Sem a presença de palestinos nem de israelenses, o tratado de paz em Gaza foi um acordo sustentado por mediadores — Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, que têm autoridade diplomática, mas sem legitimidade política real nos territórios afetados.
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Declaração de paz para Gaza no Egito contou com cerca de vinte líderes internacionais e transformou a cidade de Sharm el-Sheikh em palco de discursos sobre reconciliação e prosperidade, embora as partes diretamente envolvidas no conflito estivessem ausentes
Prisioneiros palestinos comemoram sua libertação no mesmo dia em que o Hamas soltou os reféns que ainda mantinha desde outubro de 2023: responsabilidade pelas pressões internacionais que levaram ao acordo é, principalmente, das mobilizações populares e da resistência civil.
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Os verdadeiros responsáveis para que os governos de Israel e dos Estados Unidos, bem como o comando do Hamas, tenham sido pressionados a aceitar um acordo foram e são as mobilizações populares
Equipe de TV transmite ao vivo choro de mãe palestina após a morte do filho após ataque ataque aéreo israelense em Gaza: na era da guerra ao vivo, a mídia corporativa, aliada do complexo político industrial militar, abre o teatro de operações comunicacional em que as narrativas transformam a guerra em espetáculo e mercadoria.
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É preciso ampliar o acesso aos grandes debates tecnológicos e estratégicos por meio de plataformas participativas que integrem cidadãos, pesquisadores e formuladores de políticas.
Um ativista agita bandeiras revolucionárias da Síria, celebrando a derrubada do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024: a queda do regime sírio foi o primeiro sinal de esgotamento do chamado “eixo da resistência” formado por Irã, Síria e Hezbollah.
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Os próximos meses serão decisivos para saber se surgirá uma nova ordem ou se o vazio de poder abrirá caminho para mais conflitos
Embora a lei permita que uma guerra continue até que o agressor se renda, ela não legitima a destruição completa do território onde o agressor está lutando. O princípio da proporcionalidade também oferece proteção aos civis. As ações militares devem ser direcionadas às forças estrangeiras que lançaram o ataque, não aos civis.
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Muitas nações concordaram que Israel tinha o direito à autodefesa após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Agora é discutível se essa defesa ainda se mantém 20 meses depois
O veleiro Madleen, dias antes de ser interceptado pela marinha israelense sob alegação de que estaria infringindo o bloqueio naval imposto pelo país ao litoral da Faixa de Gaza.
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Os bloqueios podem ser utilizados em tempo de guerra, mas apenas se cumprirem cinco condições legais
Enterro de crianças vítimas do bombardeio israelense que matou mais de 400 pessoas na Faixa de Gaza esta semana: mais crianças morreram na região desde 2023 do que em conflitos ao redor do mundo nos quatro anos anteriores.
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Os riscos e a violência enfrentados pelas crianças em zonas de conflito aumentaram muito em 2024, segundo a UNICEF
Netanyahu parece ter apostado que mais guerra é sua melhor chance de permanecer no poder e concluir seu plano de transformar o sistema político do país. Israel enfrenta uma situação sem precedentes, na qual seu primeiro-ministro se tornou a maior ameaça à estabilidade do país.
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Enfrentando pressão legal e política em seu país, a decisão do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de retomar os ataques aéreos incentivou os aliados de direita a voltarem ao grupo.
De acordo com dados levantados pela Al Jazeera junto a ONU e ao governo palestino, os ataques israelenses destruíram ou danificaram 69% de toda a estrutura de Gaza, o que totaliza 92% das residências, 80% dos prédios comerciais, 88% de edifícios escolares, pelo menos 50% dos centros de saúde da região, 68% da infraestrutura rodoviária e 65% das áreas de plantio.
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É preciso garantir que os quase dois milhões de deslocados internos tenham condições de voltar a viver nos lugares que viviam, que suas casas sejam reconstruídas e que tenham acesso à saúde, educação, água e tantos outros direitos básicos
Por que demorou tanto tempo para chegar a um acordo? Como a ajuda chegará aos habitantes de Gaza que precisam? Essas são apenas algumas das questões que ficaram sem solução.
Com a morte do líder palestino do Hamas, crescem as pressões internas e extrenas para que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu encerre os ataques em Gaza, mas o mais provável é que ele continue a guerra para apaziguar os ânimos dos radicais de direita de seu gabinete.
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está enfrentando pressão em várias frentes, mas é provável que continue a guerra para apaziguar os radicais de direita de seu gabinete
Um estudante universitário palestino vota na Cidade de Gaza em 2006.
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Apesar de um recente esforço para reconciliar os partidos políticos palestinos e trabalhar para a realização de eleições, os palestinos não estão mais próximos de uma representação democrática.
Iranianos queimam bandeiras de Israel e dos Estados Unidos nas ruas de Teerã: maioria dos mísseis lançados pelo Irã ontem à noite contra Israel foram, interceptados, e guerra franca contra aliado dos EUA seria extremamente difícil e custosa para o país.
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Ao engajar-se numa guerra franca, o Irã não poderia mais ser visto como um ator supostamente isento, que permite que seus aliados Hezbollah e Hamas se envolvam com Israel por conta própria
Manifestantes com as mãos pintadas de vermelho para simbolizar sangue exigindo cessar-fogo e a libertação imediata dos reféns: pressão popular interna poderá mudar postura do governo?
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População aderiu em massa ao chamado de greve geral convocado pela liderança da Organização Geral dos Trabalhadores de Israel, e é cada vez maior o número de israelenses que desaprova guerra com Hamas
Simon Mabon, especialista em Oriente Médio, responde às nossas perguntas sobre o que esse importante desenvolvimento pode significar para as perspectivas de paz na região.
(Da esquerda para a direita): Yahya Sinwar, Karim Khan, Benjamin Netanyahu.
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Embora a medida do procurador-chefe do TPI seja significativa, é muito improvável que os líderes israelenses ou palestinos sejam presos ou enfrentem um julgamento.
A simples sobrevivência já pode ser considerada uma vitória para o Hamas? Os avanços aquém do esperado são uma derrota para Israel? Difícil dizer. Nesta guerra em que todos perdem, os maiores fracassados parecem ser a irrelevância da ONU e a fraqueza dos EUA nas suas tentativas de controlar o conflito.
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Israel obteve sucesso limitado em seus principais objetivos de guerra, enquanto o Hamas pode reivindicar uma vitória parcial porque ainda está de pé. Mas conflito pode caminhar para um impasse.
Pessoas segurando cartazes pedindo o fim do genocídio na Faixa de Gaza têm sido uma ocorrência comum em protestos pró-palestinos.
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As pessoas falam sobre genocídio de várias maneiras diferentes, desde técnicas até coloquiais - mas uma guerra de palavras não substitui um caminho para a paz, escreve um estudioso de genocídio.
No momento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartou um cessar-fogo, mas pode permitir “pequenas pausas”. Enquanto isso, o sofrimento palestino continua.
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No momento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartou um cessar-fogo, mas pode permitir “pequenas pausas”.
Crianças sentadas perto de suas casas no campo de refugiados palestinos de al-Shati, na região central da Faixa de Gaza, em 20 de junho de 2020.
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Um acadêmico que estuda os refugiados palestinos há 20 anos explica a história de seu deslocamento e os riscos envolvidos para aqueles que vivem em um exílio indefinido.
Bacharel em Relações Internacionais e Economia, Doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa de Pós Graduação San Tiago Dantas e pesquisadora no Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (Gedes), Universidade Estadual Paulista (Unesp)