Os dilemas morais de guiar turistas por uma paisagem intocada
Pesquisa acompanhou grupos de entregadores nas mídias sociais por seis anos e revela as dificuldades desses trabalhadores, que ainda carecem de direitos trabalhistas essenciais.
Imagem: Vinícius Soares Pereira / Wikimedia
Pesquisa acompanhou grupos de entregadores nas mídias sociais por seis anos e revela as dificuldades desses trabalhadores, que ainda carecem de direitos trabalhistas essenciais
O Global Justice Report, relatório elaborado por uma coalizão internacional de pesquisadores ligados ao World Inequality Lab, propõe um caminho para enfrentar simultaneamente três dos maiores desafios do século XXI: a emergência climática, a desigualdade extrema e a perda de qualidade de vida. E uma das conclusões mais provocativas do estudo é que trabalhar menos pode ser parte da solução.
Foto: Envato
Relatório elaborado por coalizão internacional de pesquisadores conclui que trabalhar menos pode ser parte da solução minimizar impactos da emergência climática, da desigualdade extrema e da perda de qualidade de vida
Um século depois que a semana de cinco dias ajudou a definir o trabalho moderno, pode haver outro ponto de inflexão no horizonte. Dados mostram que trabalhar menos pode andar de mãos dadas com a manutenção da produtividade.
Imagem ilustrativa de um correpondente estrangeiro em ação numa zona de guerra: profissão que um dia já foi glamourizada e disputada passa por período de esvaziamento e precarização. Jornalistas brasileiros que migraram para o exterior relatam que ganham menos e trabalham mais, num contexto degradante que influencia diretamente a qualidade do que é publicado.
Foto gerada por IA, via Envato
Jornalistas brasileiros que migraram para o exterior ganham menos e trabalham mais, num contexto degradante que influencia diretamente a qualidade do que é publicado
Discussão em torno do assunto ressalta a importância de elaborar leis trabalhistas que abordem as circunstâncias biológicas das mulheres, reconhecendo que, todos os meses, cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo menstruam.
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A licença médica por dores menstruais ainda é tema de debates acalorados
Paradoxo não se explica pela falta de informação ou pelo desinteresse individual, mas pela forma como organizamos o tempo, o trabalho e a vida cotidiana atualmente.
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Paradoxo do sono não se explica pelos hábitos individuais, mas pela forma como organizamos o tempo, o trabalho e a vida cotidiana atual.
Chorar é uma resposta emocional normal e saudável que ninguém deve ser forçado a reprimir, mas quando acontece no trabalho muitas vezes gera desconforto no ambiente e traz consequências negativas para a carreira da pessoa.
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Seja qual for o motivo, chorar é uma resposta emocional normal e saudável que ninguém deve ser forçado a reprimir.
No Brasil, até 2023 o trabalho de cuidado remunerado mobilizava cerca de 25 milhões de pessoas — o equivalente a um quarto da força de trabalho do país. No núcleo mais íntimo, denso e cotidiano desse mercado — o cuidado doméstico, direto e recorrente — predominam de forma marcante as mulheres negras.
Foto: José Carlos Barretta/Folhapress
Estudo da USP, feito em vários países, levantou como diferentes sociedades organizam a oferta de cuidado remunerado e como a pandemia afetou essa ordem, revelando os contornos de um campo de trabalho vital mas historicamente invisibilizado
Até as empresas de tecnologia já começaram a reduzir suas equipes por causa da IA, aproveitando também essas demissões como sinalizações para governos e o mercado. Mais de 95 mil trabalhadores de empresas de tecnologia perderam seus empregos em 2024 nos EUA.
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Setores baseados no conhecimento, como finanças, serviços jurídicos e atendimento ao cliente, já estão eliminando cargos de entrada à medida que a IA automatiza tarefas rotineiras
Com o devido controle, a raiva pode ser direcionada, aumentada e até minimizada.
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Ao pensar no fluxo da raiva, você pode desvendar suas principais dimensões: o caminho e a intensidade. O fluxo está direcionado de forma eficaz? Sua força é apropriada?
O burnout tem consequências graves. Afeta as pessoas de forma diferente, mas mesmo os casos leves, capazes de se prolongar por vários anos, podem levar a uma série de resultados negativos para a saúde. Isso inclui ansiedade e depressão relacionadas, aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, insônia, dores de cabeça e, talvez, o mais alarmante: aumento da mortalidade.
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