Há quem acredite que a IA acabará dominando o processo científico e tornando especialistas em meros operadores de máquinas. Mas a ferramenta só oferece respostas úteis quando recebe perguntas adequadas.
Imagem gerada por IA via Envato Labs
Marco Antonio Zago, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Há quem acredite que a IA acabará dominando o processo científico e tornando especialistas em meros operadores de máquinas. Mas a ferramenta só oferece respostas úteis quando recebe perguntas adequadas
Entre 2001 e 2024, a produção científica mundial cresceu 5,2 ao ano, em média. A brasileira cresceu 8,1%. Há vários fatores por trás desse desempenho, mas os dados das FAPs ajudam a entender uma parte importante da história. O recém-lançado Painel do Financiamento das FAPs, desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência (SoU_Ciência) da Unifesp em parceria com o Confap, permite ver isso com clareza.
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Painel do Financiamento mostra que as FAPs ocupam um lugar central no financiamento da ciência brasileira e, em momentos de crise federal, assumem o papel de sustentação do ecossistema científico nacional.
Lançamento do Programa Centelha no Sergipe, em 2025: exemplo de iniciativas nacionais de fomento a projetos de ciência e tecnologia que correm o risco de ficarem prejudicadas se forem classificadas como subsídio, numa simplificação perigosa que pode inviabilizar o impulsionamento da inovação no Brasil.
Foto: Thiago Santos
Por que o fomento à Ciência e Tecnologia não deve ser visto apenas como um custo fiscal. Não se trata de ignorar a necessidade de controle, mas sim sofisticar a forma como o investimento em CT&I é avaliado