O técnico Carlo Ancelotti ampara o craque Vini Jr. logo após a derrota para a Noruega na Copa de 2026: novo fracassso internacional da seleção não é fruto de falta de talento, investimento ou organização do futebol de alto nível no Brasil, mas revela uma desigualdade na qual estruturas de excelência concentradas em poucos clubes e regiões convivem com uma rede de formação precária, pouco protegida e mal articulada em escala nacional.
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Álex Kalil, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
A imagem mais justa do futebol brasileiro é a de uma potência desigual: estruturas de excelência concentradas em poucos clubes e regiões convivem com uma rede de formação precária, pouco protegida e mal articulada em escala nacional
A tecnologia pode ajudar os árbitros a resolver algumas questões factuais, como se a bola cruzou a linha do gol, mas muitas decisões envolvendo faltas, pênaltis e toques de mão são questões de julgamento e de como aplicar as regras.
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A polêmica em torno do sistema de arbitragem de alta tecnologia da Copa do Mundo mostra que o esporte ainda é mais uma arte do que uma ciência
Lionel Messi após mais uma vitória: craque indiscutível numa equipe que vem sido favoreceida por decisões controversas dentro e fora de campo, e que poderão manchar um possível bicampeonato da Argentina na Copa do Mundo.
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No futebol, como na política internacional, vencer não basta. É preciso que a vitória seja reconhecida como legítima
Em 3 de julho de 2026, a celebração do primeiro Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial depois da aplicação da “Lei Vini Jr.” reforçou a lembrança de que o combate ao preconceito exige ações concretas em todas as esferas da sociedade.
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Aplicada pela primeira vez pela FIFA na Copa do Mundo de 2026, nova lei ainda não será adotada nas competições da UEFA
O atacante americano Folarin Balogun reage depois de receber o cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina: suspensão da punição corre o risco de minar a confiança que fez da Copa o evento esportivo mais importante do planeta.
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A decisão de ignorar as regras devido à pressão da Casa Branca destruirá toda a confiança no órgão que rege o futebol
Jogadores de Cabo Verde comemoram o gol de empate durante a prorrogação do jogo contra a Argentina, campeã mundial: não é de hoje que futebol e outros esportes brilham graças ao talento de atletas imigrantes e descendentes africanos. Nesta Copa, essa presença se consolidou na performance histórica de seus países em campo.
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Alfredo Suppia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Não é de hoje que futebol e outros esportes brilham graças ao talento de atletas imigrantes e descendentes africanos. Nesta Copa, essa presença se consolida na performance histórica de seus países
Os comentaristas da CazéTV em ação nos estádios da Copa: o que a empresa fez de forma visível e auditável durante a primeira fase da competição, os algoritmos das plataformas de apostas fazem de forma silenciosa e contínua, vinte e quatro horas por dia, para milhões de brasileiros. O combate ao vício em bets no Brasil passa pela necessidade de mais rigor legal e, sobretudo, educacão.
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Raquel Lobão, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) and Raquel Timponi, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
O que a CazéTV fez de forma visível e auditável durante a primeira fase da Copa do Mundo, os algoritmos das plataformas de apostas fazem de forma silenciosa e contínua, vinte e quatro horas por dia, para milhões de brasileiros
Do icosaedro truncado da bola da Copa de 70, inspirado em Arquimedes e Leonardo da Vinci, à modelagem computacional das bolas contemporâneas, a forma de fazer uma bola de futebol mudou muito, e ajuda a compreender como a matemática está em toda parte.
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Do icosaedro truncado da bola da Copa de 70, inspirado em Arquimedes e Leonardo da Vinci, aos quatro módulos em contorno de bumerangue da bola da Copa de 2026
Um mural do artista plástico argentino Spiga eterniza o momento do gol de mão de Maradona na Copa de 1986 - um dos muitos que se espalham pelas ruas de Nápoles, cidade em que o craque jogou e se tornou ídolo.
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Um filósofo do esporte conduz os leitores por uma reflexão sobre a ética do gol mais famoso de Diego Maradona — e também o mais polêmico
Atalhos e vieses cognitivos influenciam a forma como pensamos e prevemos resultados de partidas para além da preferência por um ou outro time ou seleção, em um exemplo da chamada “economia comportamental”.
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Atalhos mentais e vieses cognitivos nos levam a errar ao tentar prever o resultado de uma partida e são um bom exemplo da chamada “economia comportamental”
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o ex-jogador Casagrande se encontraram e trocaram presentes após o político ter citado num discurso o craque brasileiro Sócrates e a democracia corinthiana dos anos 1980 como exemplos de que o esporte pode e deve ser mais do que apenas negócio e entretenimento.
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Neste domingo, dia 21 de junho, o prefeito de Nova York Zohran Mamdani recebeu do ex-jogador e comentarista Casagrande uma camisa do Corinthians, com o nome de Sócrates, maior ídolo da história do paulistano…
Proibida pela FIFA, a camisa apresentada originalmente pelo Haiti para a Copa de 2026 trazia uma imagem que foi considerada referência à revolução que liberou o povo haitiano do jugo dos franceses, em 1781: mais um exemplo dos fortes sentimentos nacionalistas que uma Copa desperta, ao lado dos gigantescos interesses comerciais.
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Aspectos políticos e interesses comerciais jamais deixaram de permear ou mesmo de determinar a dinâmica dos torneios mundiais de futebol
As tatuagens nas pernas do meio-campista argentino Leandro Paredes: contratos de publicidade fazem da arte corporal um dos poucos espaços de liberdade pessoal de jogadores de ponta, e as tatuagens podem ser vistas como uma pequena janela para sua alma.
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Enquanto milhões de pessoas assistem à Copa do Mundo de 2026, as tatuagens dos jogadores estarão à mostra, oferecendo um vislumbre da vida interior das maiores estrelas do futebol
O norueguês Erling Haaland comemora ao marcar o primeiro gol de sua equipe durante partida da fase de grupos da Copa do Mundo contra o Iraque, em 16 de junho de 2026: psicólogo do esporte analisa características que ajudam no sucesso no futebol moderno.
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Um psicólogo do esporte analisa as perturbações, a criatividade tática e a divagação mental controlada que ajudam no sucesso no futebol moderno
Não basta só coordenação motora: movimentos derivam de um processo que combina emoção e cognição para realizar cálculos precisos, mas que também interage com aspectos motivacionais e sociais.
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Com a Copa do Mundo de 2026 servindo de vitrine para o talento, a neurociência revela as interações que o sustentam, uma combinação que une emoção e cognição
A diversidade de países representados este ano é notável, assim como suas características populacionais.
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Entre as 48 nações que disputam a Copa do Mundo, qual é a importância de fatores demográficos como população e idade média? Veja como a seleção do seu país se sai nessa comparação
Expressão emocional dos homens no futebol se organiza dentro de uma estrutura de adesão ao grupo, oposição ao rival, afirmação territorial e demonstração de resistência, numa masculinidade patriarcal que continua a valorizar o controle, a dureza, a superioridade e a capacidade de se impor.
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A Copa do Mundo de 2026 não vai apenas despertar emoções: ela também vai trazer à tona as formas de masculinidade que o futebol ajuda a moldar, que vai da misoginia ao igualitarismo
O racismo no futebol já se manifestou de inúmeras maneiras. Primeiro, como rejeição e exclusão, depois como um elemento depreciativo de capacidades físicas, estratégicas ou emocionais. Hoje o cenário é outro, mas ainda há muito o que se evoluir para uma igualdade real, duradoura e não apenas resstrita aos grandes nomes do esporte.
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No Brasil, aprender sobre as relações raciais a partir da história do nosso esporte mais popular é uma grande oportunidade para o reconhecimento não só das nossas capacidades no campo de jogo
Apesar de usar estádios já existentes, a ampla distribuição geográfica dos jogos da Copa e o aumento do número de seleções farão com que este seja o evento esportivo mais poluente da história
O árbitro Omar Artan é recebido em Mogadíscio, na Somália, depois que as autoridades americanas negaram sua entrada no país para a Copa do Mundo: EUA estão passando por um retrocesso democrático e alguns torcedores têm medo de ir assistir aos jogos e serem detidos e deportados pelo ICE.
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Em vez de unir as pessoas, a Copa do Mundo de 2026 corre o risco de ser lembrada pelo clima de exclusão e medo gerado pelos EUA, um dos países anfitriões