Plantações de eucalipto, como esta da foto, são monoculturas florestais muito comuns no Brasil, que absorvem carbono mas abrigam uma diversidade de vida muito menor do que as florestas naturais, trazendo outras consequências ao equilíbrio ambiental que também precisam ser calculadas.
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Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais
O bairro de Brasília Teimosa, que recebeu esse nome porque nasceu na mesma época da construção de Brasília, é até hoje o principal exemplo da desigualdade urbana e do racismo ambiental em Recife. Mais vulnerável às tragédias agravadas pelas mudanças climáticas, a favela testemunha estratégias de sobrevivência que incluem a prostituição de jovens sem oportunidades de trabalho.
Diante de catástrofes ambientais, prostituição se apresenta como estratégia de sobrevivência para jovens em situação de vulnerabilidade econômica e socioambiental
Se tratássemos os dados climáticos como tratamos os relatórios financeiros, o pânico se instalaria após cada atualização terrível. No entanto, embora os governos rotineiramente mudem de atitude quando confrontados com uma crise econômica, eles têm sido muito mais lentos para responder ao que os principais indicadores climáticos - os sinais vitais da Terra - estão nos dizendo.
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O mundo já atingiu um nível de aquecimento tão elevado que não pode evitar impactos significativos da mudança climática. Precisamos parar de queimar combustíveis fósseis agora e tomar medidas urgentes para reduzir o aquecimento global.
Ativista na porta do tribunal alemão em que o caso do fazendeiro peruano Saúl Luciano Lliuya contra a gigante europeia da energia RWE acaba de ser julgado: infelizmente, o pleito do fazendeiro foi rejeitado, mas o caso entrou para a história e servirá de precedente na defesa dos direitos das populações mais afetadas pelas mudanças climáticas.
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O termo justiça climática se refere ao desigual e desproporcional impacto do aquecimento global sobre grupos mais vulneráveis, especialmente populações pobres e marginalizados
Mães ribeirinhas caminham pelo leito seco do Amazonas para deixar seus filhos na escola, na região da fronteira entre o Brasil e a Colômbia: ao descaso dos causadores das mudanças climáticas com os efeitos deste problema sobre a vida de populações menos favorecidas que vivem nas regiões mais afetadas dá-se o nome de racismo climático.
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O Norte Global, responsável pela maior parte da emissão de GEE na atmosfera, deve se comprometer com a implantação de infraestrutura de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento
Stand do Brasil na COP29, anunciando o evento do ano que vem: escolha de Belém para sediar a COP30 destaca os interesses políticos e econômicos em jogo na região, mas também expõe expõe a desigualdade social e os problemas ambientais históricos e cada vez mais urgentes na cidade em particular, e na Amazônia como um todo.
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Jornalismo pode contribuir para alterar a percepção pública sobre as mudanças climáticas e o modo como entendemos o que é desenvolvimento
Chefes de Estado de todo mundo reunidos durante a COP-28 realizada em dezembro de 2023 em Dubai: a ação climática e os compromissos assumidos por muitos países em negociações deste tipo não são condizentes com sua responsabilidade climática, que inclui a dívida de suas emissões históricas.
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A ação climática e os compromissos assumidos por muitos países em negociações como a COP-28 não são condizentes com sua responsabilidade climática, que inclui a dívida de suas emissões históricas
A família de Luiz Carlos e seus filhos na comunidade de Santa Luzia, na Ilha de Marajó: no conceito de transição justa, a tradição extrativista ribeirinha precisa ser contemplada nas mudanças de modelo econômico.
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Mudança de fontes de energia e modelo econômico, com novo paradigma de baixa emissão de carbono, não poderá ignorar o legado extrativista e o modo de vida das populações ribeirinhas.
Doutor em Ciência Política e pesquisador de pós-doutorado pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)