Pesquisa mostra que muitos tipos de câncer são evitáveis, e um dos melhores exemplos de prevenção é a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), cuja cobertura vem caindo.
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John (Eddie) La Marca, WEHI (Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research) and Sarah Diepstraten, WEHI (Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research)
Quatro vírus e uma bactéria foram responsáveis por 12% dos casos de câncer no mundo em 2024. Isso significa que eles são evitáveis?
Há séculos, o inhame é usado para tratar doenças como diabetes, hemorragia, diarreia, hipertensão e alopecia. Agora, estudos recentes mostram o potencial de proteínas presentes no caule do tubérculo para o desenvolvimento de compostos comprovadamente eficientes contra o câncer.
Pesquisadoras da UFRJ e da Universidade Estadual do Maranhão investigam as propriedades medicinais da tarina, um componente presente no caule do inhame, contra o câncer
Embora compartilhem a palavra “câncer”, os tumores infantis não podem ser considerados uma versão antecipada dos tumores em adultos: sua origem biológica, tecidos que afetam e evolução clínica são diferentes, o que obriga a estudá-los e tratá-los como doenças com identidade própria.
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Cânceres em crianças não se comportam da mesma forma que nos adultos: eles afetam tecidos diferentes e seguem outras regras biológicas
Tratamento contra o câncer que mais mata no mundo migrou dos recursos tradicionais para uma combinação personalizada de biologia molecular, inteligência de dados e escolhas terapêuticas cada vez mais refinadas.
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Tratamento migrou dos recursos tradicionais para uma combinação personalizada de biologia molecular, inteligência de dados e escolhas terapêuticas cada vez mais refinadas
Resultado da combinação com imunoterapia é uma espécie de duplo golpe: a vacina coloca o sistema imune em estado de alerta, enquanto a imunoterapia impede que o tumor o iniba novamente, aumentando significativamente a sobrevida dos pacientes, mostra estudo.
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Estudo mostrou que os pacientes com câncer que receberam uma vacina de mRNA contra a COVID-19 apresentaram uma sobrevida significativamente maior
A daraxonrasibe, primeira terapia-alvo dirigida às proteínas RAS aprovada para o câncer de pâncreas pela agência reguladora dos Estados Unidos, esteve associado a uma redução de 60% no risco de morte. A sobrevida mediana subiu de cerca de seis meses com a quimioterapia padrão para 13 meses com a novaterapia.
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A daraxonrasibe, primeira terapia-alvo dirigida às proteínas RAS aprovada para o câncer de pâncreas, esteve associado a uma redução de 60% no risco de morte
Uma vacina contra o câncer só pode ajudar se pacientes estiverem dispostos a tomá-la: falsa narrativa sobre “câncer turbo” se infiltrou na grande mídia, aumentando a probabilidade de que alguns deles recusem terapias com mRNA no futuro.
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Alegações falsas de que as vacinas de mRNA contra a COVID-19 causam câncer poderiam, ironicamente, prejudicar o tratamento do câncer ao comprometer uma ferramenta promissora
A terapia com a tecnologia CAR-T para tratar certos tipos de câncer vem revolucionando a medicina oncológica, aumentando a sobrevida global em três anos de 10% para 59%, e a sobrevida livre de progressão de 6% para 48%. Agora, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Fiocruz e a UnB trabalham para levá-la até o SUS
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Terapia com a tecnologia CAR-T para tratar certos tipos de câncer vem revolucionando a medicina oncológica. O Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Fiocruz e a UnB trabalham para levá-la até o SUS
Evidências atuais não indicam que aplicar perfume sobre a tireoide leve seletivamente os componentes químicos da fragrância até a glândula ou a exponha a uma dose maior do que ao borrifar em outros locais.
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Uma publicação de autoria de um especialista em câncer viralizou, mas admite que não há evidências de danos à tireoide pelo uso de perfumes no pescoço. Veja o que diz a ciência
Se o câncer de ovário for diagnosticado de forma precoce, a sobrevida em cinco anos é superior a 90% e a cirurgia é, geralmente, o único tratamento necessário. O uso de ferramentas de IA como a que está em estudo pelo Laboratório de Bioinformática e Biologia Computacional do INCA pode aumentar os percentuais de diagnóstico precoce.
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Através da análise de microRNAs circulantes no organismo, tecnologia é capaz de estimar com mais precisão o risco de evolução do câncer de ovário mais agressivo
Pesquisas mostram que tumores degradam ATP liberado por células danificadas e criam um ambiente favorável para se proliferar. Bloquear esse processo reduziu a adesão e migração em células de câncer de fígado, indicando um possível novo alvo terapêutico.
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Jose Roberto Meyer Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Pesquisas mostram que tumores degradam o ATP liberado por células danificadas e criam um ambiente favorável para se proliferar. Bloquear esse processo reduziu a adesão e migração em células de câncer de fígado, indicando um possível novo alvo terapêutico
Para utilizar bactérias em terapias contra o câncer, médicos poderiam injetar em pacientes esporos dormentes de uma bactéria anaeróbica, que percorreriam a corrente sanguínea e permaneceriam inertes em tecidos saudáveis oxigenados, mas atacariam os tumores de dentro para fora.
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Pesquisadores estão trabalhando para desenvolver bactérias capazes de destruir tumores cancerosos, reduzindo ao mesmo tempo os danos às células e tecidos saudáveis do paciente
De medicamentos eficientes contra tumores no pâncreas a intervenções tão simples e baratas quanto um programa de exercícios físicos estão entre as novas armas inovadoras contra a doença.
Ilustração gerada com auxílio de IA por IASExam / IAS Academy
De medicamentos eficientes contra tumores no pâncreas a intervenções tão simples e baratas quanto um programa de exercícios físicos estão entre as novas armas inovadoras contra a doença
Com a ajuda de Agentes Comunitários de Saúde, projeto tem feito uma busca ativa por mulheres negras interessadas em realizar a autocolet para prevenção do câncer de colo de útero.
Ilustração de Lucas Romão / Conexão Ciência|Arte
Brasil ainda registra 19 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano, apesar de essa ser uma doença quase 100% prevenível. Novas diretrizes nacionais para o rastreamento podem mudar esse cenário
Imagem meramente ilustrativa de células cancerígenas atacando cadeias de DNA: pesquisas inovadoras estão desenvolvendo proteínas híbridas para aumentar a especificidade e evitar efeitos colaterais de terapias oncológicas.
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Matheus S. S. Paqui, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Daniele Cocco Durigon, Universidade Estadual de Londrina (UEL), and Hernán Terenzi, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Pesquisas desenvolvem proteínas híbridas para aumentar a especificidade e evitar efeitos colaterais de terapias oncológicas
O rastreamento é essencial para prevenir e tratar eficazmente o câncer colorretal: apesar das novas diretrizes, colonoscopia ainda é o exame recomendado para quem está em risco aumentado ou tem risco médio de desenvolver a doença.
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A Sociedade Americana do Câncer atualizou suas diretrizes para o rastreamento do câncer colorretal a fim de refletir os avanços tecnológicos e ampliar o acesso ao rastreamento
Laços de fitas coloridas, símbolos da prevenção a diferentes tipos de câncer e outras doenças: no primeiro levantamento nacional representativo sobre o que os brasileiros sabem, pensam e fazem em relação à questão, foram ouvidos 6.566 adultos de todo o país entre setembro e outubro de 2025. A crença de que o câncer é inevitável pode representar uma barreira silenciosa à adoção de comportamentos protetores.
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Até 40% dos cânceres podem ser evitados com mudanças de comportamento e de exposição ambiental. A crença de que a doença é inevitável pode representar uma barreira à adoção de atitudes que protegem
Cientistas brasileiros decifram o paradoxo da proteína p53, que é essencial para prevenir o câncer, mas tem uma fragilidade essencial em seus genes.
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Guilherme C. de Andrade, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB); Guilherme A. P. de Oliveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB), and Jerson Lima Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Cientistas brasileiros decifram o paradoxo da proteína p53, que é essencial para prevenir o câncer, mas tem uma fragilidade essencial em seus genes
Médicos já observaram que muitos pacientes apresentam níveis altos de vitamina B12 no sangue, mas pesquisas indicam que fenômeno não é uma causa da doença, e pode ser um marcador útil para indicar se ela está presente ou progredindo.
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A vitamina B12 é essencial para os glóbulos vermelhos, os nervos e o DNA, mas níveis elevados sem causa aparente podem indicar um problema de saúde subjacente
Está cada vez mais claro que antiga lógica do rastreio do câncer – encontrá-lo, removê-lo – já não é suficiente por si só e que, para alguns pacientes, aprender a conviver com um câncer monitorado pode ser mais seguro do que tentar eliminá-lo completamente.
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Pesquisadora Titular, líder do Laboratório de Bioinformática e Biologia Computacional e docente do programa de pós-graduação em Oncologia do INCA, Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Pesquisador e chefe do Programa de Terapia Celular e Gênica e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Genômica do Câncer e Medicina de Precisão para o SUS, Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Membro do Conselho Científico do Instituto Oncoguia, professor e chefe da disciplina de uro-oncologia, Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC