Em 2022, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assinou formalmente o pedido de adesão do país à União Europeia apenas 36 horas após a invasão russa. No ano passado, a Ucrânia finalmente foi incluída pela primeira vez nos relatórios formais do Pacote de Alargamento da UE. Ainda assim, a adesão plena permanece incerta.
Foto: Alimdok / Envato
O caminho da Ucrânia rumo à UE não será fácil; ao contrário, será politicamente sensível e juridicamente exigente, exigindo reformas profundas, estabilidade institucional e o fim de uma guerra que ainda redefine o destino do país e da própria Europa
Bonecos russos tradicionais de madeira representando o presidente chinês Xi Jinping, o presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin são expostos para venda numa loja de recordações em São Petersburgo, Rússia.
AP Photo/Dmitri Lovetsky, Arquivo
Como solucionar o aumento da importância do BRICS, a formação do eixo Moscou-Pequim, a aproximação entre russos, norte-coreanos e iranianos, além da conscientização de que a dependência do dólar deve ser diminuída pelo Sul Global? Este é o quadro que deve ser analisado na atual postura de Trump.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, presenteia o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com um ícone religioso pintado na tampa de uma caixa de munição.
EPA-EFE/Ukranian presidential press service
Vladimir Putin agora terá que ponderar como manter uma redefinição com os EUA e, ao mesmo tempo, pressionar por mais sucesso militar no campo de batalha.
Reunião de cúpula do BRICS em Kazan, na Rússia, no ano passado: mais em evidência do que nunca, bloco põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros não mais como obstáculos, mas como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial marcada pela multipolaridade. Próximo encontro do grupo é em julho, no Brasil.
Alexander Nemenov, AP Photo
Mais em evidência do que nunca, grupo põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial
Um míssil balístico intercontinental Yars é testado na plataforma de lançamento de Plesetsk, no noroeste da Rússia. Embora Suécia e Noruega tenham distribuído panfletos instruindo a população a estar preparada para a guerra, é improvável que a Rússia queira expandir a guerra que trava na Ucrânia.
AP
Por hora, não parece haver um motivo real que justifique o interesse russo por iniciar uma invasão à Europa. Com a grande mobilização das tropas na Ucrânia, a abertura de uma frente contra a OTAN não parece ser a melhor estratégia.
Organizações internacionais informam que mais de 6,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da guerra, enquanto 3,5 milhões foram deslocadas. Isso representa um quarto da população total. A economia sofreu uma redução de 30%
Jae C. Hong/AP
O apagamento da nacionalidade ucraniana nos territórios ocupados e a frequente negação do direito da Ucrânia de existir são evidências de que a invasão russa tem sido genocida por natureza.
Professor Titular em Segurança Internacional e Resolução de Conflitos e vice-coordenador do Instituto de Políticas Públicas e Relações internacionais (IPPRI), Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Doutorando do Programa Interinstitucional (UNESP/Unicamp/PUC-SP) em Relações Internacionais San tiago Dantas e do Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional, Universidade Estadual Paulista (Unesp)