Vista aérea do Parque da Cidade, onde será realizada a COP30. Países têm pressionado o Brasil a transferir a conferência climática da ONU de Belém para outra cidade em razão dos valores exorbitantes cobrados pelos hotéis da capital paraense.
Alessandro Falco/Folhapress
Preço de hotéis pode levar a esvaziamento do evento; mas presença significativa de países e delegações é fundamental para legitimar as discussões da conferência
Na imagem publicitária do Governo do Pará, o governador Helder Barbalho aparece visitando o novo Viaduto Independência, que faz parte do conjunto de intervenções urbanas para a COP: estratégia de obras pensadas para melhorar o fluxo de carros pode estar sendo contraditória com a agenda global para reduzir os impactos das mudanças climáticas.
Com recursos fartos para investir em infraestrutura, Belém optou por obras que vendem a cidade a quem por pagar por seus serviços, deixando de lado mudanças que poderiam diminuir a desigualdade social
A sete meses da COP 30, obras de infraestrutura à toque de caixa se espalham por Belém, numa corrida contra o tempo para receber chefes de Estado, cientistas, ativistas e jornalistas do mundo todo. Mas outras cidades-sede sofreram com o mesmo problema no passado, e uma COP no coração da Amazônia é oportunidade inédita para que o encontro tenha relevância real na luta contra os efeitos das mudanças climáticas.
AP Photo/Jorge Saenz
Próxima Conferência do Clima sofre críticas pela falta de estrutura de Belém, mas será a melhor chance da história pra que o mundo conheça melhor e valorize essa região fundamental para o equilíbrio ambiental da Terra