Manifestação antivacina em Manchester (Inglaterra) em dezembro de 2020: desigualdade econômica e dificuldades para pagar as contas são o terreno fértil onde discurso populista funciona como fertilizante, e a rejeição à medicina oficial é a erva daninha que brota como resultado.
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A recusa das vacinas não é apenas desinformação, é o sintoma de uma crise de confiança, e a ciência revela como o populismo explora esse medo para minar a saúde pública
Bangladesh vem enfrentando surtos de sarampo desde maio de 2026, com mais de 900 mortes pela doença: enquanto países de baixa renda têm problemas de acesso, em países ricos os surtos estão ligados a questões religiosas e hesitação vacinal devido à desinformação.
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O sarampo está voltando a se espalhar pelo mundo a partir de locais com baixas taxas de cobertura vacinal, onde alguns poucos casos podem rapidamente se transformar em uma epidemia
Os hesitantes e contrários à vacinação existem desde que as vacinas surgiram, há mais de 200 anos: grupos antivacinas têm menos restrições quanto aos tipos de histórias que podem contar sobre o desenvolvimento e o impacto das vacinas.
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Reconhecer as histórias por trás das preocupações das pessoas em relação às vacinas pode ajudar os defensores da saúde pública a desenvolver uma abordagem mais inclusiva
Criança indígena sendo vacinada no Hospital das Clínicas, em São Paulo: Se somarmos todas as mortes de crianças por gripe, pneumonia, meningite, coqueluche, difteria, tétano, hepatite, catapora, sarampo, rubéola que tivemos no Brasil de 20 a 22, a COVID-19 matou mais.
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Renato Kfouri, Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
A COVID-19 sozinha vitimou mais crianças em três anos de pandemia no Brasil do que todas as doenças preveníveis com vacinas do calendário infantil juntas.