Lula e Xi Jinping, durante última visita do presidente brasileiro à Pequim: China não é apenas um dos principais destinos das exportações brasileiras, mas também um ator relevante nos investimentos produtivos no país. Entre 2007 e 2022, eles totalizaram US$ 71,6 bilhões, distribuídos em cerca de 235 projetos em setores variados.
Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República
Nas últimas décadas, o Brasil atraiu cerca de 48% dos investimentos chineses na América do Sul
Com a validação do acordo comercial e expectativa de assinatura do texto final em dezembro, acordo UE–Mercosul deixa de ser apenas um tratado comercial para se tornar uma resposta estratégica ao ambiente internacional hostil criado pela nova postura tarifária de Donald Trump, redirecionando exportações para um novo mercado transatlântico mais previsível.
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O Acordo UE–Mercosul deixa de ser apenas um tratado comercial para se tornar uma resposta estratégica a um ambiente internacional mais hostil, redirecionando exportações para um novo mercado transatlântico mais previsível
Falácia comercial, protecionismo disfarçado, reação geoeconômica, tentativa de enfraquecer o BRICS e ataque à democracia brasileira estão entre as possíveis intenções do pacote de ataques ao Brasil representado pelo tarifaço americano.
AP Photo/Jacquelyn Martin
Euzébio de Sousa, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Falácia comercial, protecionismo disfarçado,
reação geoeconômica, tentativa de enfraquecer o BRICS e ataque à democracia brasileira estão entre as intenções do pacote de ataques ao Brasil representado pelo tarifaço americano
Donald Trump e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, durante o encontro de cúpula que marcou a imposição dos EUA contra a manutenção dos impostos globais das multinacionais. Cada vez mais, Trump faz uso de sua posição dominante na economia mundial e de seu poder de retaliação comercial para conseguir o que quer.
Brasil perde a capacidade de tributar integralmente os lucros de grandes multinacionais americanas atuantes no território nacional, privando o Estado de receitas importantes para saúde, educação e infraestrutura.
Fábrica de veículos elétricos da BYD em construção em Camaçari, na Bahia: Com infraestrutura logística em expansão e acordos bilaterais em andamento, o Brasil pode consolidar-se como um destino estratégico para a relocalização de plantas industriais.
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Pragmatismo, coragem diplomática e inteligência estratégica brasileira podem finalmente convergir para abrir um novo ciclo de liderança sul-americana com alcance global
Agressividade renovada: desde que assumiu, Trump vem anunciando diariamente rajadas de medidas agressivas e unilaterais, tanto em nível nacional quanto internacional, colocando pressão em toda geopolítica mundial rumo a um novo arranjo de esferas de influência.
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Ameaças de tarifas e sanções já emergiram como instrumentos preferenciais dos EUA para o exercício do poder frente a países considerados menores ou menos ameaçadores - como Brasil, México, Colômbia e seus vizinhos