Todos na chuva: em seu retorno à presidência dos EUA, Donald Trump agressivamente desmontou políticas locais verdes implementadas por seu antecessor, esvaziou iniciativas alinhadas ao desenvolvimento sustentável no plano internacional, boicotou a COP 30 e pressionou outros governos a flexibilizarem suas legislações climáticas. No pano de fundo desse rolo compressor, a negação à ciência em nome da economia.
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Como despolitizar a agenda do clima? É preciso restabelecer um consenso mínimo em torno da ciência. Na medida em que a realidade se impõe, os efeitos cada vez mais devastadores da crise climática também cobrará um custo político dos governos que a negam
O processo de descarbonização do setor de energia não se limita à geração de energia de baixo carbono. É necessário analisar toda a cadeia energética, desde a fonte primária de energia até o uso final. São várias etapas envolvidas, como a produção, distribuição, logística, infraestrutura. Ou seja, para se ter um bom resultado é necessário um planejamento integrado de toda a cadeia.
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Sem o devido planejamento, corre-se o risco de que a transição energética no país fique desbalanceada. O foco na retirada progressiva do uso dos hidrocarbonetos fósseis não pode desconsiderar que eles são insumos para um setor importante, que é a petroquímica
Florestas como a Amazônia desempenham papéis vitais no equilíbrio do meio ambiente, desde o armazenamento de carbono até a liberação de oxigênio: iniciativas de governos regionais avançam enquanto discussões internacionais ficam paralisadas.
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Mary Nichols, University of California, Los Angeles
Líder de longa data dos esforços climáticos da Califórnia explica como governadores do Brasil à Indonésia ocupam a vanguarda no combate às mudanças climáticas. Vários deles estão se reunindo esta semana no Brasil.
O anúncio da COP30 no Brasil durante a reunião de encerramento da COP29, no Azerbaijão: desde 1972, conferências, acordos, protocolos e metas se sucedem, mas a eficiência destas iniciativas sobre os efeitos das mudanças climáticas ainda é pouco significativo.
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Conferência de Estocolmo, Rio-92, Protocolo de Kyoto, Acordo de Paris, Objetivos do Milênio: reuniões de cúpula e documentos cheios de boas intenções se sucedem desde 1972, enquanto a humanidade segue sofrendo com os efeitos cada vez maiores das mudanças climáticas
Fundada em terreno pantanoso apenas 10 metros acima do nível do mar, com um regime de chuvas intenso, pouca cobertura vegetal e saneamento básico muito precário, a sede da COP-30 sofre com problemas crônicos de alagamentos.
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Falhas no planejamento, regulação e fiscalização do uso do solo deixam cidade vulnerável a frequentes enchentes e alagamentos, que serão agravadas pelas mudanças climáticas.