A mitigação atua diretamente sobre as causas do aquecimento global. A adaptação, por sua vez, atua sobre os efeitos já observados ou inevitáveis das mudanças climáticas.
Foto: Portal Amazônia
Qualquer rápida pesquisa sobre mudanças climáticas leva a esses dois termos recorrentes. Mas é preciso entender a diferença entre eles
A zona portuária de Porto Alegre inundada pelas águas do Rio Guaíba, nas enchentes de 2024: estudos estimam que o Brasil já perde mais de R$ 110 bilhões do PIB por ano devido a desastres climáticos. São recursos que poderiam financiar ações em saúde, educação, transporte, dentre outras. As verbas emergenciais em resposta a desastres, como no caso do Rio Grande do Sul, foram quase dez vezes superiores aos investimentos em prevenção e preparação.
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Em ano eleitoral, população precisa escolher lideranças levando em consideração propostas de planos, programas e projetos de curto, médio e longo prazo que integrem a perspectiva climática à sua realidade local
Moradores da cidade de Humaitá, no Amazonas, atravessam o leito do Rio Madeira, um dos maipores afluentes do Amazonas, inteiramente seco, durante a seca de 2024: nova plataforma Adapta Brasil, desenvolvida no INPE produz o retrato da situação e dos riscos de cada um dos 5.570 municípios brasileiros, sempre a partir da lente climática.
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Jean Ometto, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
Plataforma desenvolvida no INPE produz o retrato da situação e dos riscos de cada um dos 5.570 municípios brasileiros, sempre a partir da lente climática
Uma amostra da diversidade de participantes da COP 30: fora das salas de conferência plenárias, governos subnacionais, líderes indígenas e de movimentos sociais não esperaram declarações grandiosas e mostraram conquistas obtidas com muito esforço.
Hermes Caruzo/COP30
Instituição que reúne governos de municípios, estados, províncias e regiões de todo mundo mostra a força nas ações enquanto delegações de países discutem linguagem e mecanismos vinculativos
Trecho da Volta Grande do Xingu, na Terra Indígena Paquiçamba, próximo da barragem de Belo Monte: a construção da hidrelétrica e a consequente redução do volume de água nesse trecho do rio impactaram gravemente o meio ambiente a o modo de vida das populações tradicionais localizadas nessa região.
Foto: Lalo de Almeida / Folhapress
Investimentos em mitigação climática às vezes acabam produzindo efeitos adversos sobre as populações amazônicas. A sustentabilidade local não pode ser alcançada através de mecanismos de mercado que excluam os povos que criaram e mantiveram a diversidade ecológica regional
Programas de habitação de emergência, subsídios para agricultura familiar, seguros contra desastres naturais e investimentos na resiliência da infraestrutura de proteção contra cheias estão entre as medidas possíveis e urgentes que poderão minimizar os impactos de futuras inundações.
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Políticas públicas de mitigação e remediação podem minimizar os impactos das mudanças climáticas no sul e outras regiões vulneráveis do país
Declínio do setor agrícola provavelmente levará mais pessoas à pobreza extrema em um continente já muito atingido pela miséria, a não ser que medidas de adaptação e mitigação sejam tomadas com urgência
Thanumporn Thongkongkaew/GettyImages
Um novo estudo revela que a África sofrerá com escassez de alimentos e água, além de perda maciça de empregos na agricultura, a menos que medidas de mitigação sejam implementadas agora
Furacão Otis, que atingiu o México em outubro de 2023, deixando um saldo de 50 e 30 desaparecidos, é um dos exemplos de eventos climáticos extremos que se tornarão mais frequentes e severos no continente.
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Os efeitos ambientais das mudanças climáticas estão se espalhando pelas Américas, afetando os direitos das pessoas e colocando em risco as gerações futuras