A cor que acreditamos perceber e o efeito fisiológico da luz não são exatamente a mesma coisa: enquanto nosso cérebro decide se algo é azul, verde ou vermelho, outros circuitos tentam responder se é dia ou é noite.
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Enquanto nosso cérebro decide se algo é azul, verde ou vermelho, outros circuitos tentam responder a uma pergunta muito mais básica: é dia ou é noite?
Uma obra em Vantablack do artista Anish Kapoor, atualmente em exibição na Hayward Gallery, em Londres: os pretos mais escuros não são mais definidos por pigmentos, mas por estruturas cuidadosamente projetadas que absorvem, retêm e neutralizam fótons com eficiência extraordinária.
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O que começou como um símbolo de status se tornou um desafio tecnológico complexo.
Ver com as mãos é possível: sistema de linguagem tátil desenvolvido na Universidade Federal do Paraná (UFPR) permite identificar cores com as mãos e, assim, colorir o mundo de mais gente.
Ilustração: Lucas Higashi
Interseção entre arte, ciência e empatia, método foi patenteado pela universidade e já começa a ser usado em escolas de vários pontos do país
A cor dos olhos depende da melanina: a variação da concentração do pigmento define as diferentes matizes. Mas a percepção que temos dos olhos dos outros também é influenciada por outros fatores, como o tom da luz do ambiente, as roupas e o tamanho da pupila.
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A melanina, pigmento que também define a cor da pele, é igualmente encontrado na íris e define a percepção que temos da cor dos olhos
A cor é a interação entre um material, a luz e a mente que depende do contexto que é vista: artistas têm uma compreensão inata disso que os cientistas só agora estão começando a entender.
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