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Dos autores Leonardo Belinelli, Luciana Mello e Valter Silvério, coletânea de livros sobre a história do pensamento social negro no Brasil será lançada esta semana durante o 50º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). As obras traçam um paralelo entre os livros de pensadores clássicos da sociedade brasileira e o pensamento do movimento negro no país, evidenciando relações que normalmente ficam obscurecidas. Foto: Detalhe da capa do livro 'Os precursores',volume 1 da coletânea 'Pensamento social negro'

O que muda quando lemos o Brasil pelo pensamento social negro?

Coletânea de livros sobre a história do pensamento social negro no Brasil, que será lançada pela Anpocs esta semana, traça um paralelo entre as obras de pensadores clássicos da sociedade brasileira e o pensamento do movimento negro no país, evidenciando relações que normalmente ficam obscurecidas.
Calor extremo, secas, chuvas intensas, incêndios e escassez de água geram perdas médias de quase R$13 bilhões por ano ao Brasil, segundo o Banco Mundial. Seminário na Finep reuniu grandes nomes da pesquisa nacional para debater a agenda climática, com foco nos desafios políticos e econômicos do país para implementar seus projetos de monitoramento e adaptação ao aquecimento global, enquanto a célebre meta de aquecimento máximo de 1,5 C estipulado pelo Tratado de Paris já começa ser preocupantemente ultrapassada. Imagem: Reprodução / AdaptaBrasil / Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação (MCTI)

Rumo à COP31: Por que a soberania climática brasileira depende da nossa própria soberania científica

Seminário da Finep reuniu grandes nomes da pesquisa nacional e da América Latina para debater a agenda climática no mundo, com foco nos desafios políticos e econômicos do Brasil para implementar seus projetos de monitoramento e adaptação ao aquecimento global
Num pleito que já elegeu para o Poder Legislativo mulheres antifeministas e que negam o feminicídio, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferentes caminhos para tratar da proteção das mulheres: de um lado, a ênfase na articulação entre prevenção, rede de proteção e resposta estatal; de outro, uma combinação entre inteligência artificial e endurecimento da punição. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Mulheres e segurança pública: o feminicídio em foco na campanha eleitoral

Num pleito que já elegeu para o Poder Legislativo mulheres antifeministas e que negam o feminicídio, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferentes caminhos para tratar da proteção das mulheres: de um lado, a ênfase na articulação entre prevenção, rede de proteção e resposta estatal; de outro, uma combinação entre inteligência artificial e endurecimento da punição
Nikolas Ferreira, 30, e Lucas Pavanato, 28, os dois deputados mais votados da história do Congresso Nacional, empunham seus principais cabos eleitorais: o combate à violência com mais violência de Estado e mais acesso individual às armas. Inúmeros estudos já mostraram que ambas as estratégias, sozinhas, não se sustentam no esforço pela redução da criminalidade. Foto: Reprodução Instagram

O triunfo do punitivismo nas urnas: por que o Brasil escolhe a segurança da extrema‑direita mesmo contra as evidências?

O Brasil fez uma escolha deliberada por uma agenda de segurança pública fundamentada na força, na expansão punitiva e no armamento individual. Mas décadas de pesquisa mostram que as propostas centrais desse campo raramente entregam reduções dos índices de criminalidade
A proteína prion existe em todos nós. Ela fica ancorada na superfície das células, sobretudo no cérebro, e tem funções normais que ainda não conhecemos por completo. O problema não é a proteína existir: é ela mudar de forma. A mesma sequência de aminoácidos, sem nenhuma alteração genética, pode se dobrar de um jeito diferente e, a partir daí, começar a se empilhar em fibras que se acumulam no tecido nervoso. Isso é o que torna as doenças priônicas como a Creutzfeldt-Jakob diferentes.

Caso Lito Sousa: o que faz a proteína prion ficar infecciosa? Novo estudo mostra que depende de onde ela está

Pesquisa coordenada por brasileiros sugere que a resposta pode estar nas condições da membrana onde o prion está ancorado
Pesquisadores da PUC-Rio estudam aplicações de Inteligência Artificial Explicável para identificar, classificar e interpretar sequências de peptídeos - pequenas sequências de aminoácidos que podem ser liberadas a partir das proteínas dos alimentos ou por processos de síntese e design racional - que tenham potencial atividade antioxidante. Image; Freepik/Magnific

Inteligência Artificial pode ser usada para promover um envelhecimento saudável

Pesquisadores da PUC-Rio têm estudado o uso de Inteligência Artificial Explicável para identificar, classificar e interpretar sequências de peptídeos com potencial atividade antioxidante
Eleitor de Bolsonaro vota com dois símbolos emblemáticos da extrema-direita brasileira: a camisa da seleção em dia de eleição, e o boneco do presidente Lula com roupa de presidiário: é preciso investigar o processo que forma bolhas e ondas na política contemporânea. Para o escritor e cientista político Sergio Abranches, ele tem três dimensões: afetiva, valorativa e político-ideológica. AP Photo/Eraldo Peres

A bolha autoritária transbordou nas urnas

Nenhum governo, hoje, de qualquer convicção política, em qualquer sociedade democrática, tem condições de satisfazer ao povo descontente e desconfiado. No campo democrático, o mais provável é a alta rotatividade, com aumento de governantes que não se reelegem
Alguns participantes de um ensaio clínico recebem um medicamento experimental, enquanto outros recebem um comprimido de placebo: este é um exemplo de “grupo de controle”, mas em estudos observacionais pode haver outros tipos de “controle”. Spencer Weiner/Los Angeles Times via Getty Images

O que significa “controlar” as variáveis em um estudo científico? Um estatístico explica

Entender o que é um “controle” e como eles são usados na ciência pode ajudar a avaliar o quão relevantes são os estudos e seus resultados
A mesa diretora da Câmara dos Deputados, presidida por Ulisses Guimarães, no dia da assinatura da Constituição de 1988, que consolidou as bases da condução política, social e econômica brasileira por mais de 30 anos. Para o cientista político Guilherme Casarões, essa era terrmina com a supremacia conquistada pela extrema-direita no Congresso nestas eleições de 2026. E, mesmo que Lula se mantenha no poder Executivo, a democracia brasileira seguirá por rumos ainda imprevisíveis. Foto: Arquivo Congresso Nacional

Análise: a Nova República morreu neste domingo, e o que virá ainda não nasceu

O projeto político que surgiu em meados da década de 1980, a partir dos escombros de uma ditadura militar de 21 anos no Brasil, chegou ao fim, e a questão agora é entender o que virá em seu lugar
Flávio Bolsonaro, no discurso após os resultados do primeiro turno: liderança no pleito presidencial e domínio histórico do Congresso exige do grupo político bolsonarista e seus aliados um respeito pela democracia que não foi demonstrado em derrotas do passado. Gabriela Biló/Folhapress

Eleições: vitórias no primeiro turno cobram da extrema‑direita compromisso que ela ainda não assumiu com a democracia

Uma vez terminadas as eleições, para a manutenção da democracia, será preciso cuidar da solidez das instituições para muito além de garantirem eleições limpas
Posando ao lado do então presidente Jair Bolsonaro, José Acácio Tsererê, suposto integrante do povo Xavante, ganhou notoriedade ao ser apontado como o pivô da confusãp que resultou nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Seu caso revelou à sociedade a existência de ativistas indígenas - ou autodeclarados indígenas - com atuação política inspirada nas visões ultraconservadoras do bolsonarismo. Visões estas que incluem o descaso pela preservação ambiental e pela defesa dos povos originários. Foto: Reprodução / Instagram

Brasil teve 19 candidatos indígenas de extrema‑direita entre 2018 e 2026

Pesquisadores da Universidade de Viçosa estudam conteúdo postado nas redes sociais para traçar perfil ideológico destes candidatos e suas afinidades com as pautas conservadoras e bolsonaristas
Na projeção de algoritmos usados por pesquisadores da USP e da Univesidade de Pittsburgh, a bancada da direita passaria das atuais 380 para 365 cadeiras no plenário. A esquerda subiria de 115 para 131. E o centro cairia de 18 para 17. A projeção, portanto, não aponta para uma mudança significativa na distribuição ideológica da Câmara, mas indica um ligeiro avanço da esquerda no parlamento brasileiro. Foto: Ascom / Câmara dos Deputados

Antes das urnas: algoritmos de machine learning preveem que pouco mudará na composição da Câmara dos Deputados

Projeção feita por pesquisadores da USP e da Universidade de Pittsburgh aponta para um discreto avanço da esquerda no parlamento
Um dos cartazes da campanha à presidência de Portugal do deputado de extrema-direita André Ventura, em 2025, que continham provocações xenófobas e racistas. O deputado não venceu as eleições, mas seu partido, o Chega, pulou de apenas um representante no Parlamento Português em 2020 para 60 em 2026, e já é a segunda mairor bancada do país. Foto: Reprodução / Site do partido Chega

A direita à direita da direita: a crônica de um animal político imenso e global, mas ainda invisível para muitos

Parece impossível não ver ou não reconhecer a sua presença cada vez mais forte em diversos países – mas muita gente ainda nega a existência de um movimento globalmente articulado de ultradireita
O secretário de Estado Marco Rubio, cuja atuação desperta desconfianças no próprio Congresso Americano sobre possível interferência no processo eleitoral do Brasil: a tentativa de um país de influenciar a política interna de outro não é nenhuma novidade. A diferença é que as plataformas digitais agora oferecem uma velocidade e uma camuflagem inéditas para ações do tipo. E o alvo desses ataques não são máquinas, mas sim o próprio debate público, que é inundado por desinformações que corroem a confiança nas instituições democráticas e deformam a percepção dos cidadãos. Imagem: AFP, via Folhapress

Além do ataque hacker: como governos estrangeiros podem explorar fissuras para manipular eleições

Pesquisas revelam que ameaça eleitoral não atinge somente urnas, mas também sequestra debate público, usando polarização para corroer confiança nas instituições democráticas
A frente de uma geleira encontra o mar na Antártica: o manto de gelo do continente contém água suficiente para elevar o nível global do mar em cerca de 58 metros. Qiyue Sun

Perda de gelo na Antártica já é inevitável, e isso é uma má notícia para as áreas litorâneas

O futuro do manto de gelo da Antártica depende do desenrolar de uma cadeia de eventos, e um novo estudo mostra que as evidências apontam para uma única direção
Consequências da tempestade que atingiu a região de Valência, na Espanha, em 2024: em um cenário em constante mudança, seja no clima, na geopolítica ou na tecnologia, os parâmetros de décadas anteriores não servem mais, tampouco o planejamento e a gestão clássicos de crises. Vicente Sargues/Shutterstock

Para lidar com as crises e emergências de hoje, precisamos estar preparados para o impensável

Em um mundo marcado pela incerteza constante e pelo avanço das mudanças climáticas, da inteligência artificial e dos conflitos geopolíticos, os paradigmas do passado já não servem mais para responder às crises
Com as eleições, país tem nova oportunidade de reforçar o setor da pesquisa, da tecnologiae e da inovação como base para responder aos desafios globais e fortalecer sua soberania. Imagem gerada por IA, via Envato Labs

O futuro do Brasil depende da Ciência

Com as eleições, país tem nova oportunidade de reforçar a pesquisa científica como base para responder aos desafios da atualidade e fortalecer sua soberania
O plenário do STF durante o julgamento do caso do Banco Master, que deflagfrou a maior crise de confiança da história do tribunal, às véperas de uma eleição. No passado recente, o Supremo já mostrou ser maior do que um presidente da República que tentou submetê-lo. Agora precisa provar que a legitimidade conquistada não se renova sozinha. Foto: Agência Brasil

STF precisa provar que suas regras são mais importantes do que seus onze ministros

Pedir o fechamento da Corte, intimidar ministros e retaliar decisões são ameaças. Discutir conflitos de interesse, poder monocrático e privilégios é cobrança legítima
Inteligência artificial, ameaça real: estudo da Universidade de Stanford encontrou sinais de que a IA já começa a afetar o mercado de trabalho norte-americano, sobretudo entre trabalhadores jovens em ocupações mais expostas à automação. Os autores observaram uma redução das oportunidades de entrada justamente nas atividades em que a IA pode substituir, e não apenas auxiliar, o trabalho humano. Foto: Envato

Enquanto tememos a IA do futuro, ignoramos os riscos do presente

Os sistemas atuais estão ficando melhores em programação, matemática, linguagem e planejamento. Nada disso demonstra que estejam ficando mais conscientes. E a IA não precisa ganhar vida para se tornar perigosa. Basta que nós lhe entreguemos poder suficiente

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