Articles on Combustíveis fósseis

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Vista de satélite do Parque Solar de Bhadla, na Índia: Energial impa às custas de alumínio, silício, cobre, prata e outros materiais extraídos em diferentes partes do mundo. Fonte: Google Earth

Por que a transição energética continuará exigindo minerais por décadas

Painéis solares, turbinas, baterias, veículos e redes elétricas ajudam a reduzir emissões, mas precisam ser fabricados, mantidos e substituídos. Sem equipamentos mais duráveis, reparáveis e recicláveis, a demanda por matérias-primas continuará elevada
Plantações de óleo de palma são, por vezes, consideradas uma solução climática, uma vez que o óleo pode ser transformado em biocombustível, mas projetos substituem sistemas alimentares locais por fazendas de escala industrial com altas emissões. mngthm / shutterstock

Projetos de “baixo carbono” da indústria petrolífera na verdade reforçam a dependência de combustíveis fósseis

Revisão independente de 48 projetos mostra que eles servem mais para reforçar a imagem das empresas ou até ajudar na extração de petróleo, sem alterar seu modelo de negócios
O iraniano South Pars, maior campo de produção de óleo e gás do mundo, atacado por mísseis israelenses: impacto na produção de hirocarbonetos,aliado aofechamentodo Estreito de Ormuz, faz o mundo enfrentar um choque energético global de graves proporções. AP Photo/Vahid Salemi

Guerra contra Irã expôs fragilidade dos combustíveis fósseis, mas caminho para energia mais limpa ainda é incerto

A segurança energética pertence cada vez mais aos Estados capazes de manter uma parcela maior de sua economia em funcionamento quando o petróleo e o gás são interrompidos, graças a alternativas energéticas mais limpas e diversificadas
Navio petroleiro descarrega derivados de petróleo em porto nas proximidades de Georgetown, capital da Guiana: realidade controversa que já ocorre em outros países da costa equatorial da Amazônia tem o Brasil como próximo destino. Foto: Victor Moriyama / Infoamazônia

A encruzilhada energética da América Latina: entre compromissos climáticos e realidades extrativistas

O dilema é se a América Latina liderará uma nova era de desenvolvimento sustentável, ou permitirá que a chamada “transição” se converta apenas em um novo nome para o velho extrativismo?
Desde a década de 1950 a indústria sabia da ameaça potencialmente grave que representava para o clima da Terra, e nos anos 1970 tinha certeza que as mudanças climáticas eram inevitáveis, mas ainda assim, em vez de alertar o público sobre a iminente crise e tomar medidas, ocultou o que sabia. Pan Demin/Shutterstock

A evolução do negacionismo da indústria dos combustíveis fósseis para impedir a ação climática

Desde a década de 1950 as empresas de petróleo e gás têm se dedicado a lançar campanhas de negação e desinformação para bloquear a adoção de políticas climáticas e de descarbonização.
A sessão plenária geral dos líderes, que marcou a abertura da COP 30: promover uma transição energética justa, zerar o desmatamento das florestas tropicais, consolidar instrumentos eficazes de financiamento climático, implementar políticas sociais e econômicas de adaptação ao novo clima e reforçar o multilateralismo são os cinco eixos de debate essenciais para que a COP 30 corresponda às expectativas que o mundo inteiro deposita neste encontro inédito sobre o clima, no coração da Amazônia brasileira. Foto: Alex Ferro / COP 30

Muito além da crise climática: COP 30 deve buscar a construção de um novo modelo de civilização

A crise climática que enfrentamos é o sinal mais evidente de que a humanidade atravessa mais uma grande transição histórica. O verdadeiro desafio é repensar nossas formas de produzir, consumir e viver — e, sobretudo, redefinir o que entendemos por progresso
Estima-se que o consumo global de energia aumente cerca de 56% até 2040 em relação a 2010. Para além da energia solar, eólica e geotérmica, o hidrogênio tem se destacado como nova opção abundante, limpa e segura. Foto: Vanitjan / Envato

Química e energia: conheça mais sobre o hidrogênio, a promissora alternativa aos combustíveis fósseis

Estima-se que o consumo global de energia aumente cerca de 56% até 2040 em relação a 2010. Para além da energia solar, eólica e geotérmica, o hidrogênio tem se destacado como nova opção abundante, limpa e segura.
Vazamento de óleo em navio de transporte de GNV: permanência de altos subsídios exploração de combustíveis fósseis em países como o Brasil aumentam o consumo de energia poluente, concentram benefícios entre os mais ricos e reduzem o espaço fiscal para políticas sociais mais justas. Foto: Bluesandisland / Envato

Análise: os subsídios aos combustíveis fósseis ainda fazem sentido?

Eliminar de forma programada os subsídios aos combustíveis fósseis seria uma forma eficaz de avançar tanto na agenda ambiental quanto na justiça social, ao permitir que os recursos públicos sejam redirecionados para políticas sociais mais eficientes
Duas plataformas de petróleo no horizonte de uma famosa praia turística no Mediterrâneo: infelizmente, não é viável hoje eliminar o petróleo do mundo mantendo o mesmo nível de consumo energético global, pois as fontes renováveis ainda não são suficientes. Nesse contexto, diversas tecnologias estão sendo desenvolvidas para tornar sua extração e uso mais limpos e sustentáveis. AP Photo/Ariel Schalit

Novas tecnologias de captura de carbono são soluções urgentes enquanto petróleo permanecer na matriz energética

Como não é possível eliminar de vez o petróleo da nossa matriz energética, é preciso investir em tecnologias capazes de tornar a extração e o uso do petróleo mais limpos e sustentáveis
Na República Democrática do Congo (RDC), país da África Central que foi colônia da Bélgica até os anos 1960 e atualmente responde por cerca de 74% da produção global de cobalto, trabalhadores transportam o minério bruto em bicicletas, expondo-se a metais tóxicos e elevando o risco de doenças graves. Roy Maconachie (2024)

Trabalhadores, habitantes e ambientes do Sul Global pagam o preço da transição energética

Cerca de 80% da energia consumida no planeta ainda provém de fontes fósseis, agravando a poluição e as mudanças climáticas. Populações locais sofrem os impactos socioambientais, enquanto os benefícios da transição energética se concentram no Norte Global
Projeto de reflorestamento na Represa Billings, em São Paulo, que completou 100 anos em 2025: promessa de que a Restauração Ecológica sempre contribui para mitigar a crise climática pode ser enganosa. Se por uma lado é positiva para a biodiversidade, sua aplicação em projetos que visam apenas gerar créditos de carbono pode desestimular a adoção de outras medidas mais efetivas.

Como a Restauração Ecológica pode confundir controles sociais de desmatamento e queima de combustíveis

Cada vez mais usada para gerar créditos de carbono, a restauração ecológica não é capaz de capturar todo o resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento
TR STOK/Shutterstock

Por que as falas de Trump sobre combustíveis fósseis apontam para um “inferno climático”

As promessas do recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris e aumentar a extração de combustíveis fósseis vão contra as medidas necessárias para mitigar as mudanças climáticas.
As posições pró-combustíveis fósseis de Donald Trump estão em nítido contraste com os esforços para proteger o clima. O setor de petróleo implementou uma campanha de desinformação criada para lançar dúvidas sobre a ciência climática. A estratégia, extraída das páginas do manual do setor de tabaco, envolveu “enfatizar a incerteza” para lançar dúvidas sobre a ciência. Brendan Smialowski/AFP via Getty Images

Como o setor de petróleo e as crescentes divisões políticas transformaram as mudanças climáticas em uma questão partidária

O pêndulo da política climática está oscilando novamente com Trump no cargo. Dinheiro, lobby e conversas sobre estados republicanos e democratas desempenham um papel na divisão política e pública.
O desfecho de Baku escancara que os países ricos fogem de qualquer responsabilidade, além de deixar aberta a conta do financiamento. A COP30, sob a liderança do Brasil, precisará avançar nas políticas de redução de emissões, ajudando os países em desenvolvimento a se adaptar ao novo clima, e estruturando uma nova economia mundial de baixo carbono. Rafiq Maqbool/AP

Acordo final da COP29 deixa desafios importantes para a COP30

Avanços foram feitos na regulamentação internacional do mercado global de carbono, mas o documento final não menciona a necessidade de acabar com a exploração e uso dos combustíveis fósseis.
O chefe climático das Nações Unidas, Simon Stiell, à esquerda, e a assessora climática sênior Joanna MacGregor, ao centro, após a sessão de encerramento da COP29. Rafiq Maqbool/AP

O que foi ‑ e o que não foi ‑ alcançado nas negociações climáticas da COP29

As expectativas eram baixas para a última cúpula climática da ONU. Mas a especialista em direito climático Jacqueline Peel, que participou das negociações, explica o progresso que foi feito.
Existem algumas coisas que podemos fazer para reduzir a pegada de carbono do uso da Internet: limitar o tempo de tela; usar configurações de economia de energia em seus dispositivos; escolher mídias sociais que demandem menos energia; e usar Wi-Fi em vez de dados móveis 4G ou 5G. CREATIVE WONDER / shutterstock

Saiba como reduzir o imenso impacto climático causado pelas mídias sociais e a IA generativa

Cada dispositivo consome energia para funcionar, enquanto os servidores precisam ser mantidos resfriados. E essa energia geralmente é gerada a partir de… combustíveis fósseis!
Manifestante carrega cartaz que alerta para a contradição entre o projeto da Petrobras de perfurar poços na Amazônia e a COP30, marcada para acontecer em Belém, no ano que vem: situação pode colocar em cheque a ambiciosa agenda ambiental do governo Lula. AP Photo/Eraldo Peres

Decisão sobre exploração de petróleo na Amazônia é o grande dilema da política ambiental do Brasil

O governo Lula terá que escolher entre garantir a sustentabilidade ambiental, firmando-se como liderança global no tema, ou render-se aos apelos econômicos e desenvolvimentistas de extração de petróleo na região amazônica
Os países produtores de petróleo deveriam se mover em direção a uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis, mas relatório da ONU estimou que, em termos de CO₂, a produção planejada em 2030 deverá ser 110% maior do que a trajetória de eliminação gradual necessária para atingir 1,5°C. John Hanson Pye/Shutterstock

O presidente da COP‑28 está errado: a ciência mostra claramente que os combustíveis fósseis precisam acabar

Para evitar o colapso climático, a maior parte do carvão, do petróleo e do gás do mundo deve permanecer no subsolo. Países ricos precisam ajudar na transição energética.

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