Linha de montagem dos carros híbridos da BYD, que podem rodar com eletricidade, gasolina ou álcool, em Camaçari, na Bahia. Fábrica no Brasil, mas com propriedade e tecnologia chinesa, desenvolvida a partir de conhecimentos desenvolvidos por cientistas do projeto Proalcool, nos anos 70. Falta de visão de longo prazo impediu o Brasil de estar hoje na vanguarda deste setor.
Foto: Divulgação/BYD
O Brasil produz Ciência de vanguarda. O maior desafio é a continuidade. Neste artigo, o autor convida os candidatos a presidente a apresentarem não apenas um programa de governo, mas uma visão de país para 2050
Observatório do Pico dos Dias do Laboratório Nacional de Astrofísica, em Itajubá, Minas Gerais, é um exemplo de INCT cujas pesquisas podem ser comprometidas pelo atual descompasso entre as necessidades operacionais permanentes das instituições e os recursos discricionários previstos para sustentá-las ao longo do ano.
Imagem: Arquivo institucional
A questão não se limita ao orçamento global, mas à capacidade do governo de sustentar, de forma contínua, as estruturas que garantem ao país soberania tecnológica, continuidade de serviços estratégicos e resposta a desafios complexos
Entre 2001 e 2024, a produção científica mundial cresceu 5,2 ao ano, em média. A brasileira cresceu 8,1%. Há vários fatores por trás desse desempenho, mas os dados das FAPs ajudam a entender uma parte importante da história. O recém-lançado Painel do Financiamento das FAPs, desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência (SoU_Ciência) da Unifesp em parceria com o Confap, permite ver isso com clareza.
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Painel do Financiamento mostra que as FAPs ocupam um lugar central no financiamento da ciência brasileira e, em momentos de crise federal, assumem o papel de sustentação do ecossistema científico nacional.
Lançamento do Programa Centelha no Sergipe, em 2025: exemplo de iniciativas nacionais de fomento a projetos de ciência e tecnologia que correm o risco de ficarem prejudicadas se forem classificadas como subsídio, numa simplificação perigosa que pode inviabilizar o impulsionamento da inovação no Brasil.
Foto: Thiago Santos
Por que o fomento à Ciência e Tecnologia não deve ser visto apenas como um custo fiscal. Não se trata de ignorar a necessidade de controle, mas sim sofisticar a forma como o investimento em CT&I é avaliado
Evento na sede da Finep reuniu cientistas renomados para discutir os resultados do encontro na Amazônia e os desafios que o Brasil tem pela frente para seguir na busca pela liderança dos esforços globais contra as mudanças climáticas, sem comprometer o desenvolvimento econômico
Um funcionário usando equipamento de proteção carrega frascos de contra a COVID-19 na Fiocruz: hoje, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) é crucial para o abastecimento de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS).
AP Photo/Bruna Prado
Ao investir em pesquisa, formação de profissionais qualificados e inovação tecnológica, o Brasil se blinda contra discursos que descredibilizam o conhecimento científico e constrói um futuro mais seguro e saudável
Nova lei exige presença, em média, de pelo menos duas mulheres na alta direção de empresas estatais brasileiras. Além da melhora na diversidade de gênero, estudos mostram que mudança pode melhorar rentabilidade das operações.
Imagem: Drazenphoto / Envato
Natalia Lucciola, Finep - Financiadora de Estudos e Projetos and Janaína Prevot, Finep - Financiadora de Estudos e Projetos
Nova lei exige presença de pelo menos duas mulheres na alta direção de empresas estatais. Além da melhora na diversidade de gênero, estudos mostram que mudança pode melhorar rentabilidade
O cérebro naturalmente acompanha o ritmo e preenche lacunas de músicas, como se soubesse onde a próxima batida deveria estar.
Fonte: Freepik.
Imagine ouvir uma música ritmada e, de repente, algumas batidas desaparecerem. Mesmo assim, seu cérebro continua acompanhando o ritmo e preenchendo as lacunas, como se soubesse onde a próxima batida deveria…
Cerimônia de assinatura da estratégia da nova política industrial do Brasil, em janeiro deste ano.
Divulgação / Ministério das Comunicações
Como a ciência e a tecnologia podem e devem dominar o imaginário social para ajudar o Brasil a retomar políticas públicas de desenvolvimento.
Turbinas eólicas em construção em parceria com o Senai, no litoral do Rio Grande do Norte: volume de investimentos da Petrobras em baixo carbono subiu de US$ 4,4 bilhões para US$ 11,5 bilhões entre o último quadriênio e o que se inicia agora em 2024.
Divulgação / Senai
O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras faz uma prestação de contas sobre os esforços cada vez maiores da empresa em se tornar uma referência na geração de energia de baixo carbono.
Biólogo e doutor em Bioinformática pela USP/NeuroMat. Professor Visitante do Centro de Matemática, Computação e Cognição, Universidade Federal do ABC (UFABC)