Moradores da cidade de Humaitá, no Amazonas, atravessam o leito do Rio Madeira, um dos maipores afluentes do Amazonas, inteiramente seco, durante a seca de 2024: nova plataforma Adapta Brasil, desenvolvida no INPE produz o retrato da situação e dos riscos de cada um dos 5.570 municípios brasileiros, sempre a partir da lente climática.
AP Photo/Edmar Barros
Jean Ometto, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
Plataforma desenvolvida no INPE produz o retrato da situação e dos riscos de cada um dos 5.570 municípios brasileiros, sempre a partir da lente climática
Telhados e paredes verdes em Barcelona colaboram com a infiltração da água da chuva e melhoria do conforto térmico.
Foto: Acervo pessoal
Corredores ecológicos, telhados verdes, sombreamento, pavimentos permeáveis e refúgios climáticos são algumas das adaptações adotadas por cidades espanholas que poderiam servir de exemplo para as cidades brasileiras
As previsões meteorológicas ajudam os agricultores a determinar quando e o quê plantar, onde usar fertilizantes e muito mais, decisões que podem ser melhor informadas com modelos baseados em inteligência artificial.
Maitreya Shah/Studio India
Modelos de IA podem fornecer previsões localizadas de forma mais rápida e barata do que os modelos tradicionais. O desafio é levar essa tecnologia para onde ela é necessária.
Apesar de seu potencial de mobilização, é preciso reconhecer que a COP da Amazônia, assim como todas as anteriores, terá seus limites de influência, dizem os pesquisadores do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Não se deve esperar que a conferência resolva todos os impasses ou execute consensos globais de forma imediata.
Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República
Lincoln Muniz Alves, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima and Inamara Mélo, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Respostas pontuais a desastres, após sua ocorrência, são insuficientes diante da intensificação dos riscos climáticos. É preciso, portanto, investir em soluções de longo prazo
Faca de dois gumes: a geoengenharia pode lançar na atmosfera partículas que bloqueiam parte da radiação solar e minimizam o aquecimento global. Mas também pode estimular a manutenção do uso de combustíveis fósseis.
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Geoengenharia pode garantir a segurança das gerações futuras; mas pode também ser um pretexto para continuarmos a explorar e consumir combustíveis fósseis
No momento, a grande maioria dos 5.570 municípios brasileiros não tem qualquer plano de adaptação para impactos provocados por eventos climáticos extremos.
AP Photo/Andre Penner
Para o vice-presidente do SBPC e professor de Física da USP Paulo Artaxo a tragédia no Rio Grande do Sul deve ser encarada como aprendizado para não errarmos de novo no próximo evento climático extremo, que certamente virá.
Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)