Um dos cartazes da campanha à presidência de Portugal do deputado de extrema-direita André Ventura, em 2025, que continham provocações xenófobas e racistas. O deputado não venceu as eleições, mas seu partido, o Chega, pulou de apenas um representante no Parlamento Português em 2020 para 60 em 2026, e já é a segunda mairor bancada do país.
Foto: Reprodução / Site do partido Chega
Parece impossível não ver ou não reconhecer a sua presença cada vez mais forte em diversos países – mas muita gente ainda nega a existência de um movimento globalmente articulado de ultradireita
O presidente Lula e o presidente do Governo da Espanha Pedro Sánchez, durante a Cúpula de Barcelona: líderes de esquerda da Europa e da América Latina sinalizam a tentativa de construir uma agenda comum com alcance global para reagir ao crescimento da extrema direita.
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República do Brasil
Quando governos ou movimentos ultraconservadores prometem soluções rápidas e entregam instabilidade, conflitos ou aumento da desigualdade, parte da sociedade começa a reagir
Na última Marcha para Jesus, em São Paulo, faixas que mesclam as bandeiras de Brasil e Israel com o Leão de Judá, símbolo do sionismo, eram numerosas na multidão presente ao evento evangélico.
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
Para muitos evangélicos, o Estado de Israel é mais do que uma nação: é o cenário do retorno messiânico. Mas essa defesa não se baseia em uma aproximação com o judaísmo como religião, e sim em uma leitura específica da Bíblia que instrumentaliza Israel como peça-chave de um futuro apocalíptico