À primeira vista, pode parecer improvável comparar a Finlândia de 2026 com o projeto de educação pública desenvolvido pelo antropólogo e ex-ministro Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro dos anos 1980. Mas ambas as experiências compartilham a convicção de que a educação só é plena quando é integral, equânime e centrada na dignidade humana.
Foto: Fundação Darcy Ribeiro
Pode parecer improvável comparar a Finlândia do século XXI com o projeto de educação pública no Rio de Janeiro dos anos 1980. Contudo, ambos compartilham a convicção de que a educação só é plena quando é integral, equânime e centrada na dignidade humana
Na ilustração, uma visão fantasiosa da união entre a Inteligência Artificial e um modelo de educação antigo que há décadas prioriza a repetição de informações em detrimento do aprendizado real. Chegada da nova tecnologia ao ambiente escolar pode ser a chance para uma mudança de conceito, e não o fim da educação.
Imagem gerada por IA, via EnvatoLabs
Cristian Arão, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
Em vez de serem combatidas, as ferramentas de IA podem ser problematizadas, apropriadas criticamente e postas a serviço de projetos que exijam investigação, diálogo e produção de significado.
Cartaz divulgando projeto de escolas cívico-militares em São José dos Campos: no Estado de São Paulo, formato ganhou impulso após a posse do governador Tarcísio de Freitas, que acredita que a militarização é a resposta à percepção de violência nas redes de ensino.
Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress
Mesmo descontinuado, Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) segue ativo em alguns estados, apoiado nas legislações locais.
Violência sexual, conflitos e dúvidas sobre limites. Crianças e adolescentes precisam de espaços seguros para escuta, cuidado e diálogo.
Foto: Freepik.
Violência sexual, conflitos e dúvidas sobre limites. Crianças e adolescentes precisam de espaços seguros para escuta, cuidado e diálogo.
Ensinar IA a todos democratiza o acesso ao conhecimento, preparando alunos para serem protagonistas — e não apenas consumidores — da inovação.
Ilustração: Getty Images
Professora Associada do Instituto de Psicologia, Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social (PPGPS/Uerj), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)