À medida que o comércio do Brasil com os EUA diminui, transações com a China continuam a crescer: capacidade de Trump de usar tarifas para pressionar o Brasil a mudar políticas às quais seu governo se opõe é limitada, pois a influência de Washington sobre o Brasil em questões comerciais vem diminuindo há anos.
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Trump iniciou essa disputa devido às suas preocupações com a política brasileira, e as eleições presidenciais podem pôr fim a ela em breve
Segundo a UE, as garantias brasileiras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal são insuficientes, mas o Brasil contesta a decisão, afirmando que todas as medidas sanitárias necessárias foram implementadas e documentadas. O país também questiona auditorias que não teriam sido exigidas de outros parceiros, e alega discriminação.
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Bruxelas considera insuficientes as garantias brasileiras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Brasília diverge, num impasse que envolve saúde pública, fiscalização e interesses comerciais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em visita a Pequim em junho de 2026: principal destino dos investimentos da China no mundo, Brasil agora começará a emitir títulos de sua dívida pública no mercado financeiro chinês.
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Em 2025, o Brasil se tornou o principal destino dos investimentos chineses no mundo, com aumento de 45% em comparação ao ano anterior
A crescente preocupação global com a resistência aos antimicrobianos está transformando critérios sanitários em elementos centrais do comércio internacional de alimentos. O debate entre Brasil e União Europeia envolve rastreabilidade, vigilância microbiológica, uso responsável de antibióticos na produção animal e os novos desafios regulatórios para exportação de proteínas de origem animal.
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Do ponto de vista científico, a preocupação da UE possui fundamento sólido. O uso intensivo e inadequado de antimicrobianos na produção animal contribui para selecionar bactérias resistentes, que podem circular entre animais, alimentos, ambiente e seres humanos
A crise envolvendo a carne brasileira evidencia um paradoxo institucional no funcionamento do próprio acordo entrs os dois blocois econômicos. Enquanto o Mercosul opera como uma agência política intergovernamental, dependente de negociações internas e da aprovação nacional das normas acordadas, a UE segue outra lógica.
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A decisão ocorreu em um contexto de crescente pressão política e econômica dentro da Europa para proteger produtores rurais europeus diante da competitividade agrícola sul-americana
Gado de corte brasileiro: União Europeia sustenta que o país descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.
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Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário europeu sem invalidar os tratados de livre comércio. A sensação é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para depois fechar a porta à proteína animal brasileira
Pausa na disputa entre China e EUA busca conter os danos de uma guerra comercial que vinha afetando cadeias globais de suprimento, pressionando os preços e gerando incertezas nos mercados financeiros. Para países com economias dependentes de exportações, como o Brasil, o impacto é direto, mas desta vez os sinais são mais negativos do que positivos.
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Nova fase de negociações entre os dois gigantes comerciais impacta diretamente países dependentes de exportações. Mas, ao contrário do que ocorreu em fases anteriores da disputa, desta vez os sinais são mais negativos do que positivos
Cristais de nióbio, elemento essencial para a fabricação de ligas metálicas de alta performance e supercondutores usados no desenvolvimento de Inteligências Artificiais: Brasil detém 95% de todo o nióbio do mundo. Porém, nossa participação no mercado dos minerais críticos - que incluem ainda o grafite, o cobalto e o níquel, entre outros - ainda não chega a 1%.
Foto: Minera Brasil (Agência de Notícias da Mineração Brasileira)
País possui aproximadamente 10% das reservas globais desses recursos, incluindo a maior reserva mundial de nióbio, a segunda maior de grafite e a terceira maior de terras raras e níquel
Professor do Departamento de Bioquímca da UFRJ, Cientista do Nosso Estado da FAPERJ e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)., Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)