Os comentaristas da CazéTV em ação nos estádios da Copa: o que a empresa fez de forma visível e auditável durante a primeira fase da competição, os algoritmos das plataformas de apostas fazem de forma silenciosa e contínua, vinte e quatro horas por dia, para milhões de brasileiros. O combate ao vício em bets no Brasil passa pela necessidade de mais rigor legal e, sobretudo, educacão.
AP Photo/Lynne Sladky
Raquel Lobão, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) and Raquel Timponi, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
O que a CazéTV fez de forma visível e auditável durante a primeira fase da Copa do Mundo, os algoritmos das plataformas de apostas fazem de forma silenciosa e contínua, vinte e quatro horas por dia, para milhões de brasileiros
Durante a maior parte da história do futebol, torcedores de todo o mundo comemoravam gols e outras jogadas habilidosas, mas agora as plataformas online dividiram o jogo em centenas de pequenas apostas financeiras, alterando o significado emocional que o futebol tem para muitos deles. Torcer por um cartão vermelho para um jogador da sua própria seleção passa a ser uma possibilidade concreta.
Imagem gerada por Inteligência Artificial, via Envato Labs
Apostas transformaram a paixão em uma transação, levando famílias no Brasil e em muitos outros lugares do mundo a gastar dinheiro que poderia ter sido destinado à alimentação, transporte, fraldas, luz ou aluguel
Estimativas apontam para cerca de 11 milhões de jovens e adultos que jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco.
Imagem: Envato / Renata Hamuda
Os antigos bingos e caça-níqueis exigiam deslocamento físico. Era necessário sair de casa, entrar em um estabelecimento e permanecer naquele ambiente para jogar. As apostas online mudaram completamente essa lógica