Efeito Bukele: o caso do presidente El Salvador tornou-se a referência global dessa estratégia de exploração do medo como alavanca de poder.
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O medo é real e as pessoas têm medo. A questão é quem se beneficia politicamente quando o Estado falha em resolvê-lo — e a que custo para a democrácia
Resultado das eleições colombianas evidencia uma América do Sul mais polarizada, atravessada por redes conservadoras transnacionais e convertida em campo vital de disputa entre grandes potências. A eleição brasileira de 2026 será, portanto, também uma disputa sobre o lugar do Brasil no mundo e sobre o grau de autonomia que o país conseguirá preservar.
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Resultado revela a consolidação de uma nova fase da política externa sulamericana: mais polarizada, mais permeável ao trumpismo e mais exposta à disputa entre Estados Unidos e China
O ultradireitista Abelardo de la Espriella discursa após vitória no primeiro turno das eleições presidenciais: advogado penalista de 47 anos, De la Espriella ficou famoso na Colômbia por defender paramilitares e figuras ligadas ao tráfico de drogas, e construiu sua campanha como uma estratégia que inclui palavrões em discursos, roupas militares e frases de efeito que viralizam nas redes sociais.
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Eleição colombiana mostra que a disputa no continente não é apenas entre esquerda e direita — é também entre modelos diferentes de poder, segurança e relação com a democracia
Símbolo da intervenção: a polêmica foto do pré-candidato Flávio Bolsonaro, seu irmão e o neto do general João Figueirdo, alegamente feita ao lado de Donald Trump na Casa Branca.
Quanto mais Flavio busca apoio nos EUA, mais reforça a narrativa de soberania do governo Lula. Mas se o governo não apresentar resultados concretos na segurança pública, a extrema direita transnacional terá um terreno fértil para influenciar a disputa presidencial
Escolhas linguísticas e o tom petulante de Pete Hegseth refletem visão da mídia de extrema direita de que vencer é o único objetivo, e a guerra não passa de um jogo, um teste de força masculina.
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Por que o secretário de Defesa Pete Hegseth se vangloria e se regozija em suas declarações sobre a guerra com o Irã? No mundo da mídia MAGA, a guerra é um jogo, um teste de fortaleza masculina.
Nayib Bukele e Javier Milei, durante cerimônia na Casa Rosada, ano passado: considerados hoje os dois maiores líderes da direita radical na América Latina, os presidentes de El Salvador e da Argentina sofrem um revés com a derrocada do ex-presidente brasileiro e o provável enfraquecimento do bolsonarismo no país.
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André Araujo, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Um dos poucos países que conseguiu reverter a onda recente de autocratização, Brasil abre precedentes para que outros países que passem por situações semelhantes tenham condições de responder com as ferramentas democráticas e evitar novos golpes e desvios
Manifestantes destroem um carro da Tesla, fábrica de automóveis elétricos do magnata Elon Musk, que também é dono da rede social X, consultor do governo Trump e um dos mais poderosos defensores desregulamentação das redes sociais baseada no argumento de que qualquer forma de controle sobre elas é censura.
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Defensores da desregulamentação, liderados pelas bilionárias Big Techs, propagam a falsa ideia de que controlar as redes sociais é censura, e usam conceitos falsos de liberdade para ampliar lucros
Em Buenos Aires, um boneco de Javier Milei foi levado por ativistas para uma manifestação contra o governo em frente à Casa Rosada nesta segunda-feira, 24 de março, dia em que a Argentina relembrou os 49 anos do início de um período de exceção que mergulhou o país numa crise econômica da qual até hoje parece não ter saído. E que parece se agravar com o governo de austeridade extrema do atual presidente.
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Descontentamento da população, especialmente com relação a aposentadorias e dívida externa, poderá agravar cenário social do país, com implicações no comércio bilateral e na estabilidade regional
Elon Musk agradece aos eleitores de Trump com a sua versão de uma suposta “saudação romana”: gesto nunca existiu na Roma Antiga, mas sim na Itália fascista de Benito Mussolini.
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Quando Elon Musk fez um gesto que muitos viram como um gesto fascista, seus apoiadores afirmaram que se tratava de uma saudação romana. Mas isso não é verdade.
Apesar da vitória do bloco de esquerda nas eleições parlamentares, Macron tomou uma decisão controversa e sem precedentes: escolheu um representante da direita dura para ser seu primeiro-ministro, provocando inquietação.
Apesar da vitória do bloco de esquerda nas eleições parlamentares, Macron tomou uma decisão controversa e sem precedentes: escolheu um representante da direita dura para ser seu primeiro-ministro, provocando inquietação.
A líder de extrema direita Marine Le Pen sorri após conhecer as projeções para o resultado do primeiro turno na França: a sólida liderança adquirida pelo seu partido Reagrupamento Nacional (RN) mergulha a França num período de incertezas políticas.
Thibault Camus/AP
Os partidos de esquerda e de centro agora tentarão se unir em torno dos candidatos uns dos outros para impedir que o extremista Reagrupamento Nacional obtenha uma maioria absoluta no parlamento
Manifestante usa máscara com as imagens de Javier Milei e do ditador Jorge Rafael Videla, responsável pelos 30.400 desaparecidos da ditadura Argentina dos anos 70-80.
Reuters/Folhapress
Em três meses de governo, persidente Argentino de extrema-direita segue fiel ao estilo histriônico e agressivo que caracteriza sua vida pública e que tem sido responsável pelas dificuldades de articulação política que vêm impondo reveses ao presidente e reforçam risco de novos arroubos antidemocráticos
Ao lado de conceitos como “ideologia de gênero”, termo é usado como desqualificador no âmbito da reação antifeminista de grupos conservadores, fenômeno recorrente sempre que as mulheres avançam em direção à igualdade, motivado por um senso de vingança ou desejo de manter o status quoCkyBe/Shutterstock
Há uma crescente reação antifeminista em resposta aos avanços na igualdade de gênero, que toma a forma de campanhas antigênero nas quais o termo “feminazi” é usado para desacreditar o feminismo