Articles on Narcotráfico

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Soldados vigiam uma estrada na Colômbia: Operação Carbono Oculto no Brasil é um exemplo de resposta mais eficaz, tratando o crime organizado como um sistema incorporado à economia, e não apenas como uma ameaça armada nas ruas. Raul Arboleda/AFP via Getty Images

Organizações criminosas diversificaram suas atividades na América Latina, tornando‑se mais resistentes, mas não intocáveis

Medidas repressivas podem coibir algumas formas de atividade das gangues sem, no entanto, desmantelar suas estruturas econômicas
Efeito Bukele: o caso do presidente El Salvador tornou-se a referência global dessa estratégia de exploração do medo como alavanca de poder. AP Photo / Carlos Leon

A alavanca da insegurança: como a extrema direita global converte medo em mandatos

O medo é real e as pessoas têm medo. A questão é quem se beneficia politicamente quando o Estado falha em resolvê-lo — e a que custo para a democrácia
Integrantes do Comando Vermelho presos em operação policial no Rio de Janeiro: a classificação de uma facção criminosa como organização terrorista estrangeira não constitui apenas uma declaração política. Ela produz efeitos jurídicos concretos, que ampliam os potenciais efeitos da medida para muito além da esfera criminal e pode ter consequências graves à economia do país onde esta organização opera. Foto: Antônio Lacerda

PCC e CV: por que a decisão dos EUA pode produzir efeitos muito além das fronteiras americanas

Mais do que uma discussão sobre terrorismo, o episódio revela uma transformação de outra natureza: a capacidade de alguns Estados de projetar efeitos jurídicos e econômicos para além de suas fronteiras por meio de mecanismos regulatórios, financeiros e de segurança
Se El Mencho representava a face violenta do cartel, ela representava sua espinha dorsal econômica: mulheres frequentemente desempenham um papel central nas atividades comerciais do crime organizado. Krakenimages.com/Shutterstock

“La Jefa”: esposa do chefão do tráfico “El Mencho” é exemplo do subestimado papel das mulheres nos cartéis do crime

Rosalinda González Valencia é considerada uma figura-chave na liderança de uma das maiores organizações criminosas do México.
Manifestantes se reúnem em frente à Casa Branca no sábado, 3 de janeiro de 2026, em Washington, após os EUA capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa em uma operação militar. AP Photo/Julia Demaree Nikhinson

Ataque dos EUA integra estratégia de contenção da China e endurecimento da política anti‑imigração

Ofensiva americana envia uma mensagem inequívoca: a expansão chinesa em áreas sensíveis do hemisfério encontra resistência ativa. O recado se dirige a todos os governos que aprofundaram parcerias com Pequim em portos, minerais críticos, redes digitais e financiamento público
Policiais passam por moradores em uma escavadeira usada para remover barricadas nas ruas durante uma operação de segurança contra o crime organizado na favela do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Brasil, em 2023. Situação se repete na cidade há décadas. Silvia Izquierdo/ AP Photo

Análise: ‘Operação Contenção’ não vai ajudar na luta contra o narcotráfico

É necessário um foco maior na luta contra a corrupção nas Polícias do Rio. Com o fortalecimento das Corregedorias internas e de autoridades independentes que possam recolher as denúncias do cidadãos
Moradora beija um corpo coberto, no dia seguinte a operação policial no Complexo da Penha. O governo do Rio de Janeiro, provavelmente, queria gerar um fato político, para se apresentar como implacável contra o crime em ano pré-eleitoral, sabendo que a segurança pública será um dos principais motes da campanha. Ricardo Moraes/ Reuters

Bandido bom é bandido morto no atacado: a velha e ineficaz estratégia da segurança pública

A estratégia de invadir territórios, matar suspeitos, apreender algumas armas e drogas, nunca conseguiu desarticular as facções criminosas, mas comprova a velha tradição da segurança pública de dobrar a dosagem quando o medicamento não mostra os efeitos desejados.
Sob o ponto de vista das organizações pelos direitos humanos, a operação policial contra criminosos não foi uma “guerra contra o narcoterrosimo”, mas um novo massacre contra o andar de baixo do crime organizado, deixando os grandes financiadores do tráfico invisíveis, ilesos e proliferando dentro da própria estrutura do Estado.

Opinião: Operação mais violenta da história do Rio expõe fracasso da política de segurança e um Estado infiltrado

Não há como falar em combate ao crime se o crime está dentro da máquina pública. Do modo como vem sendo feito, o aumento da repressão ao tráfico só tem logrado aumentar o preço da droga, as pilhas de cadáveres nas favelas, e a concentração do mercado nas grandes facções
Em resposta à ação policial deflagrada na área do Complexo do Alemão e da Penha nos dias 28 e 29 de agosto de 2025, a cidade do Rio de Janeiro registrou uma série de distúrbios. Várias vias fechadas, ônibus sequestrados e pedras sendo lançadas contra viaturas policiais e carros que passavam por vias expressas. Esse cenário de caos, infelizmente, não parece novidade, tampouco tem prazo para acabar. AP Photo/Silvia Izquierdo

Em mais uma “megaoperação” desarticulada contra o crime no Rio, mais de 120 mortos e nenhuma solução

Desde 2020, o Rio de Janeiro teve cinco chefes de Polícia Civil, tendo um deles ficado no cargo por apenas 17 dias. Sinal claro de que falta um plano concreto para a segurança pública do estado
Manifestante colombiano coloca fogo na bandeira dos EUA durante protesto em Bogotá: a interrupção da ajuda norte-americana, que financiava infraestrutura, treinamento e assistência agrícola, representa um golpe profundo na estratégia do governo colombiano de promover um enfoque alternativo ao da erradicação forçada, com ênfase em transição econômica e participação comunitária. AP Photo/Fernando Vergara

Corte da assistência dos EUA à Colômbia é retrocesso diante do avanço do crime transnacional

Ao trocar o engajamento por sanção, Washington mina seu próprio objetivo de conter o narcotráfico. Os impactos atingem a economia rural, a segurança continental e a credibilidade dos EUA como ator comprometido com soluções sustentáveis.
Mobilização de navios e ataques a barcos da Venezuela e da Colômbia foi justificada pela necessidade de “interromper rotas do tráfico”. Mas o que está em curso é uma tentativa de reposicionar o poder norte-americano em seu entorno geopolítico. E reafirmar o controle de uma região que os EUA consideram seu quintal e sua retaguarda estratégica. AP Foto/John McDonnell

Muito além do narcotráfico: o que está por trás das ameaças de Donald Trump à Venezuela e à Colômbia

Estratégia é reforçar controle sobre quintal latino-americano, diminuindo momentaneamente o esforço bélico no teatro de operações principal (Eurasia, Oriente Médio e Pacífico) para reforçar o palco secundário (América Latina e Atlântico Sul)
Lula dedicou parte do seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU para registrar sua preocupação com a postura norte-americana peranate a América Latina. Na prática, uma pessoa latino-americana acusada pelo governo dos EUA de ser pertencente a um dos grupos listados como terroristas, poderá ser capturada fora dos EUA, com ou sem o auxílio do seu governo, podendo parar em Guantánamo ou simplesmente desaparecer. AP Photo/Richard Drew

Lula na ONU: crime organizado não é terrorismo

O presidente brasileiro afirmou que “é preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo”, em direta referência às decisões de Donald Trump de equivaler grupos do crime organizado latino-americano a organizações terroristas
O Ministro da Defesa da Venezuela Vladimir Padrino López (ao centro), discursa ao lado de militares sobre as medidas que o país deverá tomar caso a intervenção de navios dos EUA na costa venezuelana se concretize. Segundo avaliação do governo, a suposta ação contra o narcotráfico pode ocultar tentativa de desestabilização do governo de Nicolás Maduro. Foto: Jornal MiOriente/Colombia

Tensão no Caribe: envio de navios para combater narcotráfico na Venezuela escala pressão dos EUA sobre Maduro

Envio de navios americanos ao Caribe combina sinais de projeção de força militar destinada a combater o narcotráfico ao mesmo tempo em que aplica pressão política e jurídica com o objetivo de enfraquecer o governo de Nicolás Maduro
Na fronteira com o México, a presença das Forças Armadas no controle à imigração ilegal já é intensa. Mas o seu emprego contra cartéis, sob a alegação de que são grupos terroristas, afetam questões de soberania, pilar do direito internacional que confere a cada Estado a autoridade exclusiva sobre seu território e população. AP Photo/Ross D. Franklin

Anúncio de Forças Armadas contra cartéis é novo desafio de Trump aos limites jurídicos internacionais

O caminho juridicamente mais sólido é o consentimento expresso do país onde ocorrerão as operações, com acordos que estabeleçam limites claros, mecanismos de responsabilização e salvaguardas de direitos humanos
Apreensões de submarinos clandestinos transportando drogas - como este da foto - são comuns nas águas do Oceano Atlântico. Mas um equipamento não tripulado, controlado remotamente, é a primeira vez. Seu uso poderá dificultar ainda mais as investigações dos crimes de tráfico internacional. AP Photo/Ivan Valencia

‘Drones submersos’: como os narcossubmarinos não tripulados poderão redefinir o tráfico internacional de drogas

A chegada dos sistemas não tripulados marca o início de uma nova era de narcoguerra, onde a tecnologia, a furtividade e a negação plausível conferem uma vantagem avassaladora às organizações criminosas transnacionais
Fardos de cocaína com um peso aproximado de 5,2 toneladas e um iate apreendidos numa base da Marinha Portuguesa em Almada, a sul de Lisboa, em 2021. Autoridades afirmam que estão sendo apreendidas quantidades recordes de cocaína na Europa. AP Photo/Armando Franca

Resposta à expansão do PCC na Europa impõe desafios às autoridades de segurança no Brasil e em Portugal

Relatórios indicam a existência de estruturas para tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até movimentação de armas, que podem impactar a segurança interna de Portugal e de outros países do continente europeu.
Famílias inteiras de imigrantes - a maioria da Colômbia, Venezuela e Haiti - arriscam suas vidas e perdem todas as suas economias na tentativa de atravessas o estreito rumo aos EUA, guiados por coiotes do principal grupo de narcotraficantes da Colômbia. AP Photo/Ivan Valencia

Por que cada vez mais migrantes sul‑americanos arriscam suas vidas na rota suicida do Estreito de Darien?

Mais de meio milhão de pessoas fizeram a traiçoeira travessia por terra entre as Américas do Sul e Central em 2023 - muito mais do que em anos anteriores.
Soldados das Forças Especiais em ação: o Equador está refém do crime organizado, em meio a uma cultura de violência enraizada nas bases de uma sociedade de economia frágil e sistemas político e jurídico comprometidos pela corrupção. AP Photo/Dolores Ochoa

Equador: por que a “ilha de paz’ da América do Sul tornou‑se um dos países mais violentos do mundo

O país está perdendo a guerra contra uma estrutura de violência cada vez mais enraizada nas bases de uma sociedade com a economia fragilizada e sistemas político e jurídico tomados pela corrução.
Onda de violência levou o presidente Daniel Noboa a decretar estado de exceção e mobilizar as Forças Armadas Cesar Munoz/AP Photo

Equador é a “bola da vez” da guerra às drogas

País andino é apenas o último de uma sequência de nações latino-americanas alinhada à fórmula básica, e falha, de combate militarizado ao narcotráfico

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