Articles on Brics

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“Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”: sob esse lema, o Brasil estruturou sua atuação na presidência do BRICS em seis eixos prioritários, que são a facilitação do comércio e investimentos; a reforma das instituições multilaterais de paz e segurança; o enfrentamento às mudanças climáticas; a governança da inteligência artificial; o fortalecimento institucional do BRICS e a cooperação Sul-Sul com foco em saúde global. Mauro Pimentel/Pool via AP

BRICS: Brasil tem posição de liderança em tempos de múltiplas crises globais

Conflitos armados, mudanças climáticas, fragilidades no sistema global de saúde e desregulamentação das tecnologias digitais estão entre os desafios que a presidência do Brasil no grupo está enfrentando
Reunião dos ministros de relações exteriores do BRICS no Palácio Itamaraty em abril: pela primeira vez, os países do bloco devem publicar uma declaração específica sobre mudanças climáticas, conectando-se diretamente à agenda da COP30. Movimentação indica que há uma crescente articulação estratégica e descentralizada dos BRICS, conectando agendas diversas e estruturando respostas sistêmicas aos desafios globais, da transição energética à reforma da governança financeira. Tomaz Silva/Agência Brasil

Como o BRICS atua na governança mundial descentralizada?

O BRICS atua de forma mais afirmativa como liderança regional e representante do Sul Global, defendendo reformas estruturais na governança internacional e promovendo uma ordem multipolar baseada no multilateralismo e na inclusão.
Os líderes do BRICS, da esquerda para a direita: Abiy Ahmed (Etiópia), Abdel Fattah el-Sisi (Egito), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia), Mohamed bin Zayed (Emirados Árabes Unidos), Masoud Pezeshkian (Irã) e Mauro Vieira (Brasil), durante o último encontro de cúpula, na Rússia. Próximo será no Brasil, em junho.

Para entender o BRICS: como um mero acrônimo econômico evoluiu para um agrupamento global cada vez mais relevante

Um histórico completo do grupamento de países que a cada ano ganha mais relevância na economia mundial, e que terá encontro de cúpula este ano no Rio de Janeiro
Tarefa para os líderes: Reforçar o multilateralismo em áreas estratégicas como comércio, investimentos, tributação e financiamento climático. E garantir que as iniciativas sejam voltadas à promoção de um desenvolvimento social e econômico mais inclusivo. Foto: Divulgação, Ministério das Relações Exteriores

BRICS+ precisa reduzir assimetrias e fortalecer as economias do Sul Global

BRICS+ deve buscar ampliar os fluxos comerciais Sul-Sul para além do eixo centrado na China, que já tem consolidada a sua posição como principal parceiro comercial.
Bonecos russos tradicionais de madeira representando o presidente chinês Xi Jinping, o presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin são expostos para venda numa loja de recordações em São Petersburgo, Rússia. AP Photo/Dmitri Lovetsky, Arquivo

Corrigindo o rumo: o jogo geopolítico de Trump e a reaproximação de Putin

Como solucionar o aumento da importância do BRICS, a formação do eixo Moscou-Pequim, a aproximação entre russos, norte-coreanos e iranianos, além da conscientização de que a dependência do dólar deve ser diminuída pelo Sul Global? Este é o quadro que deve ser analisado na atual postura de Trump.
Lula durante a sessão de abertura da primeira reunião em preparação para o encontro do BRICS, que ocorre em julho no Brasil. A necessidade de manter laços econômicos com países de histórico controverso, como China e Arábia Saudita, apresenta desafios à coerência da política externa. AP Photo/Eraldo Peres

Brasil precisa equilibrar defesa de Direitos Humanos sem comprometer suas relações com regimes ‘problemáticos’

A economia brasileira depende de parceiros comerciais com históricos problemáticos de direitos humanos. A estratégia de equilibrar valores e pragmatismo é um desafio constante para a diplomacia brasileira
Reeleita para a presidência do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB) até 2030, Dilma terá a chance de fortalecer estratégia de aumento da autonomia financeira dos países-membros do BRICS. Reuters/Folhapress

Recondução de Dilma no Banco do BRICS impulsiona busca por multilateralismo financeiro internacional

Reeleita para a presidência do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB) até 2030, Dilma terá a chance de fortalecer estratégia de aumento da autonomia financeira dos países-membros do BRICS
Lula discursa durante encontro do BRICS: vácuo de liderança dos EUA é oportunidade de liderança ou risco de perda de relevância para o Brasil. AP Photo

Vácuo de poder dos EUA nas Américas é oportunidade única para Brasil se consolidar como potência do Hemisfério Sul

Imposições fiscais sem precedentes dios EUA perante seus vizinhos evidenciam uma estratégia transacional coercitiva e força o Brasil a se posicionar como liderança regional, sob o risco de ver sua relevância estratégica reduzida
O Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira cumprimenta Vladimir Putin durante o encontro de cúpula do BRICS, outubro passado em Kazan: além de apenas recorrer à OMC, país poderia fortalecer cooperações internacionais com outras nações afetadas pelas medidas protecionistas norte-americanas. Maxim Shemetov, AP Photo

Guerra de tarifas: Brasil pode transformar a crise em oportunidade de crescimento e fortalecimento no Sul Global

Além de uma reclamação formal à OMC, o país poderia fortalecer cooperações internacionais com outras nações afetadas por medidas protecionistas norte-americanas, consolidando alianças em plataformas como o BRICS
Reunião de cúpula do BRICS em Kazan, na Rússia, no ano passado: mais em evidência do que nunca, bloco põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros não mais como obstáculos, mas como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial marcada pela multipolaridade. Próximo encontro do grupo é em julho, no Brasil. Alexander Nemenov, AP Photo

Mudança na política externa dos EUA é chance para BRICS protagonizar alternativa de nova ordem mundial

Mais em evidência do que nunca, grupo põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial
Com Vladimir Putin ao fundo, o presidente da China Xi Jinping brinda com a presidenta do Banco dos BRICS Dilma Roussef, durante o último encontro do bloco, na cidade russa de Kazan: Brasil assume este ano presidência do bloco, que pode se tornar o catalisador de uma nova era de soberania econômica multipolar, desafiando as estruturas hegemônicas lideradas pelos EUA. AP Photo/Alexander Zemlyanichenko

Escalada tarifária dos EUA é oportunidade para desdolarização e nova ordem multipolar liderada pelo BRICS+

Ações protecionistas de Donald Trump deverão acelerar o movimento de reorganização econômica mundial, com os BRICS+ fortalecendo suas próprias instituições financeiras e diversificando fontes de financiamento.
Cúpula do BRICS na África do Sul, em 2023. Coalizão busca fortalecer a posição do Sul Global e reivindicar uma reforma na ordem internacional. O grupo questiona um sistema de regras que privilegia os interesses das grandes potências, ignorando as necessidades dos países em desenvolvimento. Gianluigi Guercia/Pool via AP

O declínio do multilateralismo e a ascensão dos interesses nacionais

Durante décadas, o multilateralismo foi o alicerce da cooperação internacional. Esse modelo está em declínio, à medida que os interesses nacionais passam a guiar cada vez mais as decisões que deveriam ser coletivas, marcando uma mudança significativa de paradigma.
Agricultores dirigem seus tratores durante uma manifestação contra o acordo comercial UE-Mercosul, em novembro, em Beauvais, norte da França. O pôster diz: Eu amo meu trabalho e gostaria de viver dele. Matthieu Mirville/AP Photo

Acordo Mercosul‑UE se equilibra entre interesses econômicos, ambientais e sociais em contexto global complexo

Após 25 anos, UE e Mercosul assinaram um acordo histórico. Em um contexto de crescentes tensões comerciais e estratégicas em escala global, o acordo assume importância inédita. Para o Brasil, a abertura do mercado europeu com tarifas reduzidas ou zeradas é especialmente tentadora.
Apreensão máxima: tudo indica que a eleição presidencial americana esse ano será disputada novamente entre o presidente Joe Biden e o ex-presidente Donald Trump, que corre o risco de ser preso. ALEX BRANDON (esquerda) e JOHN LOCHER (direita)/ AP

O mundo em 2024: análises e predições políticas dos cenários possíveis para o ano que começa

Acirramento de tensões e guerras, eleições norte-americanas, avanço da extrema direita, rearranjos geopolíticos e maior participação brasileira no cenário internacional: o que nos aguarda em 2024

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