Plantação de cana para produção de cachaça: apesar de destilada, a bebida artesanal que chega às garrafas pode manter a expressão do solo em que foi plantada, bem como do processo centenário pelo qual é produzida, guardada e engarrafada.
Foto: Envato
Para pesquisador da história e dos processos atuais de fabricação da bebida, o terroir da cachaça não é o gosto literal do solo de onde veio a cana. É a expressão de um território trabalhado
Única no mundo e 100% brasileira, nos últimos 500 anos a cachaça movimentou economias locais, interferiu em conflitos regionais, organizou sociabilidades, sofreu preconceitos e só recentemente se consolidou como orgulho nacional.
Foto: Marcello Casal Junior/Agência Brasil
Do engenho colonial às garrafas contemporâneas, a trajetória da cachaça reúne trabalho, circulação, sociabilidade, conflito, memória e novas formas de imaginar o Brasil
Com 72 mil moradores e 30 mil moradias, a Rocinha é a maior favela brasileira. Nos últimos anos, o acesso cada vez maior às universidades de jovens pobres e negros vindos de comunidade como esta estimula um processo de renovação do papel da Ciência junto à sociedade, e dá espaço para iniciativas como o Centro de Pesquisa e Articulação de Conhecimento PUC-Rocinha, que usa ferramentas acadêmicas para conhecer, desenvolver e proteger a comunidade.
AP Photo/Bruna Prado
Centro de Pesquisa gerido pela PUC-Rio e por moradores guarda dados estatísticos, trabalhos acadêmicos, documentos e memórias da Rocinha para ajudar na criação de projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida da comunidade
A fronteira do município de Oiapoque, no estado brasileiro do Amapá, com Saint-Georges de l’Oyapock, uma das 22 comunas do estado ultramarino da Guiana Francesa: na América do Sul e no mundo, as divisões territoriais refletem não apenas características geográficas, mas resultam de processos históricos marcados por disputas regionais, interesses locais e dificuldades na centralização do poder.
Foto: Rádio França Internacional (RFI)
As divisões territoriaisnos Estados não são naturais ou permanentes, mas resultado de decisões políticas e de processos históricos
O Brasil está em processo de requerer a extensão de sua Zona Econômica Exclusiva, a Amazônia Azul, de 3,6 milhões para 5,7 milhões de km². Sendo que 80% dessa área possui profundidades superiores a 200 metros. Para isso, é necessário conhecer o que há no fundo, e entender melhor seu potencial de exploração econômica e científica.
Imagem: Data is Beautiful Visual Map
Nos últimos quinze anos, pesquisadores brasileiros acumularam descobertas relevantes sobre o fundo do Oceano Atlântico e da chamada Amazônia Azul. Mas ainda faltam investimento e embarcações com tecnologia de ponta para aprofundar o trabalho
A Pedra do Elefante e a praia de Itaipuaçu, no município de Maricá, uma das áreas estudadas pelo levantamento: uma das principais contribuições do estudo foi adaptar para o contexto brasileiro uma metodologia internacional de avaliação da degradação das terras desenvolvido pelo Centro de Atividades Regionais do Programa de Ações Prioritárias do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Foto: Divulgação / Prefeitura de Maricá
Apesar da existência de muitas áreas degradadas, os resultados indicam que grande parte da região permanece relativamente estável, especialmente em áreas com cobertura florestal. Mas a expansão urbana em áreas úmidas é sempre uma ameaça
Gladys West desenvolveu os modelos matemáticos por trás dos sistemas de GPS: embora as contribuições técnicas das mulheres abranjam toda a história da cartografia, elas são difíceis de identificar e documentar.
U.S. Navy/Wikimedia Commons
As mulheres passaram de cartógrafas que usavam seus corpos para desenhar mapas a líderes que moldam o campo da cartografia
A orla de João Pessoa: por anos considerada uma alternativa mais barata e sustentável ao turismo de massa no Nordeste, a capital da Paraíba vem sofrendo muito com o turismo desordenado e a explosão imobiliária.
Foto: Wikipedia
João Pessoa costuma ser apresentada como um exemplo bem-sucedido de turismo “sustentável” no Nordeste, mas revela contradições profundas, que dizem respeito ao modo como o espaço urbano é produzido, apropriado e governado
Vista aérea de Mossoró, uma das cidades estudadas na pesquisa: mosaico de proximidade espacial e distância social entre classes, expressa por muros e sistemas de controle.
Equipe Projeto de Pesquisa FragUrb (2022)
Barreiras e controles materiais e imateriais na circulação entre zonas comerciais, residenciais e de lazer marcam a vida urbana contemporânea no Brasil, cada vez mais segregada
Vista da Pedra da Gávea, a partir de uma trilha da Floresta da Tijuca: grande parte dos caminhos do atual Parque Nacional foram feitos a partir da chegada da corte de D. João VI, em 1808.
Foto de Halley Pacheco de Oliveira
A mão de obra escravizada teve um papel importante na história e no processo de transformação do Maciço da Tijuca e do Rio de Janeiro, mas segue invisível na historiografia tradicional.
Assistente de pesquisa e membro do Grupo de Ensino e Pesquisa em Sociologia, Estado e Movimentos Sociais (Gepsem), Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Bolsista Faperj do Programa Luiz Pinguelli Rosa de Apoio à Mobilidade e Instalação de Pesquisadores originários de Regiões em Conflitos em Institutos ICTS do Estado do Rio de Janeiro e professor visitante, Universidade Federal Fluminense (UFF)