Articles on Antropologia

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Harrison Ford em “Os Caçadores da Arca Perdida”: embora personagem seja o mais conhecido atualmente, associação da arqueologia com uma vida de aventuras remonta às explorações coloniais do século XIX, quando o passado era tratado menos como conhecimento e mais como saque. Landmark Media

Por que ‘Indiana Jones’ é a melhor e pior coisa que já aconteceu à arqueologia

A ideia da arqueologia como aventura é anterior à própria disciplina
Pode parecer uma questão semântica abstrata, mas quando os nomes dos gêneros não refletem relações evolutivas reais, eles podem obscurecer padrões de descendência, exagerar as diferenças entre grupos e reforçar o pensamento ultrapassado de “primitivo versus avançado”. Ian Towle

Por que talvez seja hora de repensar a árvore genealógica humana

A forma como classificamos os ancestrais da Humanidade é uma bagunça, mas há uma solução simples para isso
No centenário do filósofo francês, colóquio na UFRJ reúne pesquisadores do mundo inteiro para discutir a atualidade de uma obra que transformou nossa maneira de pensar o poder, a verdade e a produção dos sujeitos. Foto: Christian Taillandier / Camera Press

Michel Foucault, cem anos depois: pensar o presente a partir do Rio de Janeiro

No centenário do filósofo francês, colóquio na UFRJ reúne pesquisadores do mundo inteiro para discutir a atualidade de uma obra que transformou nossa maneira de pensar o poder, a verdade e a produção dos sujeitos
O grande crânio de Harbin, da China, foi associado aos denisovanos por meio de análises de DNA e proteínas antigas: ossos da perna atribuídos a dois integrantes da espécie antiga de humanos indicam eles tinham de 1,8 a 1,9 metro, mas Inferir a altura como uma característica da espécie com base em apenas dois indivíduos é precipitado. Fu et al. (2025)

Os denisovanos eram altos em comparação com outros humanos antigos? Devemos ser céticos

Dois ossos da perna de denisovanos encontrados em Taiwan pertenciam a indivíduos altos, mas ainda não podemos generalizar esta inferência para toda a espécie
Nossos narizes realizam funções que vão muito além de simplesmente nos permitir respirar e cheirar: separação funcional entre nariz e laringe criou um sistema ideal para modular sons complexos e contrastantes, entre os quais vogais claramente diferenciadas. Umesh Jayasekara/Shutterstock

Por que os macacos nunca poderão falar como os humanos: uma questão de narizes

Nosso nariz não tem esse formato por mero capricho e permite que nossa voz seja mais clara e mais grave do que a de qualquer outro primata
Cacique da aldeia Tekoa Mboy-Ty ministra aula de guarani em Camboinhas, região oceânica de Niterói, no Rio de Janeiro: além da presença marcante na geografia urbana e na cultura cotidiana de cidades do Estado de São Paulo, a língua se espalha pelo Brasil, mostra-se cada vez mais viva e justifica demanda por reconhecimento oficial. Foto de Rafael Andrade/Folhapress

Vozes indígenas: língua guarani vive e busca reconhecimento como patrimônio imaterial

A relação entre língua e território - que é especialmente marcante no Estado de São Paulo mas também está presente em diversas regiões do Brasil - é um dos argumentos mais fortes para o esforço de reconhecimento patrimonial do guarani
O presidente Lula ao lado de lideranças de diversas etnias durante a assinatura da criação da Universidade Federal Indígena: demanda de décadas dos povos originários, a instituição irá produzir ensino, pesquisa e extensão voltados ao fortalecimento cultural dos povos indígenas, à valorização de suas línguas, à gestão territorial e ambiental de seus territórios e à promoção dos projetos indígenas de bem-viver. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Criação da Universidade Federal Indígena transforma uma demanda histórica em política pública

la irá produzir ensino, pesquisa e extensão voltados ao fortalecimento cultural dos povos indígenas, à valorização de suas línguas, à gestão territorial e ambiental de seus territórios e à promoção dos projetos indígenas de bem-viver.
Ratos, camundongos e outros roedores são frequentemente considerados pragas: descoberta de que animais eram portadores da Peste Negra que se espalhou pela Europa no século XIV deu origem a uma das primeiras profissões relacionadas ao controle de pragas: o caçador de ratos. Prot Tachapanit/iStock via Getty Images Plus

Questões culturais e de conveniência determinam quais animais são considerados ‘pragas’

Chamar um animal de “praga” pode, às vezes, causar mais danos às pessoas do que o próprio animal
Maior das chamadas “pedras azuis”, com características diferentes da geologia local do monumento pré-histórico, a Pedra do Altar teria feito parte de sua viagem de centenas de quilômetros carregada por uma geleira durante a última Era do Gelo. muratart/Shutterstock

Novo estudo sugere como rocha de seis toneladas foi transportada desde a Escócia até Stonehenge há milhares de anos

O monumento megalítico de Stonehenge vem cativando a imaginação popular há várias gerações
O esqueleto fossilizado de Lucy em exposição no Museu de História Natural de Abu Dhabi: viagem faz parte de mudança de modelo em que cada vez mais as nações africanas estão assumindo o controle sobre seu patrimônio cultural e científico. Marc McAlester / Natural History Museum Abu Dhabi

Os bastidores de uma nova jornada fantástica de “Lucy”, 3 milhões de anos depois de andar ereta pela África

Mais do que qualquer outro parente ancestral dos humanos modernos, o fóssil de Lucy nos desafia a refletir profundamente sobre o que significa ser humano.
Pesquisa acompanhou grupos de entregadores nas mídias sociais por seis anos e revela as dificuldades desses trabalhadores, que ainda carecem de direitos trabalhistas essenciais. Imagem: Vinícius Soares Pereira / Wikimedia

No ‘corre’ para sobreviver: a realidade dos entregadores de aplicativos no Brasil

Pesquisa acompanhou grupos de entregadores nas mídias sociais por seis anos e revela as dificuldades desses trabalhadores, que ainda carecem de direitos trabalhistas essenciais
O racismo no futebol já se manifestou de inúmeras maneiras. Primeiro, como rejeição e exclusão, depois como um elemento depreciativo de capacidades físicas, estratégicas ou emocionais. Hoje o cenário é outro, mas ainda há muito o que se evoluir para uma igualdade real, duradoura e não apenas resstrita aos grandes nomes do esporte. Imagem gerada por IA/ChatGPT

Copa do Mundo, futebol brasileiro e letramento racial: uma experiência necessária

No Brasil, aprender sobre as relações raciais a partir da história do nosso esporte mais popular é uma grande oportunidade para o reconhecimento não só das nossas capacidades no campo de jogo
Retrato de uma mucama do Rio de Janeiro, em fotografia de Revert Henry Klumb, de 1860: apesar de serem invisibilizadas como protagonistas na nossa história literária, as trabalhadoras domésticas sempre figuraram em descrições de espancamento por patrões. Há exemplos em obras de Machado de Assis do poeta Jorge de Lima, entre outros. Mas essa invisibilidade começa a ser combatida pela literatura contemporânea. Coleção Ruy Souza e Silva, Museu Afro Brasil

‘Cadê o ouro que você roubou?’: tortura de patroa em empregada no Maranhão reflete realidade que literatura espelha há séculos

Apesar de serem praticamente invisibilizadas na nossa história literária, as trabalhadoras domésticas sempre figuraram em descrições de espancamento por patrões
O desaparecimento de povos indígenas e a degradação dos biomas não são processos separados, mas profundamente interligados. Foto: Rômulo de Paula

Retomada de terras indígenas pode restaurar a memória biocultural de diversos biomas

Expulsão de povos indígenas de seus respectivos territórios gera degradação ambiental e dos conhecimentos ancestrais.Mas reverter esse processo é possível, com benefícios sociais e ambientais
Mulheres negras escravizadas no Brasil, em daguerreótipos feitos no século 19: há algum tempo, a historiografia brasileira evidencia o protagonismo das mulheres negras, que de diferentes maneiras, resistiram à escravidão. Imagens: Biblioteca Nacional

Projetos de liberdade: pesquisas recuperam trajetória de famílias de mães escravizadas

Há algum tempo, a historiografia brasileira evidencia o protagonismo das mulheres negras que, de diferentes maneiras, resistiram à escravidão
Indígena isolado Kawahiva do Rio Pardo, filmado pelo sertanista Jair Candor, em uma expedição da Funai, em 2011: o isolamento não é causado por uma suposta ignorância em relação à nossa “civilização” - trata-se de uma escolha.

Quem são e como vivem os povos indígenas isolados do Brasil ‑ e por que é importante protegê‑los

Ao contrário do que muitos pensam, eles não são povos que “desconhecem” a nossa sociedade: apenas optaram por recusar esse contato em decorrência de experiências traumáticas do passado, como epidemias e massacres
Num mundo muitas vezes descrito como “líquido”, de laços mais frágeis, trajetórias de vida menos lineares, referências filosóficas e religiosas mais diluídas e uma sensação de incerteza que se tornou quase estrutural, uma tatuagem pode funcionar como uma resposta a uma crise de significado. Rawpixel.com/Shutterstock

Por que nos tatuamos?

Em uma era marcada pela instantaneidade e modismos passageiros, optamos por fixar algo “para sempre” em nossa pele: razões históricas, sociológicas e psicológicas explicam esse comportamento
Datação com urânio de estênceis de mãos encontrados em parede de caverna indica que um deles foi feito há 67,8 mil anos atrás e é mais de 30 mil anos mais antigo que as mais antigas artes rupestres já encontradas em cavernas na Europa. Supplied

Arte rupestre mais antiga da Humanidade descoberta na Ilha de Sulawesi, na Indonésia

Pessoas já criavam arte rupestre na Indonésia há 67.800 anos, antes mesmo de os humanos modernos chegarem à Austrália.
Falar em restituição não se trata de recuperar um passado perdido, que não pode ser restaurado, mas de criar novos futuros baseados na justiça, dignidade e respeito para comunidades em todo o mundo que ainda vivem com o legado da expropriação colonial. Albert~nlwiki / Wikimedia Commons

“Repatriação” ou “restituição”? A importância da palavra na devolução de artefatos africanos pilhados no período colonial

Distinção não é questão acadêmica: repatriação dá ênfase a quem devolve, enquanto restituição muda foco para quem reivindica, afirma seus direitos e exige justiça.

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