Uma estrela do mar típica das águas da Ilha Grande: símbolo da resistência da rica diversidade marinha da região, que luta contra a poluição, a perigosa propagação dos micro plásticos e a bioinvasão de espécies de algas, crustáceos, esponjas e corais intrusos, vindos de outras regiões do mundo, muitas vezes nos cascos de navios estrangeiros.
Foto: Alcides Falanghe
A intensa movimentação de navios, por conta da presença de um dos maiores terminais de óleo do Brasil, expõe diferentes riscos à biodiversidade marinha exuberante e ainda não completamente conhecida do fundo do mar da Baía da Ilha Grande
Mais do que servir de alimento, peixes fazem controle de pragas, transportam de sementes, disponibilizam nutrientes e alteram habitats: todos serviços ecossistêmicos essenciais.
Foto: José Sabino
Carla Pavanelli, Universidade Estadual de Maringá (UEM); Ana Paula Machado Velho, Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, and Luiza da Costa, Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência
Além da pesca, peixes de água doce neotropicais, o agrupamento mais diverso de vertebrados do planeta, prestam serviços ecológicos essenciais
Vista aérea da nova Área de Conservação Regional do Médio Putumayo Algodón, perto da fronteira do Peru com a Colômbia. Há todos os motivos para acreditar que a rodovia Bellavista-El Estrecho, que cruzará a região, terá impactos devastadores nas áreas naturais protegidas e nas comunidades indígenas que estão em seu caminho.
Foto: Diego Pérez /Andes Amazon Fund
Há todos os motivos para acreditar que a rodovia Bellavista-El Estrecho terá impactos devastadores nas áreas naturais protegidas e nas comunidades indígenas que estão em seu caminho
A belíssima APA Triunfo do Xingu, no Pará, é um exemplo de área protegida de fundamental importância para a biodiversidade amazônica que sofre com a falta de recursos e lidera a lista de unidades que perderam mais floresta em 2024.
Foto: Bruno Cecim / Agência Pará
Sem estrutura e investimento, é improvável que áreas protegidas consigam cumprir sua missão de conter a perda de biodiversidade. É preciso, portanto, tornar os investimento em conservação mais eficazes na Amazônia
Os besouros-rinocerontes são apenas uma das espécies de insetos que estão sendo comercializados ilegalmente.
Lightboxx/Shutterstock
O tráfico de vida selvagem se estende a áreas como contrabando de formigas e comércio ilegal
Beija-flores em grandes cidades: com políticas públicas bem executadas, a polinização de plantas com flores por estes e outros animais - como morcegos e abelhas - pode ser promovida em áreas urbanas.
AP Photo/Mark J. Terrill
A urbanização impacta ecossistemas e as interações entre plantas e animais polinizadores. Mas políticas públicas podem ajudar a equilibrar desenvolvimento e conservação da biodiversidade em grandes cidades
Estudo liderado por pesquisadores brasileiros e americanos revela que paisagens vegetais fragmentadas - como esta da foto, na Amazônia - possuem menos biodiversidade do que áreas contínuas de floresta. E, portanto, têm menos chances de recuperação.
Cortesia: Adriano Gambarini
A restauração de florestas não só beneficia a biodiversidade, mas também ajuda a mitigar as mudanças climáticas, já que coberturas vegetais saudáveis são importantes sumidouros de carbono
Durante a seca de 2024, o Lago Tefé, no norte do Estado do Amazonas, perdeu cerca de 75% de sua superfície e registrou temperaturas de até 41°C, um risco extremo para a biodiversidade local.
Alessandro Falco
Bacia Amazônica, que abriga a maior diversidade de peixes de água doce do mundo, está ameaçada por eventos extremos que podem comprometer a biodiversidade da região e a segurança alimentar da população local
Funcionários do ICMBio em atividade de reflorestamento em área afetada pelos incêndios de 2024 na região Centro-Oeste: o termo “matéria escura” da biodiversidade refere-se às árvores e plantas nativas que não voltam ao ecossistema mesmo depois da restauração ecológica. Por esta razão, portanto, preservação continua sendo a melhor solução para perpetuar espécies e ecossistemas.
AP Photo/Eraldo Peres
Atividades de restauração ecológica como refloerstamentos são fundamentais mas sozinhos não são capazes capazes de devolver toda a biodiversidade de uma área degradada. Preservar, portanto, continua sendo a melhor solução
A distinção entre bio e agro é ética, ecológica e evolutiva. O futuro da agricultura brasileira não pode se contentar com a coexistência destes modelos antagônicos ou com a apropriação da abordagem de bioeconomia como estratégia para obter mais lucros em um contexto de crises ambientais globais.
AP Photo/Eraldo Peres
O atual modelo de agronegócio tende a agravar as crises ambientais e sociais existentes. O futuro da agricultura depende do respeito à diversidade e à adaptabilidade dos sistemas produtivos.
Pescador joga sua rede no rio Tapajós, em Alter do Chão, no Pará: Na Amazônia Legal, os peixes são a principal fonte de proteínas para quase 40 milhões de pessoas. O desmatamento afeta a diversidade de espécies, reduzindo oferta de pescado e prejudicando a segurança alimentar de toda uma população.
AP Photo/Andre Penner
Perda da cobertura florestal reduz a diversidade de peixes, impactando a principal fonte de proteínas para os 38 milhões de habitantes da Amazônia Legal e provocando um desequilíbrio em toda a cadeia alimentar dos ecossistemas
Os principais resultados da COP16, realizada em outubro em Cali, na Colômbia (foto), vão se complementar com as deliberações da COP29, que termina nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, no Azerbaijão.
AP Photo/Fernando Vergara
A perda da natureza é tão importante para as economias nacionais quanto as mudanças climáticas.
Em busca de água, dois maçaricos reais aproximam-se perigosamente de um grupo de jacarés-do-pantanal no leito quase seco do rio Bento Gomes, próximo a Poconé, Mato Grosso: calor, seca, queimadas e incêndios que colocam em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência humana em diversos ecossistemas do Brasil e do mundo não podem ser vistos como problemas isolados.
AP Photo/Andre Penner
Revisar o Código Florestal, fortalecer práticas agroflorestais e fazer a transição para um agronegócio de baixo carbono são algumas das ações fundamentais para o Brasil reduzir suas emissões
Em abril, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aboliu o parque, apesar das evidências de que as reivindicações de terras eram ilegais. Levantamento feito pela UFMT identificou 60 espécies de anfíbios, 82 de répteis, 39 de peixes e 38 mamíferos, 12 das quais são consideradas ameaçadas de extinção.
Marcos Amend
Philip Fearnside, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)
A pedido de uma empresa, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso decidiu eliminar uma unidade de conservação no estado. A decisão ameaça a biodiversidade e favorece o desmatamento
Camelos bactrianos domésticos na província de Altai, no oeste da Mongólia.
Joel Berger/Wildlife Conservation Society
Conflitos entre pastores e os ancestrais selvagens de seus iaques, camelos e renas são uma séria ameaça tanto para as pessoas quanto para a vida selvagem, escreve um cientista que viu esses confrontos em primeira mão.
Turbina de vento em frente a uma usina termoelétrica na Grécia: os números mostram que, aproximadamente, os 50% mais pobres da população mundial emitiram 12% das emissões globais em 2019, enquanto os 10% mais ricos emitiram 48% do total.
AP Photo/Martin Meissner
Os números mostram que, aproximadamente, os 50% mais pobres da população mundial emitiram 12% das emissões globais em 2019, enquanto os 10% mais ricos emitiram 48% do total
Filhotes de galinhas retiradas de um ninho de papagaio Brotogeris cyanoptera para serem vendidas como se fossem animais exóticos. A foto foi tirada na cidade de Atalaya, na Amazônia peruana.
Pedro Romero Vidal
Tradição culturalmente enraizada nas Américas pode representar riscos à saúde, ao colocar animais selvagens em contato próximo com humanos e seus animais domésticos
Pressionada ao extremo pelo desmatamento descontrolado, a Mata Atlântica possui quase 3 mil espécies de árvores nativas sob algum grau de ameaça de extinção.
Danilo Verpa/Folhapress
A extinção de espécies da Mata Atlântica pode levar ao colapso de toda a diversidade do bioma que se estendia por todo o leste do Brasil, sul do Paraguai e nordeste da Argentina, e que hoje já está reduzido em 74% de sua área original
Sempre sob os holofotes da mídia e do preconceito, o uso medicinal da maconha ofusca outras 12 medicamentos fitoterápicos aprovados pelo SUS. O Ministério da Saúde lista também outras 71 espécies com comprovado potencial bioativo e que já são utilizadas como recurso terapêutico pela população.
AP Photo/Hans Pennink
A diversidade botânica brasileira é a maior do mundo. Mas sua relevância e utilização ainda são comprometidas por barreiras comportamentais e religiosas. O caso da Cannabis é só o exemplo mais famoso.
Doutor em Ecologia, Consultor de Povos Indígenas na JGP Consultoria Ambiental e Pós-doutorando em Antropologia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)