhos e receitas no exterior. E o Brasil mergulha em uma paralisia regulatória e tecnológica que põe em risco sua capacidade de moldar políticas públicas
Numa coletiva de imprensa em Caracas, o presidente Nicolás Maduro tenta mostrar que o combate ao narcotráfico, razão alegada pelos EUA para mobilizar navios, tropas e aviões no Caribe Venezuelano, não se sustenta, visto que 87% do fluxo de drogas da América do Sul para os EUA ocorre pelo Oceano Pacífico. AP Photo/Jesus Vargas

Venezuela vê ataques dos EUA no Caribe como possível início de um conflito já esperado ‑ e prepara defesa

Segundo relatos, militares venezuelanos consideram bastante provável uma operação limitada dos EUA para invadir a Venezuela, sob o pretexto de combater o narcotráfico mas de olho no petróleo e na queda de Nicolás Maduro
Um sorridente Javier Milei cumprimenta Trump em viagem aos EUA. Para conseguir as tarifas mais baixas da América do Sul, Milei aliou-se econômica e ideologicamente aos EUA. Anunciou que vai conceder cidadania a grandes investidores americanos e ameaça deixar Mercosul para criar acordo de livre comércio com os EUA. Mas nada é garantido diante do caráter volátil da atual política externa americana. Foto: Embaixada dos EUA na Argenina

Quando a soberania de um país vira barganha: as pressões hemisféricas na era Trump 2.0

Preservar fronteiras já não é suficiente. Para um país manter-se soberano hoje, é preciso capacidade de reação frente a dispositivos extraterritoriais, sanções e normas aplicadas por potências dominantes.
Agressividade renovada: desde que assumiu, Trump vem anunciando diariamente rajadas de medidas agressivas e unilaterais, tanto em nível nacional quanto internacional, colocando pressão em toda geopolítica mundial rumo a um novo arranjo de esferas de influência. AP Photo/Ben Curtis

Ameaças de Trump controlam agenda política global e redesenham zona de influência dos EUA na América Latina

Ameaças de tarifas e sanções já emergiram como instrumentos preferenciais dos EUA para o exercício do poder frente a países considerados menores ou menos ameaçadores - como Brasil, México, Colômbia e seus vizinhos
Elon Musk agradece aos eleitores de Trump com a sua versão de uma suposta “saudação romana”: gesto nunca existiu na Roma Antiga, mas sim na Itália fascista de Benito Mussolini. Associated Press / Alamy Stock Photo

A “saudação romana” de Elon Musk é, sim, um gesto de inspiração fascista. E a História explica por quê

Quando Elon Musk fez um gesto que muitos viram como um gesto fascista, seus apoiadores afirmaram que se tratava de uma saudação romana. Mas isso não é verdade.
Sob ataque crescente da oposição e da maior parte da comunidade internacional, Maduro se perpetua no poder aliando popularidade com ações controversas de controle político, repressão e apoio econômico da China e da Rússia. AP Photo/Matias Delacroix

Maduro: mais um mandato, em meio ao agravamento das tensões internas e externas contra o chavismo

Oposição e grande parte da comunidade internacional, liderada pelos EUA, apontam reforma constitucional recém-anunciada como novo artifício do governo para fortalecer o chavismo às custas de repressão e perpetuação no poder
Segundo o autor, a essência do projeto de categorização de cores da humanidade era estabelecer a hierarquia racial como parte de uma tentativa de defender o racismo científico e justificar a escravidão, a opressão colonial e a exploração. Ipsumpix/Corbis Historical/Getty Images

Filósofos africanos consideram que a palavra “África” é uma injúria racial, e que continente deveria ser renomeado

O nome África foi dado ao continente pelos exploradores, escravizadores e colonizadores europeus. Ele ignora os povos indígenas e suas realizações.

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