Mercado de frutas em Belo Horizonte, Brasil: direito à alimentação instituído na cidade em 1993 levou à criação de um sistema que beneficia a população ao mesmo tempo que fortalece produtores locais e serviu de inspiração para criação do programa Fome Zero.
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A expansão das cadeias globais de suprimento alimentar pode reduzir a segurança alimentar, mas melhorias nos sistemas alimentares regionais são alternativa para compensar e aumentar esta segurança.
O cerrado, nativo do centro-sul brasileiro, perde território a olhos vistos para o agronegócio: os índices de desmatamento seguem altos neste bioma, em meio a um discurso preservacionista carregado de contradições, que na prática segue estimulando a produção agropecuária em larga escala, com poucos mecanismos de defesa do ambiente afetado por ela.
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Karina Kato, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) and Sergio Pereira Leite, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Entre o discurso e a prática, país enfrenta contradições que hoje alimentam a fome, aceleram o desmatamento e corroem nosso futuro climático - exigindo uma revisão urgente do atual padrão produtivo e financiado
A ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o presidente Lula e o ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira durante o lancámento do novo Plano Safra,em junho de 2025: descompasso entre provisões para o agronegócio e para a agricultura familiar permanecem.
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Após retomada do Ministério do Desenvolvimento, a expectativa de retomada de uma política agrária consistente para a agricultura familiar ainda carece de investimentos e organização
A distinção entre bio e agro é ética, ecológica e evolutiva. O futuro da agricultura brasileira não pode se contentar com a coexistência destes modelos antagônicos ou com a apropriação da abordagem de bioeconomia como estratégia para obter mais lucros em um contexto de crises ambientais globais.
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O atual modelo de agronegócio tende a agravar as crises ambientais e sociais existentes. O futuro da agricultura depende do respeito à diversidade e à adaptabilidade dos sistemas produtivos.
Protesto de fazendeiros franceses contra o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, na semana do G20 no Brasil: nova legislação que pode dificultar a entrada na União Europeia de produtos agropecuários gerados sem respeito ao ambiente acaba de ter sua implantação adiada por mais um ano. Entenda os interesses que estão em jogo, e o que diz a Ciência sobre o assunto.
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Nova legislação que reforça fiscalização sobre produtos gerados sem respeito ao meio ambiente expõe interesse da União Europeia em liderar a transição ecológica global, mas pode dificultar interesses comerciais do Brasil e outros exportadores agrários
Grandes máquinas trabalham na monocultura da soja numa fazenda em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul: a atual trajetória de desmatamento está diminuindo a capacidade da Amazônia e do Cerrado em regular os padrões de chuva, colocando os sistemas agrícolas do país no caminho do que os cientistas já estão chamando de “agro-suicídio”.
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Professor Titular do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Professora do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)