“Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”: sob esse lema, o Brasil estruturou sua atuação na presidência do BRICS em seis eixos prioritários, que são a facilitação do comércio e investimentos; a reforma das instituições multilaterais de paz e segurança; o enfrentamento às mudanças climáticas; a governança da inteligência artificial; o fortalecimento institucional do BRICS e a cooperação Sul-Sul com foco em saúde global.
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Conflitos armados, mudanças climáticas, fragilidades no sistema global de saúde e desregulamentação das tecnologias digitais estão entre os desafios que a presidência do Brasil no grupo está enfrentando
Reunião dos ministros de relações exteriores do BRICS no Palácio Itamaraty em abril: pela primeira vez, os países do bloco devem publicar uma declaração específica sobre mudanças climáticas, conectando-se diretamente à agenda da COP30. Movimentação indica que há uma crescente articulação estratégica e descentralizada dos BRICS, conectando agendas diversas e estruturando respostas sistêmicas aos desafios globais, da transição energética à reforma da governança financeira.
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O BRICS atua de forma mais afirmativa como liderança regional e representante do Sul Global, defendendo reformas estruturais na governança internacional e promovendo uma ordem multipolar baseada no multilateralismo e na inclusão.
Os líderes do BRICS, da esquerda para a direita: Abiy Ahmed (Etiópia), Abdel Fattah el-Sisi (Egito), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia), Mohamed bin Zayed (Emirados Árabes Unidos), Masoud Pezeshkian (Irã) e Mauro Vieira (Brasil), durante o último encontro de cúpula, na Rússia. Próximo será no Brasil, em junho.
Um histórico completo do grupamento de países que a cada ano ganha mais relevância na economia mundial, e que terá encontro de cúpula este ano no Rio de Janeiro
Tarefa para os líderes: Reforçar o multilateralismo em áreas estratégicas como comércio, investimentos, tributação e financiamento climático. E garantir que as iniciativas sejam voltadas à promoção de um desenvolvimento social e econômico mais inclusivo.
Foto: Divulgação, Ministério das Relações Exteriores
BRICS+ deve buscar ampliar os fluxos comerciais Sul-Sul para além do eixo centrado na China, que já tem consolidada a sua posição como principal parceiro comercial.
Bonecos russos tradicionais de madeira representando o presidente chinês Xi Jinping, o presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin são expostos para venda numa loja de recordações em São Petersburgo, Rússia.
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Como solucionar o aumento da importância do BRICS, a formação do eixo Moscou-Pequim, a aproximação entre russos, norte-coreanos e iranianos, além da conscientização de que a dependência do dólar deve ser diminuída pelo Sul Global? Este é o quadro que deve ser analisado na atual postura de Trump.
Lula durante a sessão de abertura da primeira reunião em preparação para o encontro do BRICS, que ocorre em julho no Brasil. A necessidade de manter laços econômicos com países de histórico controverso, como China e Arábia Saudita, apresenta desafios à coerência da política externa.
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A economia brasileira depende de parceiros comerciais com históricos problemáticos de direitos humanos. A estratégia de equilibrar valores e pragmatismo é um desafio constante para a diplomacia brasileira
Reeleita para a presidência do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB) até 2030, Dilma terá a chance de fortalecer estratégia de aumento da autonomia financeira dos países-membros do BRICS.
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Reeleita para a presidência do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB) até 2030, Dilma terá a chance de fortalecer estratégia de aumento da autonomia financeira dos países-membros do BRICS
Lula discursa durante encontro do BRICS: vácuo de liderança dos EUA é oportunidade de liderança ou risco de perda de relevância para o Brasil.
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Imposições fiscais sem precedentes dios EUA perante seus vizinhos evidenciam uma estratégia transacional coercitiva e força o Brasil a se posicionar como liderança regional, sob o risco de ver sua relevância estratégica reduzida
O Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira cumprimenta Vladimir Putin durante o encontro de cúpula do BRICS, outubro passado em Kazan: além de apenas recorrer à OMC, país poderia fortalecer cooperações internacionais com outras nações afetadas pelas medidas protecionistas norte-americanas.
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Além de uma reclamação formal à OMC, o país poderia fortalecer cooperações internacionais com outras nações afetadas por medidas protecionistas norte-americanas, consolidando alianças em plataformas como o BRICS
Reunião de cúpula do BRICS em Kazan, na Rússia, no ano passado: mais em evidência do que nunca, bloco põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros não mais como obstáculos, mas como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial marcada pela multipolaridade. Próximo encontro do grupo é em julho, no Brasil.
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Mais em evidência do que nunca, grupo põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial
Com Vladimir Putin ao fundo, o presidente da China Xi Jinping brinda com a presidenta do Banco dos BRICS Dilma Roussef, durante o último encontro do bloco, na cidade russa de Kazan: Brasil assume este ano presidência do bloco, que pode se tornar o catalisador de uma nova era de soberania econômica multipolar, desafiando as estruturas hegemônicas lideradas pelos EUA.
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Ações protecionistas de Donald Trump deverão acelerar o movimento de reorganização econômica mundial, com os BRICS+ fortalecendo suas próprias instituições financeiras e diversificando fontes de financiamento.
Cúpula do BRICS na África do Sul, em 2023. Coalizão busca fortalecer a posição do Sul Global e reivindicar uma reforma na ordem internacional. O grupo questiona um sistema de regras que privilegia os interesses das grandes potências, ignorando as necessidades dos países em desenvolvimento.
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Durante décadas, o multilateralismo foi o alicerce da cooperação internacional. Esse modelo está em declínio, à medida que os interesses nacionais passam a guiar cada vez mais as decisões que deveriam ser coletivas, marcando uma mudança significativa de paradigma.
Agricultores dirigem seus tratores durante uma manifestação contra o acordo comercial UE-Mercosul, em novembro, em Beauvais, norte da França. O pôster diz: Eu amo meu trabalho e gostaria de viver dele.
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Após 25 anos, UE e Mercosul assinaram um acordo histórico. Em um contexto de crescentes tensões comerciais e estratégicas em escala global, o acordo assume importância inédita. Para o Brasil, a abertura do mercado europeu com tarifas reduzidas ou zeradas é especialmente tentadora.
Vários líderes mundiais na cúpula do Brics em Kazan, em 24 de outubro de 2024.
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Ainda não está claro se a aliança do Brics está próxima de alcançar uma unidade de propósito.
Apreensão máxima: tudo indica que a eleição presidencial americana esse ano será disputada novamente entre o presidente Joe Biden e o ex-presidente Donald Trump, que corre o risco de ser preso.
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Acirramento de tensões e guerras, eleições norte-americanas, avanço da extrema direita, rearranjos geopolíticos e maior participação brasileira no cenário internacional: o que nos aguarda em 2024
Ministra da Saúde, de janeiro de 2023 a fevereiro de 2025; presidente da Fiocruz, de 2017 a 2022, e pesquisadora titular da Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)