Manifestação antivacina em Manchester (Inglaterra) em dezembro de 2020: desigualdade econômica e dificuldades para pagar as contas são o terreno fértil onde discurso populista funciona como fertilizante, e a rejeição à medicina oficial é a erva daninha que brota como resultado.
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A recusa das vacinas não é apenas desinformação, é o sintoma de uma crise de confiança, e a ciência revela como o populismo explora esse medo para minar a saúde pública
Uma vacina contra o câncer só pode ajudar se pacientes estiverem dispostos a tomá-la: falsa narrativa sobre “câncer turbo” se infiltrou na grande mídia, aumentando a probabilidade de que alguns deles recusem terapias com mRNA no futuro.
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Alegações falsas de que as vacinas de mRNA contra a COVID-19 causam câncer poderiam, ironicamente, prejudicar o tratamento do câncer ao comprometer uma ferramenta promissora
As vacinas do calendário infantil norte-americano foram testadas durante décadas em ensaios controlados envolvendo milhões de participantes, e são constantemente monitoradas quanto à sua segurança. Apesar disso, autoridades de saúde - lideradas pelo secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, o negacionista Robert F. Kennedy Jr (foto acima) - reduziram de 17 para 11 o número de vacinas recomendadas no país.
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Em uma medida sem precedentes, as autoridades de saúde americanas reduziram o número de vacinas rotineiramente recomendadas para crianças no país de 17 para 11
Desde que assumiu o cargo no início do ano, RFK Jr tem tido atitudes e tomado decisões que minam a confiança do público e dificultam o acesso e desenvolvimento de vacinas.
As vacinas salvaram 154 milhões de vidas só nos últimos 50 anos, mas as ações de Robert F. Kennedy Jr trazem uma perspectiva assustadora de um retorno à era pré-vacinas
Criança indígena sendo vacinada no Hospital das Clínicas, em São Paulo: Se somarmos todas as mortes de crianças por gripe, pneumonia, meningite, coqueluche, difteria, tétano, hepatite, catapora, sarampo, rubéola que tivemos no Brasil de 20 a 22, a COVID-19 matou mais.
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Renato Kfouri, Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
A COVID-19 sozinha vitimou mais crianças em três anos de pandemia no Brasil do que todas as doenças preveníveis com vacinas do calendário infantil juntas.