Responda rápido: essa foto mostra um Nicolás Maduro capturado, preso, deposto, extraditado ou sequestrado? A resposta pode depender do alinhamento político ou ideológico de quem a descreve, e achar o termo mais correto só não é tão difícil quanto saber o que esperar do “julgamento” de alguém acusado sem provas, detido por forças estrangeiras e transportado com vendas nos olhos para comparecer perante o juízo de um país que, segundo a própria ONU, o Papa e até o jornal The New York Times, agiu de forma ilegal e imprudente.
Imagem: Truth Social/@realDonaldTrump/Reprodução
A escolha da palavra diz muito sobre o alinhamento de um determinado veículo de imprensa com determinadas narrativas ou ideologias
Uma cerimônia fúnebre é realizada no pátio do Hospital Nasser, em Gaza, após a morte de cinco jornalistas esta semana. Com as restrições israelenses à mídia estrangeira para entrar em Gaza, os jornalistas palestinos locais são as únicas pessoas que podem testemunhar a morte e a destruição que estão ocorrendo. De fato, quase todos os quase 200 jornalistas mortos desde 7 de outubro de 2023 eram palestinos.
Abed Rahim Khatib/Anadolu via Getty Images
Desde outubro de 2023, os ataques israelenses em Gaza mataram quase 200 jornalistas. Mas o direcionamento da mídia é anterior ao conflito atual.
O ditador Viktor Orbán, com seu slogan “Make Europe Great Again”, e o presidente dos EUA Donald Trump: governo da terra da democracia está aplicando cada vez mais os ensinamentos do manual de autocracia do presidente da Hungria que se perpetua há 15 anos no poder.
Fotos de Paul White e Evan Vucci (AP Photo)
Como a supressão da liberdade de expressão e o amordaçamento da imprensa, estratégias autoritárias de controle social típicas do ditador húngaro Viktor Orbán, estão sendo aplicadas de forma semelhante pelo governo Trump
Mulheres protestam contra feminicídio nas ruas do Rio: Pesquisa sobre o comportamento da mídia em casos de violência contra a mulher indica que muitas vezes o histórico de violência anterior do perpretador e a situação das mulheres após o crime são omitidos, e o termo “feminicídio” é pouco usado.
AP Photo/Leo Correa
Dar voz às vítimas de violência, abordar os casos sob ótica dos direitos humanos e evitar ênfase à defesa do agressor são alguns dos cuidados a serem tomados pela imprensa na cobertura de casos de feminicídio