Articles on Antropologia

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Por que essa comunidade queimou os restos mortais de uma mulher de forma tão visível e espetacular, e integrantes deste povo retornou ao local para reacender fogueiras durante gerações depois? Patrick Fahey

Cremação mais antiga conhecida na África gera mistério de 9.500 anos sobre caçadores‑coletores da Idade da Pedra

Cremação antiga teria sido um espetáculo comunitário em um local ao qual se retornava e se reacendiam fogueiras ao longo de muitas gerações. O que estava por trás desse ritual fúnebre?
Durante uma festa numa fazenda perto de Cusco, em 1929, a família dos senhores posa na varanda, pairando sobre a massa de camponeses serviçais. O retrato foi uma encomenda dos donos da propriedade ao fotógrafo peruano Martín Chambi, que conseguiu com a imagem sugerir o contexto social vigente, através do alinhamento e atitude dos personagens retratados. Chambi é hoje considerado um dos grandes fotógrafos da história da população andina no século 20, e seu trabalho está presente no livro ‘A História da América Latina em 100 fotos’. Cortesia do Arquivo Fotográfico Martín Chambi

Memória: fotografias do cotidiano também são fontes fundamentais para entender a História

Organizador do livro ‘História da América Latina em 100 fotografias’ reflete sobre a importância aind pouco valorizada dos registros pictóricos cotidianos nos países do continente, inclusive o Brasil
Fantasmas podem ser uma forma de explicar uma experiência estranha durante o sono: mais que imunes a evidências contrárias, antropólogo sugere que experiências podem levar pessoas a pensar que suas crenças extraordinárias são verdadeiras. 'The Nightmare' by Johann Heinrich Füssli/Wikimedia Commons

Terraplanismo, espíritos e teorias da conspiração: como a experiência pode moldar mesmo crenças extraordinárias

Pensamento conspiratório, crenças sobrenaturais e pseudociências podem parecer imunes às evidências, mas um antropólogo sugere que crenças extraordinárias podem ser sustentadas pela experiência individual.
Povo indígena do Alto do Rio Negro, cuja relação de suas populações com o manejo ambiental faz parte do escopo do estudo Vozes da Amazônia, que almeja valorizar o conhecimento ancestral dos povos originários como parceira fundamental da ciência ocidental na busca por soluções contra as mudanças climáticas. Foto: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)

Vozes da Amazônia: projeto paraense une conhecimentos indígenas e da academia para enfrentar a crise climática

Projeto do Museu Goeldi financiado pela Iniciativa Amazônia+10 que mostrar que a tradição indígena para o uso da terra preserva a biodiversidade de forma ainda pouco conhecida pela ciência ocidental
Uma mulher de meia-idade, encontrada em uma posição fortemente flexionada no sítio arqueológico de Liyupo, no sul da China, preservada por meio de mumificação por fumaça. Hsiao-chun Hung

Múmias “defumadas” de 12 mil anos são evidências mais antigas de mumificação humana

Uma nova pesquisa mostra que a tradição de secar restos mortais humanos com fumaça persistiu por milhares de anos em todo o sul da Ásia e além, mesmo nos dias de hoje.
Graduada em História e doutora em Antropologia, Letícia é uma jovem liderança Krahô e atua em diferentes frentes pela defesa dos povos indígenas. É presidente do Conselho Local de Saúde Indígena do município de Goiatins (TO), e coordenadora da escola da Aldeia Sol, cuja história ela descreve neste artigo-depoimento: uma vida de trabalho fortalecendo a valorização dos conhecimentos tradicionais em diálogo com a educação formal. Foto cedida pela autora

Depoimento especial: A trajetória de uma jovem indígena que saiu da aldeia para defender seu povo com as armas da História e da Antropologia

Mulher indígena, do povo dos Krahô, que vivem nos limites entre Goiás, e Tocantins, conta ium pouco da diferenças de cosmovisão que tornaram difícil, mas nada impossível, sua trajetória que começou como menina de aldeia e terminou no doutorado em antropologia da Universidade de Goiás.
A cidade antiga provavelmente cheirava a dejetos humanos, fumaça de madeira, podridão e decomposição, cremação de carne, cozimento de alimentos, perfumes e incenso e muitas outras coisas. minoandriani/Getty Images

Quais eram os cheiros na Roma antiga? Acredite, bem ruins

Podemos presumir com segurança que Roma, em muitas áreas, era provavelmente muito suja e malcheirosa. Dito isso, há evidências que usavam perfumes, incensos e até desodorantes.
A ilustração do pintor luso-italiano Carlos Julião (1740-1811) representa a coroação de uma rainha negra na Festa de Reis, no passeio público da cidade de São João Del Rey: mulheres alforriadas compartilham histórias de vão da pobreza extrema à posses como imóveis, joias e até outras mulheres escravizadas. Imagem: Acervo Fundação Biblioteca Nacional

Sinhás pretas: série de livros retrata a vida de ex‑escravizadas que enriqueceram no Brasil

A série Crioula, da editora Cosac, registra o resultado de uma pesquisa feita com testamentos e inventários de centenas de mulheres alforriadas no Rio de Janeiro e em São João del Rey entre os séculos XVIII e XIX
As comunidades ribeirinhas são vistas como fonte de turismo ou de comércio de produtos típicos, como o açaí, mas as populações locais não participam das tomadas de decisão sobre os territórios. Foto disponibilizada pelo autor

Depoimento: Como ciência e ancestralidade se aliam na pesquisa antropológica sobre os ribeirinhos da Amazônia

Depoimento de um ribeirinho e mestrando em Antropologia mostra como o olhar do pesquisador e o conhecimento tradicional podem se unir na busca de soluções para os problemas ambientais da Amazônia
Uma dança ritual em homenagem aos ancestrais: um dos inúmeros exemplos mais ancestrais da cultura humana. Jorge Fernández/LightRocket via Getty Images

O que é a “evolução cultural cumulativa”, a característica cognitiva coletiva que difere os humanos de todos os outros animais

Os animais podem aprender uns com os outros, mantendo suas culturas por longos períodos de tempo. O que diferencia as pessoas pode ser a maneira singularmente aberta com que inventamos novas ideias e as compartilhamos e desenvolvemos.
Famílias inteiras de imigrantes - a maioria da Colômbia, Venezuela e Haiti - arriscam suas vidas e perdem todas as suas economias na tentativa de atravessas o estreito rumo aos EUA, guiados por coiotes do principal grupo de narcotraficantes da Colômbia. AP Photo/Ivan Valencia

Por que cada vez mais migrantes sul‑americanos arriscam suas vidas na rota suicida do Estreito de Darien?

Mais de meio milhão de pessoas fizeram a traiçoeira travessia por terra entre as Américas do Sul e Central em 2023 - muito mais do que em anos anteriores.
Na gravura do século XVIII, do pintor Joaquim José de Miranda, uma mulher indígena vestida (no centro da imagem) interage com portugueses e indígenas. Coleção Beatriz e Mario Pimenta Camargo. Reprodução cedida pela autora

Terreno de mulher: pesquisadora revela protagonismo das indígenas na cartografia colonial brasileira

Mapas do território percorrido por expedições de missionários portugueses no século XVIII possuem evidências arqueológicas, antropológicas e etnográficas da influência dos saberes indígenas femininos na sua elaboração.
Vista da Pedra da Gávea, a partir de uma trilha da Floresta da Tijuca: grande parte dos caminhos do atual Parque Nacional foram feitos a partir da chegada da corte de D. João VI, em 1808. Foto de Halley Pacheco de Oliveira

Floresta da Tijuca: trilhas do Parque Nacional mais visitado do Brasil têm a marca dos escravizados

A mão de obra escravizada teve um papel importante na história e no processo de transformação do Maciço da Tijuca e do Rio de Janeiro, mas segue invisível na historiografia tradicional.
Alegoria mostrando menino yanomami, que o Salgueiro levará à Sapucaí. Carnaval deste ano reafirmará sua vocação para mostrar um Brasil que os livros de história não contam. Foto de divulgação

Yanomamis e tupinambás vão invadir a Sapucaí: Carnaval, mais uma vez, valoriza as múltiplas identidades brasileiras

Desfiles de Salgueiro e Grande Rio serão o retrato de duas importantes capacidades do carnaval: funcionar como antena dos movimentos sociais e políticos do país e se transformar em plataforma simbólica para a reconexão do público com as inúmeras identidades brasileiras.
Gravura mostrando uma cena de canibalismo na África Central (1870). Morphart Creation/shutterstock

Canibalismo: a complexa relação da humanidade com a carne humana ao longo da história

O canibalismo é um fenômeno mais complexo do que se pensa. O sucesso do filme “A Sociedade da Neve” recoloca o assunto em debate: comer outro ser humano é uma prática restrita a situações extremas e a rituais de culturas consideradas exóticas, ou vai mais além?
Transumanismo: o conceito de evolução das capacidades humanas por meio da tecnologia seduz a elite mundial, mas desvia a atenção aos desafios e injustiças mais urgentes da atualidade, e pode deixar o mundo ainda mais desigual. Kotin / Shutterstock

Transumanismo: bilionários querem usar tecnologia para aprimorar nossa existência. Mas os resultados podem mudar o significado de ser humano

A obsessão da elite mundial com a atualização tecnológica da humanidade gera uma narrativa grandiosa porém discutível, que desvia a atenção aos desafios e injustiças mais urgentes da atualidade.
Em um grupo pequeno, com vida de subsistência, faz sentido que todos façam muitos trabalhos. gorodenkoff/iStock via Getty Images Plus

Esqueça o “homem caçador”. Evidências arqueológicas e fisiológicas comprovam que mulheres pré‑históricas também iam à luta em busca de proteína

Os corpos femininos têm uma vantagem na capacidade de resistência, o que significa que as mulheres do Paleolítico provavelmente caçavam animais e não só colhiam plantas.

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