A tripulação do submarino nuclear Bryansk, da Marinha russa, realizando exercícios no Atlântico Norte: frota passou mais de um mês mapeando cabos e dutos submersos que transmitem dados digitais entre diversos países do Ocidente.
Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia
É pelos cabos submarinos de fibra ótica que transitam 95% do tráfego intercontinental de dados, e garantir sua segurança é uma tarefa difícil
Para muitos brasileiros, os esforços liderados pelo governo dos EUA para aumentar os gastos com defesa na OTAN podem soar distantes. Mas, em um mundo cada vez mais militarizado, o novo ciclo de gastos globais em defesa afeta diretamente questões do nosso dia a dia.
Ben Stansall/Pool Photo via AP
De um lado, aumentar o orçamento de defesa no Brasil implicaria deslocar recursos de áreas como saúde, educação e combate à pobreza. Por outro, ficar de fora dessa agenda pode significar isolamento em debates estratégicos e perda de relevância internacional
Bonecos russos tradicionais de madeira representando o presidente chinês Xi Jinping, o presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin são expostos para venda numa loja de recordações em São Petersburgo, Rússia.
AP Photo/Dmitri Lovetsky, Arquivo
Como solucionar o aumento da importância do BRICS, a formação do eixo Moscou-Pequim, a aproximação entre russos, norte-coreanos e iranianos, além da conscientização de que a dependência do dólar deve ser diminuída pelo Sul Global? Este é o quadro que deve ser analisado na atual postura de Trump.
Um míssil balístico intercontinental Yars é testado na plataforma de lançamento de Plesetsk, no noroeste da Rússia. Embora Suécia e Noruega tenham distribuído panfletos instruindo a população a estar preparada para a guerra, é improvável que a Rússia queira expandir a guerra que trava na Ucrânia.
AP
Por hora, não parece haver um motivo real que justifique o interesse russo por iniciar uma invasão à Europa. Com a grande mobilização das tropas na Ucrânia, a abertura de uma frente contra a OTAN não parece ser a melhor estratégia.
Doutorando do Programa Interinstitucional (UNESP/Unicamp/PUC-SP) em Relações Internacionais San tiago Dantas e do Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Professor Titular em Segurança Internacional e Resolução de Conflitos e vice-coordenador do Instituto de Políticas Públicas e Relações internacionais (IPPRI), Universidade Estadual Paulista (Unesp)