Israelenses em protesto para exigir o fim da guerra e a libertação dos reféns em agosto de 2025: há dois anos, perspectiva era de normalização das relações com Árábia Saudita e união para conter o Irã, visão que agora está em frangalhos
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O impacto dos ataques de 7 de outubro e a resposta de Israel ainda repercutirão nas próximas décadas.
Embora a lei permita que uma guerra continue até que o agressor se renda, ela não legitima a destruição completa do território onde o agressor está lutando. O princípio da proporcionalidade também oferece proteção aos civis. As ações militares devem ser direcionadas às forças estrangeiras que lançaram o ataque, não aos civis.
Jehad Alshrafi/AP
Muitas nações concordaram que Israel tinha o direito à autodefesa após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Agora é discutível se essa defesa ainda se mantém 20 meses depois
Enterro de crianças vítimas do bombardeio israelense que matou mais de 400 pessoas na Faixa de Gaza esta semana: mais crianças morreram na região desde 2023 do que em conflitos ao redor do mundo nos quatro anos anteriores.
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Os riscos e a violência enfrentados pelas crianças em zonas de conflito aumentaram muito em 2024, segundo a UNICEF
De acordo com dados levantados pela Al Jazeera junto a ONU e ao governo palestino, os ataques israelenses destruíram ou danificaram 69% de toda a estrutura de Gaza, o que totaliza 92% das residências, 80% dos prédios comerciais, 88% de edifícios escolares, pelo menos 50% dos centros de saúde da região, 68% da infraestrutura rodoviária e 65% das áreas de plantio.
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É preciso garantir que os quase dois milhões de deslocados internos tenham condições de voltar a viver nos lugares que viviam, que suas casas sejam reconstruídas e que tenham acesso à saúde, educação, água e tantos outros direitos básicos
Por que demorou tanto tempo para chegar a um acordo? Como a ajuda chegará aos habitantes de Gaza que precisam? Essas são apenas algumas das questões que ficaram sem solução.
A simples sobrevivência já pode ser considerada uma vitória para o Hamas? Os avanços aquém do esperado são uma derrota para Israel? Difícil dizer. Nesta guerra em que todos perdem, os maiores fracassados parecem ser a irrelevância da ONU e a fraqueza dos EUA nas suas tentativas de controlar o conflito.
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Israel obteve sucesso limitado em seus principais objetivos de guerra, enquanto o Hamas pode reivindicar uma vitória parcial porque ainda está de pé. Mas conflito pode caminhar para um impasse.
Bacharel em Relações Internacionais e Economia, Doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa de Pós Graduação San Tiago Dantas e pesquisadora no Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (Gedes), Universidade Estadual Paulista (Unesp)