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Prisioneiros palestinos comemoram sua libertação no mesmo dia em que o Hamas soltou os reféns que ainda mantinha desde outubro de 2023: responsabilidade pelas pressões internacionais que levaram ao acordo é, principalmente, das mobilizações populares e da resistência civil. AP Photo/Jehad Alshrafi

Do cessar fogo à libertação de reféns e prisioneiros, a importância da resistência civil nas negociações Israel‑Hamas

Os verdadeiros responsáveis para que os governos de Israel e dos Estados Unidos, bem como o comando do Hamas, tenham sido pressionados a aceitar um acordo foram e são as mobilizações populares
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (centro) em reunião com o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, para o Oriente Médio, Steve Witkoff (esquerda) e o genro do presidente, Jared Kushner (direita), em Jerusalém, em 9 de outubro. Israel government press office/EPA

O acordo de cessar‑fogo em Gaza pode ser um “contrato de estrangulamento”, com Israel detendo todas as cartas

Esses tipos de cessar-fogo são acordos altamente coercitivos que permitem que a parte mais poderosa force a parte mais fraca a concordar com o que quiser.
Uma cerimônia fúnebre é realizada no pátio do Hospital Nasser, em Gaza, após a morte de cinco jornalistas esta semana. Com as restrições israelenses à mídia estrangeira para entrar em Gaza, os jornalistas palestinos locais são as únicas pessoas que podem testemunhar a morte e a destruição que estão ocorrendo. De fato, quase todos os quase 200 jornalistas mortos desde 7 de outubro de 2023 eram palestinos. Abed Rahim Khatib/Anadolu via Getty Images

O assassinato de jornalistas por Israel segue um padrão de silenciamento da mídia palestina que remonta a 1967

Desde outubro de 2023, os ataques israelenses em Gaza mataram quase 200 jornalistas. Mas o direcionamento da mídia é anterior ao conflito atual.
Rebeldes houthis no Iêmem comemoram o afundamento de um navio cargueiro que seguia pelo Mar Vermelho em direção a Israel. Imagens do ataque foram exibidas num telão, durante um protesto em praça pública, na cidade de Sanaa. Reuters/Folhapress

Tensão no Mar Vermelho: por que os ataques a cargueiros na região colocam comércio global em alerta

O aumento dos ataques pode ser explicado pelo agravamento do conflito entre Israel e Palestina na faixa de Gaza. Os Houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, miram em navios com alguma ligação com Israel ou aliados, e justificam seus atos como apoio aos palestinos.
Embora a lei permita que uma guerra continue até que o agressor se renda, ela não legitima a destruição completa do território onde o agressor está lutando. O princípio da proporcionalidade também oferece proteção aos civis. As ações militares devem ser direcionadas às forças estrangeiras que lançaram o ataque, não aos civis. Jehad Alshrafi/AP

Israel ainda pode alegar legítima defesa para justificar sua guerra em Gaza? Veja o que diz a lei

Muitas nações concordaram que Israel tinha o direito à autodefesa após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Agora é discutível se essa defesa ainda se mantém 20 meses depois
De acordo com dados levantados pela Al Jazeera junto a ONU e ao governo palestino, os ataques israelenses destruíram ou danificaram 69% de toda a estrutura de Gaza, o que totaliza 92% das residências, 80% dos prédios comerciais, 88% de edifícios escolares, pelo menos 50% dos centros de saúde da região, 68% da infraestrutura rodoviária e 65% das áreas de plantio. AP Photo/Ariel Schalit

A resistência ao acordo de cessar‑fogo em Gaza e o futuro dos palestinos

É preciso garantir que os quase dois milhões de deslocados internos tenham condições de voltar a viver nos lugares que viviam, que suas casas sejam reconstruídas e que tenham acesso à saúde, educação, água e tantos outros direitos básicos
Os palestinos na Cisjordânia ocupada lamentam a morte do líder político militante do Hamas, Ismail Haniyeh, em 31 de julho de 2024. Mosab Shawer/AFP via Getty Images)

Com os assassinatos dos líderes do Hezbollah e do Hamas, Netanyahu arrisca uma guerra regional por sua sobrevivência política

Uma guerra total entre Israel e o Hezbollah provavelmente incendiaria toda a região, envolvendo o Irã e seus representantes, e poderia arrastar os EUA para um confronto direto com Teerã.
Organizado pela sociedade civil, encontro promoveu falas de israelenses que perderam familiares durante os ataques do Hamas no dia 07 de Outubro de 2023, e palestinos que perderam entes queridos nos últimos meses de ataques em Gaza. Tamar Matsafach / Jerusalem Post

Como foi a conferência que uniu milhares de palestinos e israelenses pela paz em Tel Aviv

Evento público realizado no dia 1 de julho pediu o retorno seguro dos reféns e o fim imediato da guerra, e foi organizado conjuntamente por grupos de palestinos e israelenses
A organização Combatentes pela Paz, fundada por ex-soldados palestinos e israelenses que já estiveram envolvidas no conflito, é um dos mais atuantes grupos de ativistas da não violência na região. Reprodução / Instagram Combatentes da Paz

Quem são os grupos de palestinos e israelenses que trabalham juntos pelo fim da violência na região

Ativos mas ignorados há décadas, movimentos não violentos entre palestinos e israelenses começam a mostrar relevância - e tentam fazer a diferença nas negociações por cessar-fogo
No momento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartou um cessar-fogo, mas pode permitir “pequenas pausas”. Enquanto isso, o sofrimento palestino continua. Xinhua/Alamy Live News

Na guerra entre Israel e palestinos, há uma grande diferença entre pausa humanitária e cessar‑fogo

No momento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartou um cessar-fogo, mas pode permitir “pequenas pausas”.
O estuário do Rio Jordão, no Mar da Galileia, próximo ao assentamento comunitário de Karkom, no norte de Israel. (AP Photo/Oded Balilty)

Como compartilhar as águas do rio Jordão pode ser um caminho para a paz entre Israel e Palestina

O Rio Jordão é o lar de conflitos históricos e de algumas das nações com maior escassez de água do planeta. O bom gerenciamento dessa água é essencial para a construção de uma paz duradoura na região.
Jaffa, atualmente parte do distrito de Tel Aviv, em 1920. Palestineremembered.com

As origens do conflito israelense‑palestino

As causas da crise não têm origem na religião, mas na colonização da Palestina pelo movimento sionista, apoiado pela Grã-Bretanha e pelos Estados Unidos, que culminou em maio de 1948 com a criação do Estado de Israel.
Os militantes do Hamas, que governam a Faixa de Gaza, realizaram um ataque sem precedentes, com várias frentes, contra Israel ao amanhecer do dia 7 de outubro. (AP Photo/Hatem Moussa)

O ataque sem precedentes do Hamas contra Israel incluiu drones armados com precisão e milhares de foguetes

Os sangrentos ataques terrestres do Hamas em Israel causaram o maior choque. Mas a escala sem precedentes dos foguetes e o uso bem-sucedido de drones armados contribuíram para a surpresa.
Operação do Hamas, cuidadosamente coordenada, partiu de Gaza e atacou mais de 20 cidades israelenses e bases militares adjacentes à faixa, deixando mais de 700 israelenses mortos Yousef Masoud/AP

Após um ataque chocante do Hamas a Israel, os dois lados se preparam para as consequências devastadoras

Os israelenses considerarão extremamente importante recuperar a capacidade de dissuasão militar de seu país contra o Hamas, o que pode exigir uma tomada militar de Gaza.

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