Na comunidade de pesca do maretório de Jubim, na Ilha de Marajó, no Pará, a rotina de pesca em integração com todos os elementos da natureza está sob ameaça da construção de grandes portos, da exploração de petróleo, de grandes rotas de navegação e do cercamento de áreas de extrativismo.
Foto: Lara Sartorio/Projeto Maretórios
Projeto “Maretórios Amazônicos” agrega diferentes centros de pesquisa para avaliar as ameaças geradas pelo modelo de desenvolvimento implementado na zona costeira paraense sobre a sociobiodiversidade da comunidade tradicional de pesca de Jubim
Sebastião Salgado ao lado de uma de suas célebres fotografias em preto e branco numa exposição em Milão, em 2023: uma vida dedicada a documentar locais remotos pelo mundo resultou numa malária cujas sequelas podem ter contribuído para a sua morte.
AP Photo / Luca Bruno
O Brasil, porém, registra número menor que a média global, com cerca de 40 mortes por ano. Isso ocorre porque aqui predomina um protozoário menos letal do que em outras partes do mundo
Incongruências do discurso que nega os efeitos das mudanças climáticas e refletem um radicalismo que se afasta cada vez mais do conservadorismo tradicional
Das 10 espécies de primatas neotropicais reconhecidas e integradas à cultura dos Paiter-Suruí, do sudoeste da Amazônia, pelo menos cinco estão ameaçadas de extinção.
Foto disponibilizada pelo autor
As espécies de primatas identificadas na Terra Indígena Sete de Setembro possuem significados simbólicos que estão profundamente associados a elementos culturais, ecológicos e mitológicos da cosmologia do povo Paiter-Suruí
A sete meses da COP 30, obras de infraestrutura à toque de caixa se espalham por Belém, numa corrida contra o tempo para receber chefes de Estado, cientistas, ativistas e jornalistas do mundo todo. Mas outras cidades-sede sofreram com o mesmo problema no passado, e uma COP no coração da Amazônia é oportunidade inédita para que o encontro tenha relevância real na luta contra os efeitos das mudanças climáticas.
AP Photo/Jorge Saenz
Próxima Conferência do Clima sofre críticas pela falta de estrutura de Belém, mas será a melhor chance da história pra que o mundo conheça melhor e valorize essa região fundamental para o equilíbrio ambiental da Terra
Grandes reservas não são as únicas a desempenhar um papel importante no equilíbrio ambiental das cidades. Parques urbanos menores, muitas vezes ignorados, também podem oferecer importantes serviços ecossistêmicos. O Parque Natural Municipal do Gericinó, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, tem menos de 1 km² de extensão e é um exemplo desse potencial.
Foto de divulgação / Prefeitura de Nilópolis
Estudos da UFRJ e da Universidade Veiga de Almeida investigam desde 2010 como as áreas verdes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro contribuem para mitigar as mudanças climáticas, melhorar a qualidade do ar e promover a saúde pública
As comunidades tradicionais contribuem para o manejo sustentável, práticas culturais, restauração de habitats, monitoramento comunitário e educação ambiental.
Autores
Práticas culturais das comunidades tradicionais oferecem lições valiosas para a conservação ambiental. Somente ao valorizar as ações dessas comunidades será possível combater o neocolonialismo na ciência.
O anúncio da COP30 no Brasil durante a reunião de encerramento da COP29, no Azerbaijão: desde 1972, conferências, acordos, protocolos e metas se sucedem, mas a eficiência destas iniciativas sobre os efeitos das mudanças climáticas ainda é pouco significativo.
AP Photo/Sergei Grits
Conferência de Estocolmo, Rio-92, Protocolo de Kyoto, Acordo de Paris, Objetivos do Milênio: reuniões de cúpula e documentos cheios de boas intenções se sucedem desde 1972, enquanto a humanidade segue sofrendo com os efeitos cada vez maiores das mudanças climáticas
Até um terço dos habitats de anfíbios anuros poderão se tornar mais áridos até o final deste século - e ações para preservação desses animais são urgentes.
Rafael P. Bovo
Com metodologias como mapeamento espacial e modelagem biofísica, pesquisa mostra que cenários climáticos futuros podem ser desastrosos para anfíbios anuros.
Os microplásticos podem afetar a capacidade de sobrevivência da esponja-sol, muito comum em áreas poluídas.
Foto da autora
Estudo com esponjas marinhas identificou bactérias capazes de degradar componentes do plástico, o que aponta para um possível mas ainda distante caminho para a solução do problema do plástico nos oceanos
Porto Alegre sob as águas, em maio de 2025: manual reúne conhecimentos acumulados em pesquisa científica sobre desastres como as chuvas no Rio Grande do Sul para abastecer profissionais de comunicação com informações qualificadas sobre causas e consequências de eventos decorrentes da emergência climática.
Foto de Isabelle Rieger / UFRGS
Publicação reúne conhecimentos acumulados em pesquisa científica sobre desastres socioambientais para abastecer profissionais de comunicação com informações qualificadas sobre causas e consequências de eventos decorrentes da emergência climática
Área desmatada ilegalmente dentro de parque nacional na Amazônia: áreas de proteção ambiental não conseguem evitar a perda de florestas em muitas partes do mundo.
Shutterstock
Precisamos tornar as áreas protegidas mais eficazes, para conservar o que resta das plantas e dos animais da Terra
O centro de Porto Alegre alagado: 93% das cidades brasileiras foram afetadas por eventos climáticos entre 2013 e 2022. E 4,2 milhões de pessoas tiveram que deixar as suas casas em 47% dos municípios do Brasil.
AP Photo/Andre Penner
Não faltam nomes para definir e alertas para chamar a atenção contra as tragédias ambientais recentes que se sucedem. Por que, então, nada vem sendo feito?
Ribeirinhos na pesca de manejo do pirarucu na terra indígena Deni, no Amazonas: aplicação da bioeconomia da sociodiversidade no local promove a valorização do pescado sem redução da oferta. E já beneficia 1.133 pescadores, que mantém uma população estável de 170 mil pirarucus.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Henrique Pereira, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)
É preciso distinguir o conceito de genérico de bioeconomia do conceito de Economia da Florestam, ou da socibiodiversidade, onde o Brasil tem muito a desenvolver
Iceberg derretendo, durante a onda de calor na Antártica em 2022: foi o fenômeno do gênero mais intenso já registrado em todo o mundo.
AP Photo/John McConnico, Arquivo
Uma onda de calor em 2022 redefiniu as expectativas científicas sobre o clima da Antártica. Agora a comunidade global deve se preparar para o que um mundo mais quente pode trazer.
Vista aérea do Bom Parto, um dos bairros atingidos pelo desastre ambiental causado pela exploração de sal-gema pela Braskem em Maceió. Já são 57 mil pessoas atingidas em cinco bairros da cidade.
Foto: Jonathan Lins/Folhapress
Plano de Contingência de Maceió tem determinações específicas do que fazer em cada fase do processo, que é inevitável. População precisa ficar atenta aos comunicados oficiais da Defesa Civil.
Coordenador Científico do laboratório Criosfera 1, na Antártica Central, e professor do Departamento de Biofísica e Biometria, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Nutricionista. Mestre em Saúde Coletiva. Doutoranda do PPG de Saúde Coletiva do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)