Campus da UNIFESSPA (Universidade Federaldo Sul e Sudeste do Pará), uma das mais novas instituições de ensino superior da Amazônia: universidades da região atendem majoritariamente estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, que precisam de políticas de incentivo consistentes para permanecerem nos bancos escolares.
Foto: Divulgação / UNIFESSPA
A Carta de Marabá, assinada este mês por reitores de universidades federais da região, estabelece como prioridade máxima a recomposição permanente do orçamento da Política Nacional de Assistência Estudantil, para garantir a permanência de estudantes indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e de populações do campo no ensino superior
Entre 2025 e 2026, o desempenho das pesquisas na UFRJ recuou 14 posições na lista do Center for World University Rankings (CWUR). A Fiocruz caiu 20, a UERJ, 17, e a UFF despencou 23 colocações.
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Resultados de um dos principais rankings globais de universidades mostram uma tendência preocupante de queda para o Brasil
Estudantes fazem fila para receber antibióticos do lado de fora de um prédio da Universidade de Kent, em Canterbury: vacina existe desde 2013, mas sistema de saúde britânico a fornece apenas para bebês, o que deixou uma geração inteira de estudantes vulnerável à doença.
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A vacina contra a meningite B existe desde 2013 e o Reino Unido foi o primeiro a adotá-la, mas apenas para bebês: uma geração de estudantes nunca a recebeu, e agora está pagando o preço
Sem uma inflexão clara na lógica orçamentária conduzida atualmente pelo Congresso brasileiro, o país seguirá condenado a um subdesenvolvimento dependente e socialmente excludente.
Ilustração gerada por IA, via Envato Labs
Fábio Guedes Gomes, Fundação Alagoana de Amparo à Pesquisa (Fapeal) and Márcio de Araújo Pereira, Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap)
Ampliação da participação orçamentária das emendas parlamentares impactará diretamente na educação superior. Área de Ciência, Tecnologia e Inovação perdeu aproximadamente R$ 490 milhões em relação à Lei Orçamentária aprovada em 2025
Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza: novas diretrizes sobre uso de IA divulgadas pela universidade não representam avanço na integração crítica dessas tecnologias. Ao contrário, optam pelo controle em detrimento de uma perspectiva pedagógica e formativa.
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Abordagem excessivamente restritiva e punitiva adotada por certas universidades sobre o uso de Inteligência Artifical em trabalhos de pesquisa de pós-graduação demonstra uma visão reducionista do potencial das ferramentas atuais
A cartilha sobre o bem-viver na universidade, como um dispositivo de letramento para a comunidade acadêmica, não alcança respostas prontas, mas convida à reflexão, à análise crítica e à ação coletiva.
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Muitas diretrizes internacionais das quais o Brasil é signatário evidenciam que o cuidado da saúde mental nas instituições educacionais não é apenas uma aspiração desejável, mas um compromisso que envolve ações de dimensões legais, éticas e políticas.
As imensas transformações na dinâmica pedagógica provocadas pelo desenvolvimento da IAG ainda não se reverteram na publicação de regramentos ou mesmo diretrizes para o uso dessas ferramentas nas atividades da grande maioria das principais instituições de ensino superior (IES) no Brasil, sejam elas públicas ou privadas.
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De um universo de 150 instituições, apenas sete possuem algum tipo de documento que regulamente a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) entre alunos e professores
Desde 1953, a PUC-Rio forma especialistas por meio de sua pós-graduação em Medicina. A universidade tenta agora criar um curso de graduação, mas o MEC restringe a abertura a instituições com hospitais próprios, barreira que privilegia conglomerados educacionais que podem adquirir hospitais privados.
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A exigência do MEC, que restringe a abertura de novos cursos a instituições com hospitais próprios (com o mesmo CNPJ da universidade), inviabiliza modelos de parceria entre universidades comunitárias e hospitais públicos.
Fachada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que reserva 45% de suas vagas para candidatos de baixa renda e minorias: as instituições brasileiras de ensino superior enfrentam o difícil compromisso de expandir o acesso para estudantes desfavorecidos sem reduzir o valor de seus diplomas.
Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress
As universidades de elite brasileiras enfrentam o difícil compromisso de expandir o acesso para estudantes desfavorecidos sem reduzir o valor de seus diplomas
Relatório do Grupo de Trabalho Agenda 2030, que acompanha os avanços dos Objetivos de Desenvolvimento Social no Brasil, mostra que o engajamento ainda está longe do esperado.
Reprodução / Site das Nações Unidas Brasil, CC BY
Relatório do Grupo de Trabalho Agenda 2030, que acompanha os avanços dos Objetivos de Desenvolvimento Social no Brasil, mostra que o engajamento ainda está longe do esperado
Prof. de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade Federal de Alagoas (Feac/Ufal), diretor presidente, Fundação Alagoana de Amparo à Pesquisa (Fapeal)
Professora associada do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Sociólogo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e professor Emérito, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)