Policiais passam por moradores em uma escavadeira usada para remover barricadas nas ruas durante uma operação de segurança contra o crime organizado na favela do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Brasil, em 2023. Situação se repete na cidade há décadas.
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É necessário um foco maior na luta contra a corrupção nas Polícias do Rio. Com o fortalecimento das Corregedorias internas e de autoridades independentes que possam recolher as denúncias do cidadãos
Em resposta à ação policial deflagrada na área do Complexo do Alemão e da Penha nos dias 28 e 29 de agosto de 2025, a cidade do Rio de Janeiro registrou uma série de distúrbios. Várias vias fechadas, ônibus sequestrados e pedras sendo lançadas contra viaturas policiais e carros que passavam por vias expressas. Esse cenário de caos, infelizmente, não parece novidade, tampouco tem prazo para acabar.
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Pablo Nunes, Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC)
Desde 2020, o Rio de Janeiro teve cinco chefes de Polícia Civil, tendo um deles ficado no cargo por apenas 17 dias. Sinal claro de que falta um plano concreto para a segurança pública do estado
A ascensão dessas fábricas de “ghost guns”, armas sem número de série e, portanto, virtualmente irrastreáveis, representa um salto quântico na capacidade do crime organizado no país, consolidando uma demanda que nunca cessou e que redefine, de forma fundamental, os desafios da segurança pública no país.
A descoberta de fábricas clandestinas de armas noinrerior de São Paulo é um alerta contundente de que a guerra urbana no Brasil entrou em uma nova fase, mais autônoma, resiliente e industrializada
O programa Smart Sampa, em São Paulo, que há dois anos opera câmeras em estações de metrô, escolas e UPAs, já tem histórico de equívocos. Num deles, mulher grávida foi apontada erroneamente como criminosa e, devido ao estresse, teve parto prematuro. Levantamento do CESeC e da DPU revela a fragilidade do controle sobre as tecnologias de vigilância no Brasil.
Foto: Divulgação / Prefeitura de São Paulo
Pablo Nunes, Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) and Carolina Castelliano, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Levantamento mostra que 40% da população brasileira estão sob vigilância de sistemas de reconhecimento facial, mas o controle sobre a eficiência, a qualidade e os equívocos cometidos por estas tecnologias é muito pequeno
Moradores da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, pedem o fim da violência policial após ação da PM numa festa que terminou com a morte de nove moradores em 2019. Caso é um dos objetos do estudo apresentado neste artigo.
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