Em 2025, a autora (foto) desenvolveu parte de sua pesquisa de pós-doutorado na Universidade do Colorado, Boulder, com recursos da Chamada Atlânticas do CNPq, que permitiu internacionalizar as pesquisas de mulheres acadêmicas indígenas, negras, quilombolas e ciganas, trocando experiências de restauração socioecológica com povos indígenas nos Estados Unidos.
Durante muito tempo, os povos indígenas foram apresentados como populações vulneráveis ou fonte de extração de recursos e dados. Hoje eles ocupam cadeiras acadêmicas, lideram grupos de pesquisa e produzem alternativas concretas para regenerar territórios e construir formas de vida sustentáveis
Indio Yanomami protesta contra o garimpo em manifestação em Brasília, durante o governo Bolsonaro, em 2022: a mineração ilegal de ouro pode disseminar a malária de diversas maneiras. Entre elas, abrindo clareiras nas margens dos rios; transportando o parasita para outras áreas do país; e enfraquecendo o sistema imunológico de indígenas, ribeirinhos e deles próprios, com o uso indiscriminado de mercúrio.
AP Photo/Eraldo Peres
Um aumento de apenas 0,03% na mineração ilegal de ouro está associado a um aumento de 20 a 46% na incidência local de malária em terras Yanomami, na Amazônia brasileira
Lideranças da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana no momento em que receberam a notícia da homologação de suas terras, durante s COP 30: 17 anos de luta.
Foto: Ruben Caixeta – Iepé
Homologação de terras indígenas pelo governo durante a COP 30 foi fruto de anos de pesquisa etno-histórica, sociológica, jurídica, cartográfica e ambiental na região, sempre em parceria com os povos originários
Vista aérea da nova Área de Conservação Regional do Médio Putumayo Algodón, perto da fronteira do Peru com a Colômbia. Há todos os motivos para acreditar que a rodovia Bellavista-El Estrecho, que cruzará a região, terá impactos devastadores nas áreas naturais protegidas e nas comunidades indígenas que estão em seu caminho.
Foto: Diego Pérez /Andes Amazon Fund
Há todos os motivos para acreditar que a rodovia Bellavista-El Estrecho terá impactos devastadores nas áreas naturais protegidas e nas comunidades indígenas que estão em seu caminho
No Pará, mais de 2 mil produtores rurais são atendidos pelo Programa Territórios Sustentáveis (TS) em 43 municípios, com ações de fomento ao desenvolvimento socioeconômico. A iniciativa, gerida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, é um exemplo local de transição para a economia de baixas emissões em áreas pressionadas pelo desmatamento.
Foto: Alex Ribeiro / Agência Pará
É preciso aplicar o conceito de territórios sustentáveis no contexto amazônico, estabelecendo um sistema robusto e descentralizado de ciência, tecnologia e inovação
Nos últimos anos, com as mudanças climáticas e a falta de fiscalização, a gravidade das queimadas em áreas indígenas como a dos territórios Xavante do Mato Grosso têm aumentado muito. Para o o gestor ambiental Paulo Cipassé Xavante, se não houver auxílio de tecnologias de monitoramento como drones e satélites, territórios como o dele serão destruídos novamente pelo fogo, quando chegar a temporada das queimadas.
Foto: Agência Cenarium
Para os nativos da Terra Indígena Pimentel Barbosa, no Mato Grosso, só com o auxílio de tecnologias de monitoramento com drones e satélites será possível evitar que a temporada de queimadas destrua seu território pela terceira vez em seis anos