Estudos de neurociência, psicologia social e comunicação comprovam que o uso do nome próprio faz com que nosso cérebro reaja de forma única, com efeitos que podem transformar radicalmente a interação interpessoal.
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Ouvir alguém pronunciar o nosso próprio nome desencadeia reações neurológicas e psicológicas comprovadas pela Ciência
à resposta à pergunta acima deveria ser: a todos. Mas desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, vestir a camisa amarela da seleção brasileira ou sair às ruas coma bandeira nacional tornou-se equivalente a declarar posição ideológica alinhada a um grupo que, na prática, usa estes símbolos para legitimar projetos de poder político e eleitoral.
Às vésperas de mais uma campanha eleitoral, grupos políticos antagoônicos voltam a reivindicar para si as cores da bandeira brasileira
Pesquisa da PUC-Rio com jovens mulheres mostra como a ausência paterna pode afetar autoestima, vínculos afetivos e a forma de lidar com rejeições ao longo da vida - mas também aponta caminhos de elaboração e transformação.
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Levantamento da PUC-Rio com jovens mulheres mostra como a ausência paterna pode afetar autoestima e vínculos afetivos - mas também aponta caminhos de elaboração e transformação
Campanha contra sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Brasília: criminalidade organizada impõe ao país um custo anual equivalente a 4,2% do PIB, apenas em impactos sobre o setor privado. Em valores absolutos, isso equivale a mais de R$ 450 bilhões.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Robson Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Extorsão, lavagem de dinheiro, concorrência desleal e roubo de cargas custam ao setor privado mais de R$ 450 bilhões por ano. O problema transcende as fronteiras do país
Cartazes com o rosto de Elon Musk (em primeiro plano), Donald Trump e o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, caracterizados de oficiais da Alemanha hitlerista durante um protesto em Nova York: com a revolução digital, a lógica autoritária de exclusão da crítica e de centralização da palavra não desapareceu. Apenas trocou de roupa.
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Você já ouviu falar em tecnofascismo? O termo descreve uma forma contemporânea de dominação que opera por meio de plataformas e algoritmos. No Brasil, esse processo se intensifica ao se articular com racismo, patriarcalismo e heranças escravistas
Bolsonaristas em manifestação nas ruas: estudos procuram entender se o fenômeno se consolidou ou não como um movimento de extrema direita no Brasil, e trazer pistas sobre se o projeto político associado a Jair Bolsonaro tem forças para sobreviver às suas próprias derrotas eleitorais e na Justiça.
Pesquisadores de Ciência Política procuram entender se o bolsonarismo se consolidou ou não como um movimento de extrema direita no Brasil, e trazer pistas sobre se o projeto político associado a Bolsonaro tem forças para sobreviver às suas próprias derrotas eleitorais
Imagem ilustrativa de um correpondente estrangeiro em ação numa zona de guerra: profissão que um dia já foi glamourizada e disputada passa por período de esvaziamento e precarização. Jornalistas brasileiros que migraram para o exterior relatam que ganham menos e trabalham mais, num contexto degradante que influencia diretamente a qualidade do que é publicado.
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Jornalistas brasileiros que migraram para o exterior ganham menos e trabalham mais, num contexto degradante que influencia diretamente a qualidade do que é publicado
Red pill, black pill, Incel… Termos que designam o comportamento de grupos de homens extremistas que odeiam mulheres se normalizam nas redes digitais e ajudam a atrair cada vez mais jovens para comportamentos misóginos radicais, expondo ainda mais estas mulheres à violência de gênero.
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É preciso impedir que a radicalização misógina, surgida inicialmente às margens do machismo hegemônico preexistente, torne-se uma nova norma massificada para a banalização da violência contra as mulheres no Brasil
O macaquinho Punch abraça seu orangotango de pelúcia: situação de abandono e cativeiro apela a um senso universal de justiça que o ambiente digital transforma em um produto de consumo estético seguro.
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Punch se apresenta como o veículo ideal para o que a ciência denomina de “contágio moral”, em que sua situação de abandono e cativeiro apela a um senso universal de justiça
Sem interpretações: quando há violência deliberada, tortura ou morte gratuita, pouco importa se a vítima é um cão, um gato, um boi ou um animal silvestre. A reprovabilidade deve ser a mesma.
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Erika Bechara, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Legislação brasileira admite a utilização de animais e, em alguns casos, a sua morte. Mas repudia os maus-tratos e não tolera atividades que gerem dor e sofrimento sem estarem fundamentadas em uma necessidade coletiva
Casos recentes de esgoto lançado nas praias da orla misturado à drenagem pluvial são exemplos da contradição entre o marketing sobre o crescimento do turismo na cidade e a poluição ambiental e visual que este aumento desordenado está gerando.
Foto: Prefeitura de João Pessoa
Receitas geradas pelo turismo de massa na cidade não retornam sob a forma de investimentos em saneamento, lixo, mobilidade, preservação ambiental e infraestrutura urbana
O estigma contra a sexta-feira 13 provavelmente vem da fusão de duas superstições diferentes. Na tradição cristã, a morte de Jesus ocorreu em uma sexta-feira, após a presença de 13 pessoas na Última Ceia. Na lenda teutônica, o deus Loki aparece em um jantar para 12 deuses, tornando-se o 13º excluído da mesa e levando à morte de outro convidado.
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A superstição diz que sexta-feira 13 é um dia para ficar na cama e evitar riscos. Mas isso é tudo coisa da nossa cabeça
A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl ofuscou o jogo e atraiu a atenção do mundo para a autencidade da cultura dos povos das Américas Central, do Norte e do Sul, e dos imigrantes dessas regiões que vivem nos EUA.
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Ruben Interian, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Uma reflexão sobre o poder dos algoritmos, os vieses das plataformas, o protagonismo crescente da IA, e os desafios da regulação das redes sociais
Além de mostrar privilégios luxuosos, livro revela como as pessoas que ocupam posições de poder percebem seu papel e atuam para influenciar os rumos do país.
Imagem gerada por Meta AI.
Matias López, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Diego Portales University; Débora Thomé, Fundação Getulio Vargas (FGV); Graziella Moraes Silva, Graduate Institute – Institut de hautes études internationales et du développement (IHEID), and Talita Tanscheit, PUC-Rio
Além de mostrar privilégios luxuosos, livro revela como as pessoas que ocupam posições de poder percebem seu papel e atuam para influenciar os rumos do país.
A maioria dos casamentos polígamos são “poligínicos”, uma união entre um marido e várias esposas.
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Histórias simplistas sobre os perigos da poligamia podem ser convincentes e intuitivas, mas novas pesquisas sugerem que alguns argumentos sobre seus malefícios não se sustentam.
Cena da novela Vale Tudo, em que Ana Clara (Samantha Jones) casa-se com Leonardo (Guilherme Magon), uma pessoa com deficiência física e cognitiva, adquirida após um acidente. Novela traz à luz mudanças recentes na legislação que flexibilizam e tornam possível o casamento com alguém que não tenha plena capacidade de tomar decisões autônomas.
Imagem: Divulgação / TV Globo
Como assegurar o direito de pessoas com deficiência de construir família e, ao mesmo tempo, garantir o consentimento válido no casamento?
Uma praça da PM do Rio de Janeiro em ação nas ruas da capital: estudo da Faperj, ainda em andamento, demonstra que a questão do racismo não é ignorada pelos policiais militares, mas muitas vezes é despida de suas complexidades sociais e históricas - e se manifesta também entre eles, associada a casos de assédio moral e sexual dentro dos batalhões.
Imagem: ASCOM / PMERJ
Estudo da Faperj, ainda em andamento, demonstra que a questão do racismo não é ignorada pelos policiais, mas é despida de suas complexidades - e se manifesta também entre eles, muitas vezes associada a assédio moral e sexual
Corrida ao fundo do poço: o controle cada vez maior e danoso das redes sociais sobre o comportamento humano é culpa das pessoas ou dos algoritmos? A verdade está em algum lugar mais complexo, no meio do caminho.
Ilustração: Envato Labs
A radicalização induzida pelos algoritmos já faz a vida digital controlar a vida real. A retomada do controle dos nossos territórios existenciais é essencial para construir infraestruturas digitais capazes de proteger as democracias de decisões inimputáveis de Big Techs e seus aliados autocráticos
Herbert de Souza, o Betinho, um dos criadores do Ibase, durante a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, em 1993: de raízes católicas, a assistência social passou por fases de ideal político e burocratização, até se profissionalizar. Hoje, para se manter laica e universal, depende da capacidade da sociedade de preservar sua autonomia frente a pressões morais, políticas e econômicas da atualidade.
Foto: Luciana Whitaker/ Arquivo Folhapress
De raízes católicas, a assistência social passou pelo ideal político e pela burocratização até se profissionalizar. Agora, para se manter laica e universal, depende da capacidade da sociedade de preservar autonomia frente a pressões morais, políticas e econômicas da atualidade
Pesquisadora principal do Laboratório de Estratégia, Governança e Filantropia para Transições Sustentáveis, Instituto Pensi/Fundação José Luiz Setúbal (FJLS)
Antropólogo, doutor em ciências sociais e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência (LAV-UERJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Assistente de pesquisa e membro do Grupo de Ensino e Pesquisa em Sociologia, Estado e Movimentos Sociais (Gepsem), Universidade Federal da Paraíba (UFPB)