O DSM-6 tentará integrar a neurobiologia à forma como os médicos diagnosticam e tratam os transtornos psiquiátricos: parte do desafio de encontrar um biomarcador para doenças mentais está na influência significativa do ambiente.
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Apesar dos avanços na neurociência, a biologia subjacente às doenças mentais continua um mistério
Entre médicos em atividade no Brasil e no mundo, o burnout tornou-se uma epidemia. Estudo mostra que tendência atinge mais médicas mulheres. Romper o silêncio, reduzir o estigma, e reconhecer que médicos também adoecem representam passos fundamentais para transformar tragédias frequentemente invisíveis em um problema passível de prevenção e tratamento.
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Intensa competitividade, excesso de carga horária, privação crônica de sono e contato precoce com sofrimento e morte estão entre os fatores que levam a números elevados - e negligenciados - de casos
À medida em que as ferramentas de IA se tornam mais presentes na área da saúde mental, é cada vez mais importante entender onde a tecnologia pode realmente ajudar, e onde estão seus limites.
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À medida que mais pessoas recorrem aos chatbots em busca de apoio, novas pesquisas estão explorando um possível papel da IA na identificação dos primeiros sinais de depressão
No Brasil, a desigualdade socioeconômica, violência urbana, insegurança alimentar e fragilidades educacionais constituem fatores de risco importantes para o adoecimento psíquico.
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Desigualdade socioeconômica, violência urbana, insegurança alimentar e fragilidades educacionais constituem fatores de risco importantes para o adoecimento psíquico, especialmente no Brasil
Da “drapetomania”, o desejo dos escravos de fugir de seus “senhores”, à histeria, e até recentemente a homossexualidade e a alienação parental, rótulos foram desenvolvidos como formas de controle e manipulação para legitimar poder sob o pretexto de uma psiquiatria tendenciosa.
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A drapetomania, a histeria ou a síndrome de alienação parental foram (e algumas continuam sendo) instrumentos de controle baseados em preconceitos e interesses sem fundamento científico.
O estudo “Consultando o ‘Doutor Google’: como a busca digital por informações de saúde influencia a relação médico-paciente” entrevistou 200 pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Cerca de 85% deles buscavam informações sobre sua saúde em buscas online.
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Médico residente no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP revela o que aprendeu ao participar de estudo que levantou as razões que levam pacientes a buscarem informações e tratamentos de saúde por conta própria na internet
Teste do Marshmallow: novo estudo mostra que não há associação entre a escolha por recompensas tardias e desfechos de vida, ou com problemas emocionais ou comportamentais futuros. Crianças que preferiam esperar não se saíram melhor, nem pior. E crianças com TDAH se comportaram de forma muito parecida com as demais na tarefa.
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Estudos mostraram que crianças com TDAH tendem a preferir as recompensas imediatas ao invés das recompensas tardias. O problema é que grande parte desses estudos foi realizada com amostras pequenas, e em contextos muito específicos.
O excesso de estímulos promovido pelas redes sociais funciona como um gatilho que pode deflagrar dependência. Nessas situações, o cérebro passa a pedir cada vez mais recompensas rápidas, o que pode atrapalhar a atenção, o sono e o equilíbrio emocional, afetando o autocontrole e aumentando a ansiedade.
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A distinção entre essas situações não pode se basear somente na quantidade de horas passadas nas redes sociais. Ela exige uma análise criteriosa de profissionais especializados em psicologia e psiquiatria
Há uma nova geração de profissionais trabalhando em serviços com maior conscientização e conhecimento sobre o TDAH. Isso levou à detecção mais precoce e ao diagnóstico de pessoas que, antes, eram negligenciadas, particularmente meninas e mulheres.
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As taxas de diagnóstico de TDAH estão disparando nos países desenvolvidos. Um professor de psiquiatria infantil e adulta explica o motivo.
Às vezes, nossa mente trabalha contra nós. A terapia pode ajudá-lo a entender por que você pensa, sente ou age e lhe dar as habilidades necessárias para pensar, sentir ou agir de forma mais saudável.
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Pode ser difícil saber quando iniciar a terapia quando um problema está em andamento. Saber as perguntas certas a fazer a si mesmo pode ajudar a facilitar a decisão.
Jovem fumando skunk durante um festival de música em Assunção, no Paraguai: resultados mais recentes de um estudo internacional de longa duração mostram que a já constatada associação entre o consumo de maconha por jovens e a ocorrência de sintomas psicóticos varia consideravelmente em razão da “potência psicoativa” da Cannabis utilizada. Especialmente, se o consumo se inicia na adolescência.
Novos resultados de um estudo internacional de longa duração mostra que a já constatada associação entre o consumo de maconha por jovens e a ocorrência de sintomas psicóticos varia consideravelmente em razão da “potência psicoativa” da Cannabis utilizada. Especialmente, se o consumo se inicia na adolescência.
A cantora Pablo Vittar se apresenta na Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, em junho passado: a essência da discussão sobre identidade de gênero está na constatação de que a função dos papéis de gênero pode não ser apenas procriativa, e que o exercício da sexualidade possa subverter e transcender a lógica da dimensão biológica do ser.
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Assim como não é possível afirmar que o sexo biológico determina a identidade de gênero, também ainda não é possível afirmar que ambos sejam fenômenos dissociados.
A Calixcoca, vacina criada no Brasil em fase final de estudos, contribui para a redução da compulsão pelo uso de drogas e poderá ser uma importante ferramenta no pacote de tratamentos contra a dependência - que inclui ainda o acompanhamento psiquiátrico, psicológico, de assistência social e ajuda da família.
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Presidente da Academia Nacional de Medicina, Professor Titular da Faculdade de Medicina da UFRJ e Cientista do Nosso Estado da Faperj, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Professora do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria (IPUB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)