Gladys West desenvolveu os modelos matemáticos por trás dos sistemas de GPS: embora as contribuições técnicas das mulheres abranjam toda a história da cartografia, elas são difíceis de identificar e documentar.
U.S. Navy/Wikimedia Commons
As mulheres passaram de cartógrafas que usavam seus corpos para desenhar mapas a líderes que moldam o campo da cartografia
Lideranças da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana no momento em que receberam a notícia da homologação de suas terras, durante s COP 30: 17 anos de luta.
Foto: Ruben Caixeta – Iepé
Homologação de terras indígenas pelo governo durante a COP 30 foi fruto de anos de pesquisa etno-histórica, sociológica, jurídica, cartográfica e ambiental na região, sempre em parceria com os povos originários
Esboços de terrenos feitos por engenheiros militares em explorações do século XVIII hoje são importantes para os historiadores, por trazerem os nomes originais de elementos geográficos essenciais para identificar traçados fluviais desaparecidos nas paisagens urbanas atuais.
Imagem: Reprodução parcial da capa do catálogo da Coleção Cartográfica e Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico, do Museu de Astronomia e Ciências Afins
Denise Moura, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Atualmente, muitas iniciativas de urbanismo, políticas públicas e ecologia têm demonstrado que mapas históricos são importantes fontes de informações de interesse e utilidade científica e coletiva
Mapas podem ser úteis e pragmáticos, belos e poéticos, políticos e poderosos, significativos e mundanos.
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A cartografia se tornou uma das tecnologias mais bem-sucedidas para a compreensão do mundo ao nosso redor. Mas, assim como o próprio mundo, os mapas e a criação de mapas estão em constante evolução