Base Espacial Pituffik, anteriormente Base Aérea de Thule, no norte da Groenlândia: locais de alta latitude como a ilha no Ártico são ideais para lançar cargas em órbitas polares e heliossíncronas e para monitorar o que acontece na órbita da Terra.
Thomas Traasdahl/Ritzau Scanpix/AFP via Getty Images
A Groenlândia é fundamental para as estratégias de domínio orbital da Força Espacial dos EUA em um contexto que as leis e tratados destinados a manter a paz no espaço estão desatualizados.
Ao afirmar que os Estados Unidos “querem um pedaço de gelo para a proteção do mundo e que a Dinamarca se recusa a concedê-lo, Trump constrói uma narrativa de direito histórico e moral sobre a Groenlândia, instrumentalizando o passado como base para reivindicações presentes.
AP Photo/Alex Brandon
Trump não anuncia uma invasão imediata, mas reafirma uma lógica de pressão contínua sobre aliados, tratados não como parceiros estratégicos, e sim como subordinados
Na imagem, produzida por inteligência artificial, que o presidente americano Donald Trump publicou em seu perfil na rede Truth Social, ele aparece fincando a bandeira americana na ilha ao lado do secretário de Estado Marco Rubio e do vice, J. D. Vance, com uma placa indicando: “Groenlândia - Território dos EUA - Estabelecido em 2026”.
Donald Trump no Truth Social
Os custos de uma invasão da Groenlândia seriam menos militares e mais normativos. O Ocidente construiu sua legitimidade internacional no pós-Segunda Guerra Mundial com base na defesa da soberania, da integridade territorial e do direito internacional
Barcos de pesca partem de Zhoushan, China: navios permanecem no mar por meses, muitas vezes em águas longe do litoral de seus países, em práticas de sobrepesca que degradam ecossistemas marinhos e afetam a subsistência de populações costeiras.
Zou Xunyong/VCG via Getty Images
A expansão do transporte marítimo no Ártico, a corrida pela mineração do fundo do mar e a pesca excessiva são fatores de pressão nas relações internacionais.
Navio da Marinha Real Dinamarquesa patrulha a costa da capital da Groenlândia, Nuuk: interesse de Trump na ilha faz parte da nova configuração geopolítica e econômica mundial.
AP Photo/Evgeniy Maloletka
Edna Aparecida da Silva, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU)
Houve uma transformação profunda na forma como os EUA articulam poder, economia e segurança. Essa dinâmica tem produzido a exclusão de capitais chineses por meio de participações minoritárias, estruturas societárias indiretas ou projetos classificados como sensíveis do ponto de vista geopolítico
A concentração de recursos naturais na Groenlândia, incluindo alguns dos maiores depósitos de terras raras do planeta, petróleo, gás e pedras preciosas, está ligada à sua história geológica extremamente variada ao longo dos últimos 4 bilhões de anos.
Jane Rix/Shutterstock
Os depósitos de elementos de terras raras da Groenlândia podem estar entre os maiores do mundo em volume.
A Groenlândia tem grandes depósitos de minerais de terras raras ao longo de suas costas, mas essas também são regiões geologicamente perigosas.
Alex Hibbert/The Image Bank via Getty Images
O derretimento do gelo, o degelo do permafrost e o desmoronamento das paredes dos fiordes são apenas alguns dos riscos que a mudança climática representa para quem vive e trabalha na Groenlândia.