Ainda é possível, no entanto, que isso seja um desvio temporário se os países do mundo redobrarem esforços para eliminar os combustíveis fósseis e reduzir outras emissões, limitando o pico do aquecimento a 1,8°C e usando métodos de remoção de carbono para trazer as temperaturas de volta à meta.
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Já não é mais possível limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas o jogo ainda não acabou
Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, durante o seminário O Brasil Pós-COP 30, realizado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro: os manguezais, que junto com os recifes de corais são bases ecológicas e econômicas para inúmeras comunidades, encontram-se sob pressão crescente e comprometem o turismo e a segurança alimentar. Esse é um dos desafios climáticos que o Brasil precisará enfrentar.
Livro reúne estudos de 95 pesquisadores que combinam ciência com visão estratégica para os desafios para o País. Brasil precisa ocupar um lugar de protagonismo, amparado em sua biodiversidade, em sua matriz energética renovável e em sua capacidade científica
Uma semeadora é puxada por um trator para plantar soja na fazenda Morada do Sol em Santa Cruz do Rio Pardo, estado de São Paulo.
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Cesar B. Favarão, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP); Arilson Favareto, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP); Mariana Ceci, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), and Olívia Dórea, Universidade de São Paulo (USP)
Para alcançar as metas estabelecidas por tratados internacionais, como o Acordo de Paris, precisaremos transformar profundamente a forma como produzimos, processamos, distribuímos, acessamos, consumimos e descartamos alimentos.
Se tratássemos os dados climáticos como tratamos os relatórios financeiros, o pânico se instalaria após cada atualização terrível. No entanto, embora os governos rotineiramente mudem de atitude quando confrontados com uma crise econômica, eles têm sido muito mais lentos para responder ao que os principais indicadores climáticos - os sinais vitais da Terra - estão nos dizendo.
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O mundo já atingiu um nível de aquecimento tão elevado que não pode evitar impactos significativos da mudança climática. Precisamos parar de queimar combustíveis fósseis agora e tomar medidas urgentes para reduzir o aquecimento global.
Ativista na porta do tribunal alemão em que o caso do fazendeiro peruano Saúl Luciano Lliuya contra a gigante europeia da energia RWE acaba de ser julgado: infelizmente, o pleito do fazendeiro foi rejeitado, mas o caso entrou para a história e servirá de precedente na defesa dos direitos das populações mais afetadas pelas mudanças climáticas.
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O termo justiça climática se refere ao desigual e desproporcional impacto do aquecimento global sobre grupos mais vulneráveis, especialmente populações pobres e marginalizados
Florestas como a Amazônia desempenham papéis vitais no equilíbrio do meio ambiente, desde o armazenamento de carbono até a liberação de oxigênio: iniciativas de governos regionais avançam enquanto discussões internacionais ficam paralisadas.
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Mary Nichols, University of California, Los Angeles
Líder de longa data dos esforços climáticos da Califórnia explica como governadores do Brasil à Indonésia ocupam a vanguarda no combate às mudanças climáticas. Vários deles estão se reunindo esta semana no Brasil.
A Terra está ultrapassando o limite de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris, além do qual os cientistas preveem danos catastróficos aos sistemas que sustentam a vida em nosso planeta.
Calor extremo e suas consequências a longo prazo: num cenário muito otimista, a futura “Geração Overshoot” não terá de passar pelo sacrifício de reduzir as suas próprias emissões, já que supostamente contará com novas matrizes energéticas limpas. No entanto, ainda assim terá que mitigar retroativamente as emissões que a humanidade não dá conta de reduzir neste exato momento.
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Mesmo num cenário otimista quanto às metas do Acordo de Paris, uma geração inteira ainda terá de viver sob extremos climáticos sem precedentes e fazendo mitigações retroativas dos gases de efeito estufa que emitimos hoje
Pessoas fugindo da passagem do furacão Milton perto de Naples, Flórida: quase todos os caminhos modelados para limitar o aquecimento global a 1,5°C envolvem a transgressão temporária dessa meta do Acordo de Paris, confiando em tecnologias de remoção de carbono que não existem.
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A superação de 1,5°C de aquecimento global não pode ficar para ser desfeita depois, confiando em tecnologia, terra e recursos que não existem.
Lula na Assembleia Geral da ONU na semana passada: desafio para o Brasil é manter independência política sem tomar partido na disputa pela nova hegemonia global travada entre China e Estados Unidos.
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A guerra na Ucrânia é sintoma e causa de uma crise de paralisia do sistema internacional. Para os autores, cabe ao Brasil e ao Sul Global se empenharem para reformar o sistema multilateral.
Neste pequeno atol nas lhas Salomão, o oceano batendo à porta da pequena casa ilustra a situação desesperadora dos países-arquipélagos ao redor do mundo.
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A elevação dos mares está levando ecossistemas costeiros ao limite da resistência. Uma pesquisa internacional revela que um “ponto de inflexão” será atingido se permitirmos mais de 2°C de aquecimento
Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)