A suspensão parcial das atividades do Discord no Brasil não reduziu a atividade total nas redes marginais, pois os usuários simplesmente migraram para outras plataformas.
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Especialista explica por que, na letra fria da lei, a decisão tomada pela ANPD contra a plataforma pode ter excedido as atribuições do órgão e enfraquecido a estabilidade regulatória da proteção de dados no país
Entre médicos em atividade no Brasil e no mundo, o burnout tornou-se uma epidemia. Estudo mostra que tendência atinge mais médicas mulheres. Romper o silêncio, reduzir o estigma, e reconhecer que médicos também adoecem representam passos fundamentais para transformar tragédias frequentemente invisíveis em um problema passível de prevenção e tratamento.
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Intensa competitividade, excesso de carga horária, privação crônica de sono e contato precoce com sofrimento e morte estão entre os fatores que levam a números elevados - e negligenciados - de casos
A universalidade histórica do suicídio sugere que os circuitos neurais que o permitem podem não ser apenas alterações patológicas da neuroquímica cerebral. Eles podem também corresponder a um comportamento evolutivo preservado na espécie e posteriormente deturpado pelos estressores modernos, mesmo contrariando os princípios da evolução.
Para a biologia evolutiva, o suicídio traz um paradoxo intrigante: se a seleção natural favorece a sobrevivência e a reprodução, conforme a teoria de Darwin (1859), por que o cérebro humano manteve mecanismos capazes de permitir que o indivíduo se autodestrua?
Uma meta-análise estimou que 22,3% dos estudantes universitários em todo o mundo apresentam ideação suicida e 3,2% tentam suicídio. Entre estudantes de graduação brasileiros, a prevalência combinada de comportamento suicida é de 9,10%, acompanhada por altas taxas de ansiedade (37,75%) e depressão (28,51%).
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Pesquisa revela que 18,86% dos estudantes universitários que participaram da amostra pensam ou já pensaram em tirar a própria vida. Um dado expressivo que reforça a urgência de olhar com mais atenção para a saúde mental nas universidades
Resultado de uma combinação de fatores que envolve o peso das expectativas, o medo do fracasso, o isolamento, o bullying e a sensação de não pertencimento em um mundo que cobra performance constante, o suicídio hoje é a terceira principal causa de morte de adolescentes entre 10 e 19 anos. Quase 77% ocorrem em países de renda baixa e média.
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O suicídio costuma ser resultado de uma combinação de fatores emocionais, sociais e ambientais: o peso das expectativas, o medo do fracasso, o isolamento, o bullying, ou mesmo a sensação de não pertencimento em um mundo que cobra performance constante
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Professor Titular da Faculdade de Medicina da UFRJ e Cientista do Nosso Estado da Faperj, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Professora Associada no Departamento de Cognição e Desenvolvimento, no Instituto de Psicologia e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social (mestrado e doutorado), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Professora do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)