Governos começam a intervir não só no conteúdo que circula nas plataformas, mas também na maneira como elas são concebidas e funcionam, tendo como alvo algoritmos de recomendação, rolagem infinita, controles de idade e outros recursos concebidos para prender a atenção dos usuários.
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Robert Muggah, Instituto Igarapé; Princeton University
Acordo pode representar um divisor de águas para as políticas públicas sobre as redes sociais justamente por alcançar a arquitetura das próprias plataformas
O excedente limpo e barato de energia do lado paraguaio de Itaipu tornou-se alvo natural para uma nova forma de exploração hídrica e territorial. Em vez de impulsionar a industrialização local ou atender às necessidades sociais da população, essa energia passaria a sustentar infraestruturas digitais controladas por corporações estrangeiras. Fica claro que o atual governo americano visa apropriar-se de nossos recursos para sustentar projeto de domínio digital sustentado por infraestrutura alheia, energia barata e soberanias enfraquecidas.
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Empresas como Google, Amazon e Microsoft já reportaram que seus maiores gargalos operacionais para expansão de IA estão na escassez de energia disponível. Datacenters consomem enormes volumes de água para resfriamento
Donald Trump e seu chefe do Departamento de Eficiência Governamental, o empresário Elon Musk, concedem entrevista ao pool de jornalistas da Casa Branca a bordo de um Tesla: reduzir o significado da influência de Musk e outros gigantes da tecnologia sobre Trump a meras imposições unilaterais de um lado ou de outro seria simplificar demais a sinergia entre as Big Techs, o governo e o próprio Estado.
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Reduzir a influência das Big Techs sobre o governo americano a meras imposições unilaterais de um lado ou de outro seria simplificar demais a complexa sinergia entre as Big Techs, o governo Trump e o próprio Estado
Cartazes feitos por estudantes sobre notícias falsas em urnas eletrônicas durante as eleições de 2022. Parceria entre o TSE e a Meta visava conter a desinformação eleitoral por meio da análise de denúncias e medidas como remoção de conteúdos nocivos. No entanto, parcelas significativas de publicações denunciadas e classificadas como desinformação não foram rotuladas nem removidas.
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R. Marie Santini, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) and Debora Salles, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
As mudanças anunciadas reforçam o lugar de monopólio da censura dos conteúdos pela própria empresa Meta, que passa a ser o único árbitro do que os usuários irão ver ou não em suas plataformas, porém usando a retórica da liberdade para manter sua imunidade perante as leis locais.
Ativistas protestam em frente ao Congresso, em 2023, em defesa do projeto de lei que responsabilizaria as plataformas por não removerem conteúdo que incita a violência.
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Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Sem freios e contrapesos eficazes e com a moderação de conteúdo a cargo dos usuários, quem ganha o debate político nas redes é o grupo que faz mais barulho e consegue mais engajamento de seu público. E quem perde, evidentemente, é a verdade, o jornalismo ético e a democracia.
Protesto contra a Meta em Londres, no ano passado. No Brasil, a crítica do poder público à Meta foi certa e líquida – e devidamente repercutida pelas mídias industriais, que de qualquer forma já tinham outro motivo para criticar as mudanças. Para o autor, a nova e inesperada convergência entre jornalismo e poder público contra a Meta bem que poderia contribuir para ressuscitar o PL 2630.
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A sobrevivência do jornalismo industrial depende da manutenção do valor de seus padrões éticos de apuração, que tendem a perder força em um cenário no qual consumidores de desinformação se multiplicam.
“Zuck lucra com o ódio”, diz o cartaz do ativista em protesto contra a Meta, realizado em abril de 2024 na frente da sede da companhia em Londres. Alinhamento dos discurso das big techs com o do presidente eleito Donald Trump estarreceu toda a comunidade global que estuda os efeitos deletérios do extremismo e da desinformação nas plataformas digitais.
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Em nome da “liberdade de expressão”, Mark Zuckerberg anunciou medidas que transformarão suas plataformas digitais em terreno ainda mais fértil para a contaminação do debate público por conteúdos de desinformação e de ódio
A sensação de fracasso do metaverso está nas altas expectativas – desproporcionais – criadas por anúncios visionários, mas pouco fundamentados. E, quanto maior a expectativa, maior a decepção. Enquanto as empresas e influenciadores falavam sobre um futuro imersivo e interconectado, as limitações tecnológicas, tanto no hardware quanto no software, foram subestimadas. O metaverso não acabou, mas simplesmente foi prometido muito antes da hora.
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Teria o metaverso se tornado um enorme fracasso? Mais uma tecnologia para o “museu de grandes novidades”? Apesar de não ter se desenvolvido como esperado, o metaverso está vivo, mas enfrenta desafios técnicos concretos para deslanchar.