Inversão de sentidos: se nas eleições de 2022 a esquerda soube convencer uma franja do eleitorado de que a reeleição de Jair Bolsonaro representava riscos à manutenção do regime, agora é o campo da direita — em especial a base bolsonarista — que denuncia os que “atentaram”, na visão desse segmento, contra a democracia.
Foto: Roque de Sá / Agência Senado
Foram analisados mais de quatro mil discursos realizados noplenário e nas comissões entre 2023 e 2026
O presidente do Senado, David Alcolumbre (à dir.), e o presidente da Câmara, Hugo Motta,durante cerimônia com o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin: em 2026, os destinos das candidaturas para o Senado terão mais influência na distribuição de poder no Brasil nos próximos anos do que a disputa majoritária para presidente.
Tradicionalmente visto como a segunda casa do Poder Legislativo, o Senado costuma receber menos atenção do que a Câmara dos Deputados. Mas para 2026, a possibilidade de renovação de dois terços da casa ganhou centralidade no embate entre os Poderes.
Aprovação, com pedidos de alteração e retorno ao Senado, foi um caso raro de acordo entre governo e oposição, mas alguns deputados conservadores, que seguram a bandeira da família e da religião, se opuseram ao projeto que prevê a regulamentação das redes sociais para proteger crianças e adolescentes de abusos, incluindo pedofilia.
Foto: Agência Brasil
Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) and David Nemer, University of Virginia
PL que que regula redes sociais para crianças e adolescentes foi aprovado com restrições e voltará para o Senado. Os votos contrários à medida que visa proteger crianças de abuso e pedofilia vieram de deputados que ostentam a bandeira da religião e da família